domingo, 26 de fevereiro de 2012

FREGUESIA DE AIRO

REGIÃO                    NORTE
SUB-REGIÃO            CAVADO
DISTRITO          BRAGA
CIDADE                   BARCELOS
FREGUESIA             AIRÓ

Brasão:
Escudo de verde, um pano de muralha de ouro, realçado de negro, sustido por um monte de prata e encimado por um feixe de três espigas de milho de ouro, folhadas de prata e atadas por um torçal de ouro, entre dois bordões de peregrino de prata, postos em pala, com sua vieira de ouro, o da dextra volvido. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "AIRÓ - BARCELOS".



Bandeira: 
Branca. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.





Selo:
Nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Airó - Barcelos".




Muralhas e Monte: 
O Castro representa o povoado e fortificação castreja que outrora assentou no Monte do Crasto, na Serra de Airó, símbolo da antiguidade e história milenária da freguesia.

Espigas de Milho 
Representam o facto de Airó ser uma freguesia predominantemente rural que sempre teve como principais produtos de cultivo o centeio, o milho, o milho miúdo, o painço, o feijão e a castanha, embora actualmente a produção de batata tenha substituido a de castanha, tendo-se reduzido também a produção de milho miúdo e do painço.

Bordões de Peregrino
Representam os romeiros de Airó a Santiago e a tradição local das "Romeirinhas de S. Bento".

Resenha Histórica

            São vários os vestígios arqueológicos existentes nesta freguesia e suas vizinhas, sobretudo os anteriores formação da actual paróquia, indicando assim a antiguidade do povoamento deste território. 
Os vestígios mais antigos são os que se encontram no perímetro do Monte do Crasto ou Outeiro do Castro, no extremo setentrional da Serra de Airó. Ali "permanece" uma povoação castreja, talvez a mais antiga organização habitacional que é conhecida na área em que se insere a freguesia. 
É um típico habitat da Idade do Ferro Peninsular, circundada por uma muralha de pedra, cujos habitantes presenciaram a chegada dos romanos a estas paragens, por alturas do século II a.C.. Além do castro, existem outros testemunhos da romanização local, nomeadamente, cerâmicas comuns daquela época e a parte superior de uma ara que ali foi encontrada - claro indício de que o sítio adoptou valores da religião romana
 - além disso, os seus habitantes conheceram algumas das suas inovações tecnológicas, como a moagem, o fabrico do pão e o consumo de vinho, este importado das regiões mais meridionais da Península Ibérica. Distante estava o plantio da vinha na terra e a fama que posteriormente o vinho de Airó viria a alcançar.
No eclesiástico, já em finais do reinado de D. Afonso II (1211-1223) o mosteiro de S. Bento da Várzea possuía metade do padroado, sendo a parte restante de fidalgos, supõem-se que da estirpe dos "de Airó", e nada tendo da igreja a coroa: "rex non est patronus". Assim sendo, provavelmente no príncipio, toda a freguesia foi de fidalgos que depois fizeram doações de padroado e casais aos mosteiros de Várzea, Santo Tirso, Vilares de Frades e Manhente - todos à excepção do de Santo Tirso, restaurados pelos próceres da região de RIBA DE CÁVADO onde fica Airó.
Airó havia sido constituída por outra paróquia, a de S. Martinho de Airó, a qual, em 1454, foi doada ao Convento de Vilar pelo arcebispo de Braga, D. Fernando da Guerra, que depois a suprimiu para não pagar a dois curas - o de S. Jorge e o de S. Martinho. 
Por também ter estado anexa a S. Bento da Várzea vem esta freguesia arrolada nas Inquirições de D. Afonso III, como De Sancto Georgeo de Couto de Várzea, das "Terras" de Faria, e talvez seja por isso que, no século passado, se refira que Airó tinha mais de 350 habitantes.
A freguesia pertenceu a Gonçalo Gil de Airó e foi depois solar de Diogo Fernandes de Vilas Boas, no reinado de D. Pedro I, mantendo-se na posse dos seus descendentes, os Condes de Vilas. Instituído o morgadio em 1529 por Isabel Anes Vilas Boas, foi seu administrador D. António de Vilas Boas Sampaio, o célebre autor da Nobiliarchia Portugueza e do Auto da Lavradeira de Airó, entre outras obras. Jaz na capela da casa, junto da qual existiu uma torre, hoje desaparecida. 

 A capela de S. Martinho, anteriormente paróquia, no lugar de Airó, foi aos poucos caindo em ruínas, até que acabou por ser vendida a um particular por volta de 1870, que a restaurou quando só restavam as paredes.


TOPONIMO
O topónimo desta freguesia foi primitivamente S. Jorge de Lourego (século XI), depois Couto da Várzea em 1220 e Airó em 1489. 

O topónimo Airó teve origem no baixo-latim "airola", "terra pequena", derivando de "agra", "terra" por via popular. 

No entanto e segundo a tradição popular, Airó provem de Monte Aureo, monte onde existiam minas de ouro; outra versão popular atribui o topónimo da freguesia a algo mais modesto, a aureolos, pequena eira ou laje nos montes, onde se secava o milho.


Na linguagem nacional, Airó é também o mesmo que Arau - ave palmípede, da família dos Alcídeos, frequente nas costas de Portugal durante o Outono e o Inverno, também conhecida por airo e papagaio-do-mar (do frânc. haigro, "garça", pelo fr. ant. hairon, hoje héron, "garça-real").

Localização
  
 A freguesia de Airó assenta na base da "SERRA DE AIRÓ", na região de Entre Douro e Minho, estando administrativamente na dependência do distrito de Braga e do concelho de Barcelos, de cuja sede dista aproximadamente sete quilómetros.
Localiza-se ligeiramente a sul do rio Cávado, e a nascente da cidade de Barcelos. 


A freguesia é constituída por dez lugares, sendo eles: Gandra, Painçal, Codecide, Paço, Monte do Paço, Monte, Giestal, Assento, Salgueirinho e Airó de Cima.

INSTITUIÇÕES
Diversas instituições integram o quadro social, desportivo, cultural e associativo de Airó, e entre eles se destacam pela dedicação e divulgação do nome, História e tradições da freguesia:
Associação Cultural e Desportiva Leões da Serra Futebol Clube
Associação de Caçadores da Serra de Airó
Grupo Coral da Airó S.Jorge
Grupo «Raiar do Sol»


               Grupo de Jovens «Flor da Esperança»
Casa de Nossa Senhora de Lurdes (Irmãs)

Gastronomia

Bacalhau a Minhota
Ingredientes:
4 posta(s) de bacalhau demolhado
colorau
q.b. pimenta em pó
óleo para fritar
batata(s) cortada(s) em rodelas
4 cebola(s)
2 c. chá alho picado
2 dl azeite
azeitona(s) preta(s)

Preparação:
1. Polvilhe as postas de bacalhau com colorau e frite-as em óleo, deixando-as alourar de ambos os lados. No mesmo óleo, frite as batatas. 
2. Descasque as cebolas e corte-as às rodelas. Junte os alhos, leve ao lume com o azeite e deixe alourar.
3. Coloque as postas de bacalhau e as batatas num prato e cubra com a cebolada. 
4. Leve ao forno por 5 minutos. 
5. Pode acompanhar com grelos cozidos e azeitonas.





Um comentário:

  1. Diz-se aqui que é junto à serra de Airó, mas não se refere a sua posição em relação a ela, que suponho ser a oeste-noroeste dela.
    H.V.Ramos

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