sábado, 25 de fevereiro de 2012

FREGUESIA DE VAIAMONTE

REGIÃO                    NORTE
SUB-REGIÃO            GRANDE PORTO
DISTRITO                PORTO
CIDADE                   VILA DO CONDE
FREGUESIA             VAIAMONTE


ORAGO STO ANTONIO

Brasão:
Escudo de ouro, pano de muralha de negro, lavrado de prata, posto em faixa, movente dos flancos e rematado por torre arruinada do mesmo; nos cantões do chefe, duas trompas de caça, de verde, com cordões e borlas de negro, a da sinistra volvida; em campanha, ramo de oliveira de verde, frutado de negro e ramo de sobreiro de verde, landado de prata com casculhos de negro, com os pés passados em aspa. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «VAIAMONTE».


Bandeira: 
Verde. Cordão e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.



Selo: 
Nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Vaiamonte - Monforte».
HISTÓRIA
Vaiamonte é uma freguesia portuguesa do concelho de Monforte, com 83,00 km² de área e 671 habitantes (2001). Densidade: 8,1 hab/km².




Vaiamonte é uma aldeia de ruas espaçosas situada junto de uma pequena ribeira e de um outeiro onde foram encontrados importantes vestígios pré-históricos. 
Na zona, há uma vila romana na Herdade da Torre da Palma, 








onde também se pode ver a curiosa Fonte da Fornalha, que, ao contrário das outras, dá mais água no Verão do que no Inverno.



Topónimo

O actual topónimo de “Vaiamonte” tem origem bastante diversa que podemos classificar em dois grandes tipos de origem:

Origem bibliográfica/científica

De acordo com a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, a origem do topónimo “Vaiamonte” é o genitivo (de origem germânica) de um nome pessoal, talvez Bademundus e depois Bademondos.
"… assim relacionada com as antiguidades preditas da época luso-romana na região ter-se-á o princípio numa propriedade rústica de um Bademundus (nome ainda usado no Norte do País no século X, na forma Bademondo), na época Visigótica – uma “Bademundi” “Villa”. No antropónimo de origem, entram os dois elementos germânicos – badu (combate) e (mundis) protecção."

Origem popular

A origem do actual topónimo foi derivado da expressão popular Vai-ao-Monte, numa referência aos seguintes locais:
Elevação que se situa nas proximidades da actual Freguesia para o seu lado noroeste, no mesmo local onde existe um povoado fortificado datado na II Idade do Ferro na denominada “Cabeça de Vaiamonte”, onde de acordo com a tradição terá começado a primitiva povoação de Vaiamonte.
Monte das Freiras, zona incluída na actual freguesia que, constitui nos séculos XVI uma importante propriedade das irmãs do fundador principal do Mosteiro do “Bom Jesus” da Vila de Monforte. De acordo coma tradição popular este monte foi o primeiro local da povoação medieval de qual terá nascido a designação de «Vai-ao-Monte».

História


As primeiras referências documentais referentes a esta freguesia remontam, aos inícios do século XIII através da Ordem de Avis como refere D. Frei António Brandão no seguinte excerto:



“… na regra da dita Ordem se diz que em um alto distante seis léguas de Avis, junto à Torre de Palma, onde hoje chamam Cabeço de Vaiamonte, havia uma forte Vila da qual ainda se acham alguns vestígios Arqueológicos (século), de que os mouros fizeram duram guerra nos cavaleiros da Ordem.”
Desta maneira, após vários combates entre os Cavaleiros da Ordem de Avis e as forças Muçulmanas acantonadas naquele Cabeço fortificado, cerca de 1240, D. Sancho II conquistou definitivamente Vaiamonte, doando-a à Ordem de Santiago na pessoa do Mestre D. Peres Correia. Por sua vez a instituição paroquial da freguesia deu-se no século XIV, ficando a igreja na posse do padroeiro do Arcebispo de Évora, no entanto o mais antigo livro de registo data de 1593 (XVI).
Na igreja primitiva data, provavelmente do século XVI-XVII contudo sofreu uma grande remodelação no século XVIII e uma outra intervenção em 1592 que lhe alteram o primitivo traço arquitectónico. Apresenta uma fachada simples com torre quadrangular à esquerda, tem tecto em três esteiras, capela-mor em cúpula.
A Freguesia de Vaiamonte, no século XVIII estava integrada no Bispado de Elvas, fazia parte da Comarca de Avis e pertencia ao Termo da Vila de Monforte. Por sua vez, no ano de 1895, aquando da extinção temporária do Concelho de Monforte, a posse política-administrativa, transitou para o Concelho de Fronteira, regressando definitivamente ao Concelho de Monforte após a restauração deste ocorrida em 1898.
Nos limites territoriais desta freguesia, localizam-se importantes propriedades agrícolas que, pertenceram a algumas famílias senhoriais mais importantes desta região, com particular destaque para a denominada Quinta de Torre de Palma. 
Esta exploração agrícola esteve na posse de algumas das principais famílias senhoriais, aparecendo referida documentalmente pela primeira vez no ano de 1338, através de uma doação de D. Afonso IV a Pedro Afonso. Posteriormente D. João I coutou esta quinta de Palma a Fernão Vasques de Sequeira, decorria o ano de 1431. D. Manuel I em 1496 concedeu carta de coutada a D. Izabel de Monroy desta mesma quinta, na qual deviam permanecer 20 humiziados.
Mais tarde durante o domínio Filipino, D. Filipe III confirmou a concessão da Carta de Couto e privilégios a Lopo Vaz de Sequeira.
Por sua vez, D. João V em 1722 concedeu a mercê desta Quinta a Diogo de Mendonça Corte Real, herdada fora da Lei Mental.
O último registo documental de que temos (actualmente) conhecimento data do ano de 1825, através de um alvará concedido por D. João VI, confirmando, a posse da Quinta de Palma, a D. Maria Francisca de Mendonça Corte Real, herdada com juro e fora da Lei Mental; tal como tinha acontecido, anteriormente com seu avô Diogo de Mendonça Corte Real.
De acordo, com as Memórias Paroquiais desta Freguesia inseridas no Dicionário Geográfico (1758) este Nobre, Diogo de Mendonça Corte Real, Secretário do Reino, efectuou algumas obras no edifício da supracitada Quinta nomeadamente:
  • Reconstrução de um grande pátio que estava arruinado, com um portado em pedra mármore colocando-lhe por cima as suas armas.
  • No lado sul da principal habitação, construiu um novo conjunto de habitações onde habitaram muitos “cazeiros”.
  • Neste pátio construiu ainda um chafariz de pedra branca com duas bicas…
Deste modo, tudo parece indicar que estamos em presença de um importante conjunto de obras que aumentaram consideravelmente as edificações desta exploração agrícola, atribuindo-lhe a configuração e dimensão espacial que apresenta actualmente.

Património


Villa Lusitano-Romana de Torre de Palma ou 

Ruínas romanas de Torre de Palma



“CAVALOS ROMANOS” - Torre de Palma
A “villa” desenvolvia-se sobre uma suave colina, junto de um pequeno riacho, em torno de um vasto pátio interior. A forma é trapezoidal. Havia ainda o peristylum, pátio quadrangular, o impluvium (tanque de banhos), o tablinum ou sala de recepção, a axedra, sala de música, o triclinium (sala dos banquetes) e todo o equipamento necessário ao funcionamento do sistema termal (frigiderium, tepidarium e caldarium, ou uma viagem da água fria para a água a ferver). Esta estância arqueológica está classificada como monumento nacional. Começou a ser estudada ainda na primeira metade do século XX por Manuel Heleno, brilhante arqueólogo local.
José Saramago, em “Viagem a Portugal”, descreve a sua visita ao que resta da antiga torre de Palma. 
Um intenso sabor de grande literatura, no excerto que ora se apresenta: “Chegando a Monforte, o viajante toma a estrada de Alter do Chão; vai à Herdade de Torre de Palma, onde há uns restos de vila romana que tem curiosidade de examinar. A distância é pequena, e quem não for com atenção perde o caminho e a pequena tabuleta que diz: UCP Torre de Palma. UCP, para quem não sabe, significa Unidade Colectiva de Produção. O viajante chega a um largo portão, entra no terreiro, vasto e refulgente de sol. Em frente há uma torre alta, com andares. (...) O viajante avança, é um viajante tímido, sempre receoso de que lhe venham pedir contas de intrusões que só ele sabe serem bem-intencionadas. Ao aproximar-se duma esquina ouve vozes de homens. É uma tenda. O viajante entra, dá as boas-tardes e pergunta ao homem que está ao balcão onde são as ruínas e se é permitido vê-las. Este homem chama-se António, não tarda nada a saber-se, é baixo, entroncado, de ar tranquilo. (...) No piso térreo da torre, o Sr. António mostra a antiga cozinha, espécie de reduto medieval pela grossura das paredes, e ao lado uns bancos corridos e umas mesas de mármore branco. “Era aqui que comiam os ganhões”, diz. O viajante olha fascinado, imagina os homens sentados naqueles bancos, à espera da açorda. Murmura só para si: “Açorda e mesa de mármore. Aqui está um título que dispensaria a obra”.

“Poesia” à parte, faça-se um roteiro da torre e de como a visitar: “Transposto o portão, veja à esquerda o que resta do templo paleocristão e espreite, dentro da casa, o antigo baptistério. As ruínas da vasta “villa” rústica, cuja estrutura lhe será explicada pelo guarda, merecem que calcorreie a extensa zona escavada: além do valor patrimonial, a envolvente paisagística justifica um demorado passeio”. (Viagens na Nossa Terra). 

  • Igreja Paroquial de Santo António
  • Localiza-se na Aldeia de Vaiamonte, próximo da Estrada Nacional nº 369 entre Monforte e Alter do Chão. A sua Fundação data do século XVI, foi remodelada no ano de 1764 por vontade expressa de um fidalgo local de nome Jacinto Pereira Barradas, Lavrador do Monte das Freiras. Recentemente em 1952 esta igreja sofreu uma última intervenção de obras de beneficiação. Actualmente, apresenta uma arquitectura simples e modesta de linhas geométricas bastante simples, de uma só única nave com cobertura em madeira, templo característico do século XVIII do barroco popular nesta região do Alentejo.
  • No seu exterior destacava-se a torre sineira com cúpula em pirâmide quadrangular onde está colocado o relógio. A sua configuração arquitectónica indica que constituí o único elemento sobrevivente da primitiva construção desta igreja.

    Gastronomia

    SOPA DE CACHOLA
    Ingredientes
    Fressura de porco (coração, pulmão, fígado, baço, pulmão)
    Sangue de porco
    Vinagre
    Laranjas
    Louro
    Cravinho
    Pimentão-flor
    Pimenta
    Salsa
    Cebola
    Alho
    Banha de porco
    Pão alentejano duro.

    MODO DE PREPARAÇÃO
    1.   Frite a cebola e o alho na banha mas sem deixar queimar.
    2.   Junte a carne, temperada com as especiarias e a salsa e deixa-se refogar.
    3.   Junte água e deixe cozer.
    4.   Retifique os temperos.
    5.   Quando estiver quase pronta junte-lhe o sangue do porco batido com um pouco de vinagre.
    6.   Corte o pão às fatias finas.
    7.   Corte as laranjas às rodelas.
    8.   Coloque o pão no prato com as rodelas de laranja por cima e deite-lhe o caldo com a carne.
    Pode servir com mais rodelas de laranja à parte.

4 comentários:

  1. Porque é que no título deste trabalho sobre Vaiamonte diz o seguinte:
    Freguesia: Vaiamonte
    Cidade: Vila do Conde
    Distrito: Porto
    Região: Norte
    É só para confundir as pessoas?

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  2. ha alguma coisa errada no conteudo?
    ou esta correto
    a intenção e mostrar a que cidade pertence distrito e região
    se houver algo errado favor informar
    grato

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    Respostas
    1. Vaiamonte é uma freguesia do concelho de Monforte, distrito de Portalegre

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  3. Ainda não tiveram tempo de corrigir o cabeçalho ?
    Já lá vão 3 anos, praticamente !

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