CASTELOS
Castelo de Abrantes

A silhueta das muralhas do Castelo de
Abrantes domina uma elevação da cidade e vigia atentamente a proximidade do
extenso caudal do rio Tejo.
História do Castelo

Nessa época, Abrantes havia se tornado num ponto estratégico
fundamental, dado que esta cidade estabelecia a confluência de várias redes
viárias.
A cidade de Abrantes foi conquistada
por D. Afonso Henriques aos muçulmanos em 1148. Mais tarde,
seria alvo de dois longos e desgastantes cercos que foram levados a cabo pelos
Almorávidas, tendo o primeiro ocorrido 21 anos mais tarde, em 1169. No entanto,
as forças cristãs sob o comando do primeiro rei português defenderam valentia e
destreza este castelo.

Durante a crise de 1383 a 1385, o
mestre de Avis, futuro D. João I de Portugal, recebeu o apoio desta
praça-forte, tendo sido aí tomada a decisão de enfrentar o exército castelhano
em Aljubarrota.

No entanto, em finais do século XVII, D. Pedro II mandou reedificar a praça-forte de
Abrantes, pois as Guerras da Restauração tornariam a colocá-la no centro da
estratégia defensiva do território nacional.
Nessas grandes obras de remodelação
foram acrescentados ao castelo medieval dois meios-baluartes, sendo que, ao
mesmo tempo, procedia-se à adaptação e alargamento das muralhas, preparando-as
para os impactos destruidores da pirobalística.
Castelo de Abrantes na Atualidade

Durante o século XVIII, as instalações do Castelo de Abrantes foram adaptadas a quartel, para poderem dar guarida a um regimento de cavalaria real.
Alguns anos mais tarde, entre 1792 e 1799, o
Castelo de Abrantes foi ampliado e ocupado pela legião comandada pelo marquês
de Alorna.
Assim, já
no virar do século, Castelo de Abrantes seria um dos palcos da denominada
Guerra das Laranjas, conflito luso-espanhol que arrastou para a guerra algumas
localidades portuguesas.
Em 1807,
pelas mãos de Junot, as tropas napoleónicas invadiram Portugal, sendo que, com
ele estendeu-se todo um cortejo de violência e humilhações.
O marechal
francês ocupou a cidade de Abrantes , a 22 de novembro, atribuindo a si próprio
o título de duque de Abrantes.
No
entanto, menos de um ano depois, a cidade foi recuperada por um grupo de
militares portugueses e também de populares.

Em nossos
dias, apesar de desativado em termos de aquartelamento militar, o castelo de
Abrantes continua a conservar a beleza dos volumes castrenses do seu passado.
Rodeada por um parque elegante e verdejante, a fortaleza deixa ver dois
distintos panos de muralha, encontrando-se o primeiro reforçado por cilíndricos
torreões e rasgado por algumas aberturas retangulares.
A porta principal
foi rasgada no ângulo nordeste da fortaleza.
O elemento
que mais se destaca neste conjunto arquitetónico é a extensa Loggia do
Paço dos Marqueses de

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