sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

FREGUESIA DE PAÇO VEDRO DE MAGALHÃES

REGIÃO                    NORTE
SUB-REGIÃO            MINHO LIMA
DISTRITO                VIANA DO CASTELO
CIDADE                   PONTE DE BARCA
FREGUESIA             PAÇO VEDRO DE MAGALHÃES




Brasão: 
Escudo enxaquetado de peças miúdas de prata e vermelho; brocantes e alinhadas em pala uma mitra com seus fanhoes, de ouro, realçadas de púrpura e uma torre de azul lavrada e aberta de ouro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "Paço Vedro de Magalhães".


Bandeira:
 Azul. Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.
Selo:
 Nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Paço Vedro de Magalhães - Ponte da Barca".

 Simbologia 
O escudo de prata, axadrezado de vermelho e prata, representa um aspecto da heráldica da família “ Magalhães”, cuja história da freguesia e o topónimo da mesma, demonstram a sua importância nesta terra barquense.
A Mitra de ouro, realçada de púrpura, está a representar o padroeiro S. Martinho, que foi Bispo, daí a Mitra.
A torre azul, lavrada e aberta de ouro, representa o paço velho ou Paço Vedro.
O Parecer foi emitido em 15 de Abril de 2009, pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Em 25 de Abril de 2009, foi aprovado, por proposta da Junta de Freguesia, em sessão da Assembleia de Freguesia de Paço Vedro de Magalhães, que assim estabeleceu os seus símbolos heráldicos.
O processo e desenho, elaborado por Carlos Alberto Mouteira Fernandes, no ano de 2008.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS

Área: aproximadamente  255 ha que se compõem predominantemente de zonas rurais mas, também, de zonas urbanas, tendo em conta os seus limites  com a Freguesia de Ponte da Barca, a sede do concelho a que pertence.
Limites; A Norte, a Freguesia de Ponte da Barca. A Sul, a Freguesia de Vade S.Tomé e a Freguesia de Sampriz. 


A Nascente, a Freguesia de Vila Nova de Muia. A  Poente, a Freguesia de Oleiros e a Freguesia de Nogueira, entreponde-se entre elas e Paço Vedro Magalhães, o rio Vade.



RESENHA HISTÓRICA  
Nas Inquirições de 1220 figura já como paróquia. Em 1290 aparece pela primeira vez como "Freguesia de Sam Marfim de Magalhães".
A freguesia de Paço Vedro de Magalhães foi também a primeira sede paroquial da vila de Ponte da Barca, à qual depois viria a estar anexada.
Na "Corografia Portuguesa'" pode ler-se: "S. Martinho de Paço Vedro é igreja muito antiga e sagrada, diz-se nela missa sem pedra de ara. Tem relíquias de S. Martinho, devem ser do Dume. Estão metidas num nicho fechado no altar. Foi matriz da vila, de quem agora é anexa e o abade apresenta nela cura. Tem trinta e seis vizinhos. Aqui está a casa e torre de Magalhães, de quem é senhor D. Fradique António de Magalhães e Meneses, senhor desta vila".
Beneficiou do foral manuelino concedido à Terra da Nóbrega em 24 de Outubro de 1513. O primitivo nome desta freguesia — Magalhães — foi posteriormente antecedido do de Paço Vedro (velho), proveniente do nobre solar ali estabelecido por D. Aldonsa Martins de Castelães ou por D. Sancha de Novais — há versões díspares — 
com quem teria casado D. Afonso Rodrigues, o primeiro que no século XIII, no reinado de D. Dinis, tomou e usou o apelido de Magalhães. 
Antigamente também se escrevia Mangalhâes. A fundação do prazo de Paço Vedro é de 1596. A Casa de Paço Vedro é um solar da segunda metade do século XVIII, dos Abreus Limas, relativamente modesto sob o ponto de vista arquitectónico. Longa e nobre é a série de fidalgos desta família, um ramo legítimo dos Abreus de Merufe e de Regalados (ao qual também pertencem os condes de Fornos d'Algodres. Os Abreus de Paço Vedro foram também senhores da casa de Anquião, da Portagem (Coimbra) e do Outeiro (Ponte do Lima). A esta casa pertenceram os Cavaleiros de Malta frei Gonçalo de Abreu, comendador da Corcoveira, e frei António de Abreu, tenente general das armas da sua ordem e comendador de várias comondas.
Quanto ao solar, é de um só piso, baixo, mostra na fachada principal a pedra de armas, cravada num tímpano semi-çircular que a cornija contorna. A entrada nobre é aparatosa, entre muros coroados de pirâmides e furados de janelas. Sobre o portal, duas estátuas alegóricas de pedra, representando a Fama e Neptuno. Uma álea arborizada conduz desta portada até ao edifício, à volta do qual se estendem os jardins.
Perto, isolada, a capela. Nas salas do solar guardam-se apreciáveis pinturas dos séculos XVIII e XIX, além de móveis, gravuras, etc.
Terá substituído um solar anterior que possivelmente já não era o "paço vedro" medieval, que deu o nome à localidade e pertencia então ao "senhor da Terra".
Outras duas moradias nobres da freguesia são a Casa de Amendo e a casa da Vinha, embora bem menos interessantes.
Ainda acerca do livro, “Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo” pode ler-se na integra:«A primeira referência documental a esta freguesia data de 1140 ou 1141, figurando como “Magalhanes'” nos limites do couto de Vila Nova de Muia. O primitivo nome Magalhães foi, posteriormente, antecedido do de Paço Vedro, proveniente do nobre solar ali estabelecido por D. Sandia Morais, segundo alguns autores, ou por D. Aldonsa Martins de Castelaes, segundo outros, com quem teria casado D. Afonso Rodrigues. Este terá sido o primeiro que no século XIII, no remado de D. Dinis, tomou o apelido de Magalhães. Nas Inquirições de D. Afonso II, de 1220, figura já como paróquia, com a denominação de "Sancto Martino de Paacio Vetero". Na taxação das igrejas do arcebispado de Braga, a que se procedeu no reinado de D. Dinis, em 1320, esta igreja, incluída na Terra de Nóbrega, foi taxada cm 50 libras.
Segundo o Padre António Carvalho da Costa, São Martinho de Paço Vedro foi a primeira matriz da vila de Ponte da Barca à qual, posteriormente, veio a ser anexada. Ao abade de Ponte da Barca cabia o direito de apresentação do cura de Paço Vedro de Magalhães.
Em termos administrativos pertenceu, em 1839, à comarca de Ponte de Lima, cm 1852, à de Arcos de Valdevez e, em 1878, à comarca e julgado de Ponte da Barca. Em 1927, pelo decreto nº 13917, de 9 de Julho, a comarca de Ponte da Barca foi suprimida, sendo as freguesias do concelho anexadas, para efeitos judiciais, à de Arcos de Valdevez.
Colectividades
Associação Cultural e Desportiva de Paço Vedro de Magalhães 
Grupo Folclórico de  Paço Vedro de Magalhães

Património cultural e edificado:
Igreja matriz,
Capela de S. Sebastião,
Casa e Capela de Paço Vedro.
Dista 3km da sede do concelho. Nas Inquirições de 1220 figura já como paróquia. Em 1920 aparece pela primeira vez como “Freguesia de Sam Martim de Magalhães”. A freguesia de Paço Vedro de Magalhães, foi também a primeira sede paroquial da vila de Ponte da Barca, à qual depois vira a estar anexada. Beneficiou do foral manuelino concedido à Terra da Nóbrega em 24 de Outubro de 1513. O nome primitivo desta freguesia (Magalhães) foi posteriormente antecedido de Paço Vedro (velho), proveniente do nobre solar ali estabelecido por D. Alonsa Martins de Castelães ou por D. Sancha de Novais com quem teria casado D. Afonso Rodrigues. A fundação do prazo de Paço Vedro é de 1596. 


A Casa de Paço Vedro
é um solar da segunda metade do século XVIII, dos Abreus Limas, relativamente modesto sob o ponto de vista arquitectónico. Longa e nobre é a série de fidalgos desta família, um ramo legítimo dos Abreus de Merufe e de Regalados. Os Abreus de Paço Vedro foram também senhores da casa de Anquiaão, na Portagem (Coimbra) e do Outeiro (Ponte de Lima). A esta casa pertenceram os Cavaleiros da Malta frei Gonçalo de Abreu, comendador da Corcoveira, e frei António de Abreu, tenente general das armas da sua ordem e comendador de várias comendas. Outras duas nobres moradias da freguesia são a Casa do Amendo e a Casa da Vinha, embora bem menos interessantes.

Gastronomia
Posta Barrosã
A Posta Barrosã é uma carne de alta qualidade. Nem toda a carne da Vitela Barrosã serve para cozinhar a Posta. Cada posta tem que ser da rabada de vitela, e com uma espessura de 3 a 4 cm. É temperada na hora de grelhar, só com sal. Grelha-se na brasa de carvão forte, até ganhar cor. Depois de grelhada é passada pelo molho constituído por 
azeite, 
vinho branco, 
vinagre, 
pimenta, 
alho e 
alecrim. 
É servida mal-passada, acompanhada com “batata a murro” e arroz “malandro”.



 

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