quarta-feira, 21 de novembro de 2012

FREGUESIA DE CARANGUEJEIRA - LEIRIA

REGIÃO                   CENTRO
SUB REGIÃO            PINHAL INTERIOR
DISTRITO                 LEIRIA
CIDADE                    LEIRIA
FREGUESIA            Caranguejeira
HERALDICA
Brasão: 
Escudo de prata, cacho de uvas de púrpura, folhado de verde, entre dois pinheiros arrancados de sua cor, frutados de ouro; em chefe, flor-de-lis de verde e, em ponta, duas burelas ondeadas de azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "CARANGUEJEIRA".
Bandeira: 
verde. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.
Selo: 
nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Caranguejeira - Leiria"
Localização Geográfica
Caranguejeira é uma fraguesia do concelho de Leiria
Situa-se na zona leste do Concelho ( e sede do Distrito)
De Leiria .
Confronta-se :
                            A norte com a freguesia de Colmeias



A oeste com as freguesia de Santa Eufemia e Pousos
 Ao sul as freguesia de Arrabal e Santa Catarina de Sena





A este as freguesias de Matas e Espite ( concelho de Ourem)

História

A história e vida da Caranguejeira perderam-se nos tempos. Sabe-se que esta região acusa já a presença humana desde tempos imemoriais, nomeadamente na Paleolítico – ou seja na

Idade da Pedra -, como o atestam os achados arqueológicos do Vale do Lapedo com mais de 25.000 anos, aqui mesmo ao lado
O achamento de objectos de cobre, entre os quais dois machados chatos, nas margens da Ribeira de Caldelas do período Calcolítico – período entre a Idade da Pedra e a Idade do Bronze – dá conta da ocupação humana também neste período.
 A existência de um Castro – nunca explorado – no Souto do Meio, que poderá ser da Idade do Bronze, da Idade Pré-Romana ou mesmo Romana, vêm-nos confirmar que a ocupação da Caranguejeira pelo Homem se manteve, pelo menos, desde o Paleolítico até à ocupação Romana que aqui deixou importantes vestígios e, consequentemente, até aos nossos dias
Por volta dos séculos XII ou XIII, certamente por razões ligadas à Reconquista Cristã das terras ocupadas pelos Mouros a sul do Mondego, esta região terá ficado despovoada, pelo que houve necessidade de proceder ao seu repovoamento e acourelamento
 Não se sabe qual a origem do seu nome, se romana ou posterior. Pinho Leal, no seu livro “Portugal Antigo e Moderno”, diz que o nome se deve ao facto de aqui existirem em abundância ameixas da espécie “Caranguejeira”. É uma opinião
A Caranguejeira pela sua orografia é uma terra de contrastes e recantos paradisíacos, com um vale verdejante onde ocorrem duas ribeiras que ao juntarem-se formam a ribeira da Caranguejeira, alimentadas por dois abundantes olhos de água: o Olho da Fonte e o Olho do Seixo, no Vale Sobreiro, um pinheiral imenso e a Serra da Caranguejeira, onde se situa uma parte importante da zona habitacional da Freguesia, das faldas da qual se espraiam os olhares no colorido da ribeira, na brancura do casario e na mancha verde escura do pinhal que se estende a perder de vista até ao horizonte
1963
Interpretando o sentir da sua população, a Junta de Freguesia, consciente de que a Caranguejeira, dado o seu desenvolvimento quer populacional quer urbano, reunia as condições para que lhe fosse outorgado o estatuto de Vila, elaborou a respectiva proposta, que a Assembleia de Freguesia, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal aprovaram para que a Caranguejeira fosse elevada a Vila
Submetido o necessário projeto de Lei à Assembleia da República, ele veio a ser aprovado em Plenário, por unanimidade, no dia 19 de Abril de 2001, com a consequente elevação de Caranguejeira a Vila, o que foi legalmente consignado pela Lei n.º 66/2001, publicada na I Série do Diário da Republica de 12 de Julho de 2001
Patrimonio

Igreja Matriz





A principal igreja da freguesia conta com cinco altares: um dedicado a São Miguel, com as imagens deste santo, do Divino Espírito Santo, São Cristóvão e São Sebastião; no segundo está encerrado o Sagrado Coração de Jesus; o terceiro é consagrado a Nossa Senhora do Rosário, onde estão também as imagens de Santo António e São Braz; o quarto sustenta a imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita em 1628; no quinto venera-se além de São Miguel, Santa Catarina e São Vicente.



Capelas

Estão presentes capelas nas seguintes povoações: Alto da Caranguejeira (S. Vicente), Caldelas, Palmeiria e Soutos. Há existência de uma outra capela, a do Casal Martelo. Situa-se no final da povoação de Opeia e apresenta um elevado estado de degradação.

Monumento da Senhora dos Caminhos

Por se situar a cerca de 13 km de Fátima (concelho de Ourém), a freguesia da Caranguejeira é palco de passagem de centenas de peregrinos provenientes do norte do País. O monumento da Senhora dos Caminhos (na verdade Nossa Senhora de Fátima) estava previsto ir para Cahora-Bassa, Moçambique, no entanto, está actualmente situado no Leão, povoação pertencente à freguesia.
Lapedo (onde pode ser visto o Abrigo do Lagar Velho, local onde foi encontrado o menino do Lapedo, ainda que o local se encontre na freguesia vizinha de Santa Eufémia)

Histórico

                          Ponte romana de Caldelas

Maciço de escória datado do ano 2000 a.C.

Lapedo (onde pode ser visto o Abrigo do Lagar Velho, local onde foi encontrado o menino do Lapedo, ainda que o local se encontre na freguesia vizinha de Santa Eufémia).



Cultura

Rancho Folclórico dos Soutos
Rancho Folclorico Roseiras do Vale da Rosa
Diversas Associações

Filarmonica de S. Cristovão
Cavaquinhos D’Adega

Clube de Música Tradicional os Martinhos
Orquesta Antonio Cordeiro Gonçalves





Desportivo
União Desportiva Carangujeira






Gastronomia
Morcela de Arroz


Morcela de arroz é uma das iguarias mais características da Estremadura, que outrora se fazia na altura da matança. 

O sangue fresco do porco é temperado com sal e pimenta, e diluído com vinagre e vinho tinto.
Junta-se carne entremeada de porco, cortada em pedaços miúdos, alho, cebola, salsa, cominhos e cravinhos e deixa-se marinar durante cerca de oito horas, mexendo de vez em quando.

O arroz, cozido à parte e escorrido, é adicionado ao preparado. Enchem-se as tripas, depois de muito bem lavadas e esfregadas com limão. 
Podem ser servidas, após leve cozedura em água temperada com sal, louro e cebola.


Um comentário:

  1. https://www.facebook.com/denise.caroline.315
    Descobri que meus bisavos nasceram em Caranguejeira...Maria Luiza de Jesus esposa de Manuel Pereira Parente nascidos nos anos de 1884...meu avô José Pereira Parente nascido provavelmente em 1920.
    Se alguém tiver informações eu agradeço.

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