quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

FREGUESIA DE MACEIRA - LEIRIA


REGIÃO                   CENTRO
SUB REGIÃO            PINHAL INTERIOR
DISTRITO                 LEIRIA
CIDADE                    LEIRIA
FREGUESIA            Maceira
Heráldica
De azul, flor de Lis de ouro entre dois ramos de macieira frutados de ouro; em contra-chefe, duas faixetas ondadas de prata, carregadas de três rodas de azenha de negro postas em faixa. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco com a legenda a negro 'Vila de Maceira'.A Ordenação heráldica do brasão e bandeira poderá ser melhor compreendida na leitura do resumo histórico da nossa Vila.
Brasão

Escudo de azul, flor-de-lis de ouro entre dois ramos de macieira frutados de ouro; em contra-chefe, duas faixetas ondadas de prata, carregadas de três rodas de azenha de negro, postas em faixa. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda a negro “ VILA DE MACEIRA “.



Bandeira-
Esquartelada de branco e azul, cordão e borlas de prata e azul, haste e lança de ouro


Turismo e Património
A Freguesia tem um

Museu do Cimento que merece ser visitado.
Também a






Igreja de Nossa Senhora da Luz, a 
 merecem essa visita. 



Actividade Económica
 A economia de Maceira, para além da indústria pesada cimenteira, engloba unidades de extracção e transformação de cal, de moldes, plásticos, de cerâmica, mobiliário, construção civil, torrefacção, tintas, mármores, metalomecânica e fundição de ligas leves. Este leque diversificado dá bem a dimensão industrial da Freguesia. 

Saúde
Na área da saúde, a Freguesia dispõe de dois Postos Médicos, diversos e vários consultórios de especialidades, todos privados. A solidariedade social é prestada pelos Bombeiros e pela Academia Social e Cultural de Maceira. 

Ensino
 O ensino é ministrado em 13 salas para o nível pré-escolar, traduz uma cobertura quase total da população infantil, 29 salas destinadas ao ensino básico, que no total acolhem 1.000 alunos e ainda nas escolas EB 2.º e 3.º ciclos, que no total recebem outros mil alunos diurnos e nocturnos. 

Animação Cultural e Desportiva
Ao nível cultural, a dinâmica é impressionante. Existem em funcionamento 22 associações que se dedicam à arte, à pintura, ao teatro, à música, com várias bibliotecas muito frequentadas. Maceira conta com 4 grupos folclóricos todos com pesquisa etnográfica, e ainda com a Filarmónica Maceirense também escola de bons instrumentistas.
O desporto é também uma vertente quase sempre presente nos objectivos do associativismo local os quais dispõem de 10 campos para a prática de futebol, 2 Pavilhões Gimnodesportivos e o desporto escolar (ténis, ginástica, andebol, patinagem) está bem vivo e presente.


História


Tem longa história a freguesia de Maceira.

Situada entre o mar e a serra, guardada por floresta e cruzada por caminhos e ribeiras, Maceira é o berço de gerações sucessivas que foram semeando habitações, embelezando o espaço e abrindo horizontes do tamanho do Mundo.

As suas gentes chegaram aos mais recônditos lugares, desde a Europa e África, até às Américas e Ásia. No entanto, a saudade e o amor às suas raízes quase sempre venceram: por isso, muitos regressaram à terra que os viu nascer, num abraço que jamais se desfará. Como diria Miguel Torga: Dei a volta ao Mundo, mas venho dormir à terra onde nasci…

Ignora-se quem foram os primeiros povos que habitaram estas paragens de Maceira. Tudo leva a crer que tenha sido habitada por povos pré-históricos, na medida em que foram encontrados nesta área utensílios dessa época, como pedras de corte, machados, sílex e outros.

 


Não esqueçamos que, na Ribeira do Sirol perto de Leiria, foi descoberto o corpo de uma criança do tempo paleolítico, o internacionalmente conhecido Menino do Lapedo, com cerca de 25 mil anos.



O povo fenício, durante o primeiro milénio antes de Cristo, dominou o Mar Mediterrâneo e a costa atlântica da Europa mais tarde chamada Lusitânia. Os fenícios foram nesse tempo os grandes senhores do comércio e por eles passavam as especiarias do Oriente, os metais preciosos da Europa e o marfim de África.

Considerando as enormes transacções comerciais, os fenícios foram obrigados a inventar um sistema de escrita simples, fácil e rápida de interpretação. A eles se deve a criação do alfabeto, como conjunto de 23 sinais simples, correspondentes aos sons emitidos, o que poderá ter acontecido pelo ano 1300 A. C. Deste alfabeto fenício derivaram, mais tarde, os alfabetos grego e romano.

É natural que, nestas trocas comerciais, os fenícios transportassem também, nos seus barcos, emigrantes dos vários povos da bacia mediterrânica e que se vieram a fixar provavelmente também na Lusitânia.


Com a expansão do Império Romano, os lusitanos, povo que habitava entre o Tejo e o Douro, acabaram por ser dominados pelos romanos cerca do ano 25 A.C.

Foram estes, os romanos, quem mais valioso património deixou na região de Maceira. Encontraram-se lápides com inscrições funerárias (uma delas pôde ver-se, até há poucos anos, na parede da torre esquerda da Igreja Paroquial), moedas e utensílios vários. Foram igualmente encontrados restos de cimento branco e escuro, além de grande quantidade de escória de ferro, o que comprova a fundição de metais, técnica que os romanos dominavam, a partir de matérias-primas desta localidade. 

Ainda recordo o olhar maravilhado com que fiquei, ao observar directamente, nos anos cinquenta do século XX, os belíssimos mosaicos nas salas de uma casa romana, situada num campo entre o monte de S. Amaro e o Arneiro. As ruínas dessa casa estavam soterradas com areia, mas era possível descobrir a beleza dos pavimentos em mosaico com decorações  geométricas e cenas da Natureza.

No entanto, de mais rara beleza era a representação do mito de Orfeu que, ao som da lira, amansava as feras. Esta representação ocupava o pavimento da maior sala da casa. Infelizmente, passados alguns anos e por incúria das autoridades, os mosaicos com esta e as outras representações desapareceram, desconhecendo-se o seu paradeiro.

Houve quem afirmasse que se encontrariam no Museu de Londres. Nas deslocações  a este museu na década de 70 do século XX, procurou cuidadosamente os paineis de mosaico que retenho na memória. Encontrei, de facto, a representação de Orfeu tocando a lira, mas com dimensões muito menores do que as do pavimento de Maceira e sendo proveniente de Cartago. Dos mosaicos que procurava, nem rasto…

Com a queda do Império Romano do Ocidente, a Lusitânia foi ocupada pelos povos bárbaros germânicos, primeiro os suevos e depois os visigodos.

Também os árabes berberes por aqui habitaram. De facto, comprovam-no a toponímia (Alcogulhe, por exemplo), alguns vocábulos (alguidar, alpendre, entre outros muito usados nesta zona geográfica) e a arte em azulejo (ver fotos seguintes). Estes azulejos poderiam fazer parte do frontal do altar-mor e são dos primeiros anos do século XVI. [1]


Azulejos de arte mudéjar, integrados na Igreja Paroquial de Maceira (provenientes da antiga Ermida de Santa Maria de Macenaria?)

Igualmente os judeus marcaram esta região, por altura da diáspora. Mais tarde, já nos séculos XV e XVI, deram origem às povoações de A-do-Barbas e de A-dos-Pretos (herdade ou quinta do senhor que usava barbas ou andava de preto, as formas típicas de apresentação dos judeus).


A primeira referência escrita à localidade de Maceira pode ler-se num documento de 1211, já instituída a nacionalidade portuguesa. Nele se descreve o compromisso entre os Cónegos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra e os clérigos porcionistas ou raçoeiros de Leiria.

Nesse documento, com data de Dezembro de 1211, aparece o nome de uma ermida chamada Sancte Marie de Macenaria , a par com as ermidas de S. Pedro de Ulmar, S. Pedro de Muel, Santa Maria de Magueigia, S. Miguel do Monte e S. Lourenço de Carvide. 

Transcorridos exactamente oito séculos sobre a data dessa convenção (1211-2011), é curioso verificar que as grandes linhas da divisão geográfica e populacional desta área de Leiria se encontravam já estabelecidas. Nesse documento estão mencionadas as localidades, por exemplo, de Colmeias, S. Simão de Litém, Espite, Agodim, Lagoa das Matas, Quintas do Sirol, Caldelas e Souto.

No Livro I de Doações de D. Affonso III, com data de Março de 1264, firma-se um acordo de troca de bens entre El-Rei D. Afonso III de Portugal e o Prior do convento e mosteiro de Santa Cruz de Coimbra: El-Rei compromete-se a ceder pelo castro de Arronches, na fronteira com Castela e na posse do Priorado de Santa Cruz, uma série de reguengos (isto é, bens régios), entre os quais totum regalengum suum de Maçanaria quod est in termino de Leyrena (‘todo o seu reguengo de Maçanaria que se encontra nas imediações de Leiria’).

Assim, desde meados do séc. XIII, esta região de Maceira, incluindo a ermida de S. Maria de Macenaria, ficou na posse do Priorado de Santa Cruz de Coimbra.Tenha-se presente a evolução linguística do português:Matiana (baixo-latim) é o plural neutro de malum matianum (fruto de Mácio), tornando-se o nome próprio do objecto a que se refere – maçã (como acontece à expressão galgo em vez de canis gallicus, ou pêssego em vez de pomus persicus ou fruto da Pérsia).  

Matiana (lê-se maciana) é a mais antiga forma no português para indicar o fruto da macieira; ainda hoje, os habitantes de Trás-os-Montes usam a palavra maçana para dizer maçã (segundo as regras da evolução linguística do português, o n intervocálico cai, mas mantém-se o som nasalado). Por sua vez, Gil Vicente usou a forma antiga mançana nos seus versos. Dematiana e maçana derivaram, entre outros, alguns topónimos como Macedo, Macieira, Maceira eMaceirinha (nomes próprios e apelidos).

Deste modo, Macenaria ou Maçanaria são palavras relacionadas com macieira (em latim, malum matianum é um fruto com pevides ou caroço). Estes topónimos indicariam, assim, a terra onde se produziam estes frutos ou a árvore produtora de maçãs, ‘uma árvore collossal do mesmo nome’ como diz o Cón. Pereira da Costa na sua Breve Memória da Egreja Parochial de Maceira.

Se atendermos às regras da evolução do português, isto é, as regras da gramática histórica, podemos verificar como a palavra Macenaria ou Maçanaria veio, no decorrer dos séculos, a dar Maceira:

1. O n intervocálico cai, tornando-se Macearia ouMaçaaria.

2. O i transpõe-se da última para a penúltima sílaba, ficando Maceaira ou Maçaira (o povo ainda hoje diz campanairo em vez de campanário, e breviairo em vez de breviário).

3. O a abranda para e, adoptando a forma Macieira ouMaceira.

4. Macieira mantém o i do latim matiana e matianaria(plural neutro, que se adoptou em português como feminino singular).

A ermida de Santa Maria de Maceira era, seguramente, o centro polarizador para onde convergiam os habitantes desta área e lhes foi criando a consciência de unidade paroquial.

Sempre terá havido uma forte ligação entre esta ermida e os proprietários da herdade que a rodeava. Esta, pelo acordo atrás referido entre o rei D. Afonso III e o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, ficou na posse deste último desde 1264.

A identidade, como paróquia, desta comunidade de Santa Maria de Maceira foi reconhecida em 1517, data do seuPadrão ou documento escrito em pergaminho e assinado pelo Cardeal Dom Afonso, filho do rei D. Manuel I, Infante de Portugal e Administrador do Arcebispado de Lisboa, dos Bispados de Évora e Viseu, e ainda Administrador dos Mosteiros de Santa Cruz e de Alcobaça, estabelecendo que nessa Ermida «se pozesse Pia de batizar e se dissece missa aos Domingos e festas por hum Capelão que os freguezes pagariam».

O mesmo Padrão estabelecia que a nova paróquia era desmembrada da Igreja de Santo Estêvão de Leiria, com conhecimento do Vigário da Vila de Leiria, Cabido e Beneficiários da Igreja de Nossa Senhora da Pena da referida Vila. Incluia as povoações de Pisões, Porto do Carro, A-do-Barbas, Mélvoa, Marinha (seria a Marinha Pequena, perto da Pocariça, em oposição à Marinha Grande), Ribeira de Maceira, as Pocariças [3], Alcogulhe, Cavalinhos, Vale da Gunha, Mangas, Casal do Salgueiro, Arnal com os moinhos, o Moinho de Gregório Rodrigues, e os Moinhos de Cima de Maceira, num total de 80 fregueses ou fogos.

Surgiu entretanto um diferendo: o Licenciado Bastiam (Sebastião) da Fonseca, que possuía, ao tempo, a herdade junto da Ermida de Santa Maria de Maceira, alegou que tinha o direito de escolher o capelão da nova paróquia, uma vez que fizera diversas benfeitorias nessa Ermida e tinha intenção de a reformar de novo e adornar com novas jóias, com o que gastava muito da sua fazenda; por seu lado, os beneficiados da Igreja de S. Estêvão reclamavam os seus direitos sobre a mesma Ermida. O desembargador da corte d’el-rei, Christovam Estevens, dirimiu a questão na presença de Sebastião da Fonseca e do Procurador do ‘Cabido da Villa de Leiria’, concedendo ao primeiro a legitimidade de escolher capelão para a ermida de Maceira, mas convidando primeiro os beneficiados daquela Vila.

Admite-se que, entre as benfeitorias executadas por Sebastião da Fonseca na Ermida de Santa Maria de Maceira, esteja o seu alargamento ou ampliação, ao estilo do tempo (o estilo manuelino), mas também a construção de uma passagem interna entre o seu palácio e a capela-mor da ermida, onde havia uma tribuna para uso exclusivo da família Fonseca (provavelmente estaria colocada na parede lateral da capela mor, do lado esquerdo: estaria aqui a janela da actual fachada da Igreja?). 

Ainda hoje podemos apreciar o pórtico da entrada principal da Igreja de Maceira e a janela da fachada, a porta do Sol e a pia de água benta que lhe é próxima, a pia baptismal e a janela da capela-mor, em estilo manuelino. O seu autor poderá ter sido Diogo Boitaca, pessoa das relações de Sebastião da Fonseca. Todos estes elementos de estilo manuelino foram desmontados na altura da remodelação da igreja, feita entre 1887 e 1904 pelo senhor Cónego Pereira da Costa, e recolocados nos lugares onde hoje os podemos ver (ver página Párocos de Maceira).



 Fachada principal da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz de Maceira, após remodelação e ampliação pelo Cónego Pereira da Costa (1904). Antes destas obras, havia apenas uma torre à esquerda, que foi demolida por ameaçar ruína.
(Ao centro, entre as duas torres, está a imagem da Padroeira, N.ª S.ª da Luz, que inicialmente se encontrava dentro da igreja)





Pia baptismal da Igreja Matriz de Maceira (estilo manuelino)

 





Pia de água-benta, junto da Porta do Sol, da Igreja Paroquial de Maceira
(Estilo manuelino)


Francisco da Fonseca, filho de Sebastião da Fonseca e de Joana Monteiro, mandou construir a Capela do Pranto ou Descida da Cruz, terminada em 1565, em estilo renascentista. O povo de Maceira chama-lhe Capela dos Santos Brancos: trata-se de um retábulo de pedra, donde emergem as figuras de Jesus, morto no regaço de sua Mãe, das santas mulheres e do apóstolo S. João que se encontra à direita de Nossa Senhora. Ressaltam, lateralmente e de pé, duas figuras: podem identificar-se como sendo José de Arimateia com os produtos de preparação para a sepultura (à esquerda), e o Centurião conservando os cravos nas suas mãos (à direita).  

Esta cena tem, como fundo, a Cruz de Cristo que domina as cruzes dos dois ladrões ainda suspensos, e vêem-se, como primeiro fundo, os palácios da Cidade Santa de Jerusalém. No sopé, aos lados do sacrário, encontram-se figurados os quatro evangelistas. Inicialmente, as figuras não eram pintadas, e por isso o povo as conhecia como ‘Santos Brancos’; este nome perdurou, apesar de posteriormente terem sido pintadas (de novo?).

Pietà de Maceira ou Capela dos Santos Brancos (Capela do Pranto)

Alto relevo figurando a deposição da Cruz: Igreja Paroquial de Maceira
Aspecto da cúpula, com símbolos bíblicos, da Capela dos Santos Brancos
(Igreja Matriz de Maceira)

É hoje possível, mercê da investigação do ilustre maceirense Dr. Luciano Cristino, seguir os diversos titulares da propriedade conhecida por Quinta do Paraíso, ao longo dos séculos. Esta herdade, ou quinta, esteve e manteve-se intimamente ligada à instituição da paróquia de Maceira. 

A história da Quinta do Paraíso nem sempre foi pacífica.De facto, em 1673 o Santo Ofício da Inquisição em Portugal levantou um processo de inquirição sobre as origens de ‘sangue puro’ (isto é, sem sangue judeu e, portanto, cristão-velho) de Bernarda Cerqueira, com 80 anos e viúva de Manuel Botelho, proprietários da Quinta de Maceira. Pela suspeita de ser cristã-nova, perdeu o direito de posse da quinta, arrestada pelo Santo Ofício.

Nos princípios do século XX, a Quinta do Paraíso foi adquirida pelo Senhor José de Sousa (o ‘Brasileiro’). Natural de Maceira (Pocariça) e filho de João de Sousa Padeiro e de Anna de Sousa Barbeiro, casou com Rosalia de Jesus, filha de Joaquim Coelho e de Eufrazia de Jesus, do lugar da Moita, freguesia de Pataias. Foi pai de numerosa família.

Numa das suas deslocações entre Maceira e Pousos, onde também possuía uma quinta, ao passar por Leiria e vendo a imagem de S. José (seu onomástico) lançada à rua por ter sido retirada do convento de Santa Ana em Leiria, por ocasião da implantação da República, adquiriu-a e trouxe-a consigo para Maceira. Assim, evitou que fosse queimada, como aconteceu a muitos outros objectos de culto do referido convento.

 
Imagem de S. José (séc. XVIII), salva da destruição em 1910 por José de Sousa; encontra-se na capela da Pocariça
(Cortesia do Departamento de Património Cultural da Diocese de Leiria)
José de Sousa entregou a imagem ao Senhor Cónego José Pereira da Costa, então Prior de Maceira, que a colocou na capela da Pocariça, cuja construção promovera.

De facto, por ocasião da peste de 1856, alguns habitantes da Pocariça haviam feito a promessa de construir uma capela dedicada ao mártir S. Sebastião, mas este voto não chegou a ser cumprido em vida dos que o fizeram. Eram (e são) padroeiros, da referida capela da Pocariça, S. Sebastião e Nossa Senhora de Lourdes (esta imagem foi oferecida pelo próprio Senhor Cónego, conforme refere nas suas Memórias). No entanto, a imagem de S. José ficou colocada em lugar de destaque, na parede frontal da capela-mor. Foi  recentemente retirada do seu lugar original: esperamos que não venha a ser vandalizada, apesar de se encontrar em mau estado de conservação…

Dos filhos de José de Sousa, permito-me recordar o Dr. Afonso de Sousa, conhecido advogado de Leiria e célebre guitarrista-poeta do fado de Coimbra, e Vergílio de Sousa, grande conhecedor da cultura maceirense e da sua História .

Nos finais do século XX, a Quinta do Paraíso perdeu o seu estatuto e foi desmantelada, terminando assim a História de longos séculos de polarização social e económica.

A freguesia de Maceira sempre teve ligação directa e privilegiada com Leiria, em cujo concelho e comarca ficou integrada, salvo pequenos lapsos de tempo.

De facto, em 1836 esteve ligada ao concelho da Marinha Grande até 1838, data em que este mesmo concelho foi extinto. Registe-se, como curiosidade, que apenas em 2011 foram acordados os limites entre as freguesias de Maceira e Marinha Grande (áreas de Picassinos, Casal da Lebre, Telheiro, Pocariça e Marinha Pequena).

Por sua vez, também o concelho da Batalha integrou a população de Maceira, que, por esse motivo, ficou a pertencer à comarca de Porto de Mós. Mas não foi pacífica tal integração. Em 1878 houve o aproveitamento das assinaturas de alguns maceirenses para abonar a mesma integração, dizendo-se-lhes que se tratava de abaixo-assinado para que Maceira voltasse ao concelho e comarca de Leiria. 

Sentindo-se enganados, solicitaram a um tabelião (notário) para que redigisse uma Pública-Forma a repor a verdade, isto é, que nunca assinaram qualquer petição para que a freguesia de Maceira pertencesse ao concelho da Batalha e à comarca de Porto de Mós; pelo contrário, desejavam que voltasse a pertencer ao concelho e comarca de Leiria. Entre as diversas assinaturas figuram as de Januario Gaspar (ver página Regedores em Maceira) e de Joze Mathias (ver página Família Mathias). A pública-forma foi entregue a Jose Antonio Loureiro (ver pág. Regedores em Maceira).

Em 19 de Fevereiro de 1904, o Presidente do Conselho de Ministros Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro assinou um decreto a estabelecer os limites, anteriormente ‘confusos e contestados’, entre as freguesias de Maceira e Batalha, aceitando o parecer de uma Comissão nomeada para o efeito e referindo que as respectivas cartas e plantas ficariam arquivadas e autenticadas. No entanto, não foram encontradas, nem sequer o decreto a nomear a referida Comissão. Apesar disso, hoje não existe contencioso entre as duas freguesias.

 O povo de Maceira é multifacetado. De modo geral pacato, tem amor à sua terra, que procura valorizar. Descendente de sangue e culturas diversificadas, nele se cruzam modos e feitios. Lusitanos e fenícios, judeus e árabes, romanos e eslavos constituem mescla que o bom povo de Maceira reflecte.

Como hoje a conhecemos, a freguesia de Maceira é fruto do empenhamento e esforço denodado de muitos. Sem menosprezar o contributo de todos, seja permitido relevar a acção dos pioneiros da indústria cimenteira: João de Souza Rodrigues Ribeiro, João Henriques Teixeira Guedes e João Luiz de Souza (genro do irmão de João de Souza R. Ribeiro).

João de Souza Rodrigues Ribeiro foi o primeiro professor na escola primária de Maceira (meados do séc. XIX – ver pág. Regedores em Maceira e Homenagem aosProfessores). Conforme refere o Senhor Cónego Pereira da Costa (ver nota 2 da página Linha Paterna) na suaBreve Memória da Egreja Parochial de Maceira, o Prof. Rodrigues Ribeiro já tinha começado a investigar e a explorar os jazigos de pedra calcárea, própria para a fabricação de cimentos, muito tempo antes de João H. T. Guedes.

João Henriques Teixeira Guedes, natural de Minde, estudou bem o tipo de pedra existente em Maceira, fazendo-se acompanhar de técnicos e, entre eles, de um engenheiro francês. Após análises laboratoriais em Lisboa e na Alemanha, de que recolheu as melhores informações, decidiu fundar uma empresa de cimentos no sítio da Gândara junto dos jazigos de pedra, em 1891. A sociedade Guedes & Lopes que formou com Frederico de Sequeira Lopes, residente em Lisboa, foi dissolvida, mas João Guedes não desistiu.

Mediante contrato de arrendamento, João Guedes montou na Gândara a sua «Fabrica de Cimentos de Maceira», ‘cimentos naturaes’ tipo Portland, cal-cimento e cal hidráulica.

Em 1893, pela necessidade de aumentar a produção pois os seus produtos haviam tido excelente aceitação no mercado, e para aproveitamento da energia hidráulica, mudou a sua empresa para a Quinta do Paraíso, junto da Igreja Matriz.

Para isso, lavrou escritura de arrendamento da casa de habitação, lagar (vinho e azeite), moinhos, azenha e terrenos anexos, aos seus proprietários Augusto Pereira da Costa e esposa, Filippa Marcia Cesara Marcelly Pereira da Costa, provavelmente familiares do Senhor Cónego Pereira da Costa. 

Ruínas do antigo lagar e moinhos de cimento da «Fabrica de Cimentos de Maceira»: a azenha encontrava-se na parede lateral, ao fundo, por onde passava um forte caudal de água que, depois de atravessar a estrada, movia moinhos de cereal
(Anexo da Quinta do Paraíso, também conhecida por Quinta do Cia)

O empresário J. Guedes publicou, em 1900, um fascículo editado na Typographia Guedes, sediada em Leiria e propriedade do seu irmão Diamantino, sobre a Fábrica de Cimentos de Maceira, apresentando os seus produtos e fazendo um estudo comparativo destes com os cimentos franceses, ingleses, italianos e austríacos. A sua produção anual, ao tempo, era de três milhões de quilos (3.000 toneladas).

Reprodução da capa do opúsculo, com foto do autor, apresentando os produtos cimenteiros da «Fabrica de Cimentos de Maceira»

João Luiz de Souza, na sequência das investigações e exploração de jazigos de pedra pelo Prof. João Rodrigues Ribeiro, que era irmão do seu sogro e também professor, montou uma fábrica de cimentos na cave da sua casa, com moinhos movidos pela água da ribeira que por ali passava, não longe da Quinta do Paraíso (ver página Homenagem aos Professores).

O cimento utilizado na construção da capela de Santo António, da Costa de Baixo, foi produzido nesta fábrica de João Luiz de Souza, conforme o testemunho (Agosto de 2011) do Prof. José Ribeiro de Sousa que recorda as imagens que lhe ficaram das deslocações com o pai àquele local. 

Durante a sua infância, acompanhou o pai à primitiva fábrica de J. Luiz de Souza para transporte, em carroça de tracção animal, do cimento para a futura capela. «Lembro-me, diz o Prof. Ribeiro de Sousa, de ver uns moinhos ao fundo da cave a triturarem a pedra que caía em pó nos grandes recipientes que o recebiam, já feito cimento.»  Recorde-se que a iniciativa e despesas da construção deste local de culto, na Costa de Baixo, pertenceram ao tio do Prof. Ribeiro de Sousa (ver também página Homenagem aos Professores).

Pelos anos quarenta do século XX, ainda se podiam ver as ruínas de fornos de pedra no início da actual estrada da Marinha Grande, após a rotunda das Mangas. Destes fornos, a pedra seria transportada para os referidos moinhos no Arnal. É credível que estes fornos pertencessem a João Luiz de Souza, uma vez que o Cón. Pereira da Costa menciona a Gândara como local de exploração de matéria prima e montagem de estruturas «em grande escalla» para a fábrica deste empresário, a quem chama «corajoso filho desta freguezia». Testemunhos orais de pessoas que viveram nesse tempo vão no mesmo sentido. 


Foi na cave deste edifício, construído por João Luiz de Souza, que funcionou a empresa de cimentos por si fundada
(Hoje, o edifício pertence à Associação Cultural e Recreativa do Arnal)

Entre João Luiz de Souza e João Henriques Guedes parece ter sido formada uma sociedade cimenteira, fundindo as duas empresas inicialmente criadas por cada um dos intervenientes. 

Joaõ Luiz de Souza

(Cortesia de suas netas, Dr.ª Maria João e Dr.ª Maria Fernanda Martins)

Não foi brilhante o evoluir desta sociedade. Por volta de 1928, a empresa foi vendida a Henrique Sommer que não honrou os seus compromissos por ter surgido a grande crise económica de 1929. Ao ser confrontado pelos antigos empresários e donos da firma, Sommer terá respondido: «É a pouca sorte!» Parece ter sido esta a origem do nome pelo qual esta empresa começou a ser conhecida e nomeada pelo povo – ‘Fábrica da Pouca-Sorte’ ou simplesmente ‘Pouca-Sorte’, mais tarde adquirida por J. Alvarez.

Nos finais da segunda década do século XX, pela fama da qualidade dos jazigos marno-calcáreos de Maceira, uma equipa de engenheiros alemães, sob a orientação do Eng. José Osório da Rocha e Melo e do empresário Henrique Araújo Sommer, na sequência de emissários enviados alguns anos antes para observar os referidos jazigos de pedra, confirmou não só a qualidade das matérias-primas como a enorme quantidade das mesmas. Foram os primeiros passos da florescente Empresa de Cimentos Liz, liderada depois pelo Eng. António Sommer Champalimaud, sobrinho do fundador e empresário Henrique Sommer. Após a nacionalização da empresa em 1975, ficou a ser conhecida por Cimpor e, actualmente, pertence ao grupo Secil.

A Empresa de Cimentos Liz, na concepção dos seus fundadores e organização da sua estrutura, bem como nas diversas componentes da sua evolução, exerceu grande influência na comunidade de Maceira.

Em contraposição à Fábrica da Pouca Sorte, a nova empresa de Cimentos Liz era conhecida como a «Empresa» ou a «Fábrica», de que Henrique Sommer e o Eng. Rocha e Melo se tornaram figuras míticas. Ser operário na Cimentos Liz era o grande sonho de muitos maceirenses, pelo estatuto social que isso implicava.

Ao contrário do que aconteceu na Marinha Grande, não houve greves em Maceira. Tal deve-se ao estilo pacífico e dialogante da maioria do povo, mas também às condições privilegiadas dos operários, sobretudo os da Empresa Cimentos Liz. Não eram apenas os ordenados, superiores à maioria dos praticados por outras firmas, mas o sistema de protecção e promoção cultural, desportiva, sanitária e até religiosa, envolventes, que distinguiam esta empresa cimenteira.

Agostinho de Campos, professor universitário e político português que faleceu em 1944, chamou a essa estrutura empresarial em Maceira «o arrabalde da utopia».

Longe vão os tempos em que Henrique Araújo de Sommer teve necessidade de penhorar os seus fatos para pagar o salário aos trabalhadores!… (Ver também página Homenagem aos Professores). 

Homenagem ao fundador da E. C. L., Henrique Sommer, no Parque da Memória [4]
Note-se, à esquerda, a representação das actividades fabris; à direita, as actividades assistenciais e educativas 

Ao longo do tempo, em Maceira, as actividades económicas diversificaram-se, o associativismo cresceu, a consciência cívica floresceu e o rosto da freguesia transformou-se, com todos os problemas que isso implica e os novos horizontes que abre. 

A freguesia de Maceira foi elevada à dignidade de Vila, a 20 de Junho de 1991, por decisão da Assembleia da República e na sequência de proposta do deputado leiriense João Poças Santos, sendo vereador da Cultura e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Leiria o Senhor Dr. Vítor Lourenço, defensor exímio dos interesses da população de Maceira.



Armas e brasão da Vila de Maceira
Atenda-se aos ramos de macieira e seus frutos, ladeando a flor de lis, e as três mós movidas por corrente de água (simbolizando o cereal, a azeitona e a pedra, moídos) 
(Autores: Dr. Luciano Coelho Cristino e Alfredo Manuel Marques Pereira)

Maceira tem, hoje, um novo rosto. Novos sonhos foram acalentados, novos projectos abraçados, e rasgados novos horizontes… Também surgiram novos problemas, mas a vontade firme do Povo os enfrentará…

[1] Ver J. M. dos Santos Simões, Azulejaria em Portugal nos séculos XV e XVI pág. 128. (Cortesia do Dr. Luciano Cristino)

[2] Destes tempos recuados terá nascido a ‘Lenda de Nossa Senhora da Maceira’, romance em quadras simples e belas, impregnado de mística religiosa e de maravilhoso popular, muito comuns no Cancioneiro Popular Português. Note-se a temática muito ao gosto do Povo, com personagens que encontramos repetidamente na história religiosa popular: Nossa Senhora, crianças pastoras e elementos da Natureza.

(A transcrição da lenda deve-se ao Prof. Ribeiro de Sousa

 

A 16 de Junho de 1944, após celebração da Missa pelo pároco de Maceira P. Horácio Fernandes Biu (ver página Párocos de Maceira), este monumento foi inaugurado na presença de elementos do Governo de Portugal, representantes de órgãos centrais da Caixa de Previdência, Câmara de Comércio e Administração das Empresas de Cimento, Bispo de Leiria D. José Alves Correia da Silva, Governador Civil e Presidente da Câmara de Leiria, outras personalidades civis e militares, o pessoal da fábrica e suas famílias.

Tomaram a palavra, para homenagear o ilustre industrial de cimentos, o Director da Empresa Eng. António Champalimaud, o Director Técnico Eng. Rocha e Melo, o Presidente da Câmara de Leiria e, por fim, o Bispo de Leiria que exprimiu a sua emoção, dizendo: «Tive a honra de lançar a bênção sobre as primeiras máquinas desta fábrica. Encontro-me agora aqui para lançar, comovido, a bênção ao monumento que se dispõe a glorificar o grande Henrique de Sommer, o grande amigo de Maceira Lis» (Henrique Sommer faleceu a 29 de Março de 1944).

Após a bênção, ouviram-se os clarins tocados por alunos da Escola Primária e os sons da Filarmónica da Casa do Pessoal.

O monumento é de pedra de mármore da região, tem ao centro um medalhão de bronze com a figura do homenageado e, nos lados, as representações laborais (à esquerda), assistenciais e educativas (à direita). Foram seus autores os arquitectos Narciso Costa (Director da Escola Industrial de Leiria, hoje conhecida por Escola Secundária Domingues Sequeira) e Anjos Teixeira. As legendas são do Dr. Américo Cortês Pinto, poeta e homem político nascido em Leiria.

O nome dado ao parque onde se encontra o monumento relaciona-se com um facto que merece ser recordado. Inicialmente, houve discussão quanto ao nome a atribuir àquele espaço: uns alvitravam «Parque Henrique Sommer», outros «Parque da E. C. L.» … Certo dia, um operário chegou ao local de trabalho ligeiramente atrasado e, por isso, foi chamado à Direcção. Ao tentar justificar o atraso, refere: «Quando estava a passar junto do Parque da Mimóira …» é imediatamente interrompido e ouve a sentença: «Está desculpado, porque encontrou o melhor nome a dar ao parque!» Assim nasceu o topónimo «Parque da Memória».  

Patrimonio
Instituições

associações
união do esforço de várias pessoas para um fim comum
Porque não podemos viver sempre fechados no nosso mundo, é sempre necessário um lugar onde possamos encontrar os vizinhos da nossa e de outras terras.
Pensamos que em primeiro lugar, deveremos dar o destaque a quem desempenha um papel fundamental devido ao seu contributo mais activo no apoio à sociedade.



Academia Cultural e Social de Maceira
Algumas associações proporcionam a possibilidade da manutenção não só física como também psicológica, pois o convívio também é saudável.

...
Folclore
o reviver do dia-a-dia dos tempos antigos na actualidade
Os Ranchos Folclóricos são os portadores de toda a nossa riqueza, alguma da qual já esquecida por alguns. O preceito no trajar, o repertório musical, a forma de dançar; com tudo isto, o rancho está a retratar a maneira de ser e viver da nossa região à alguns anos atrás.
Ao som da melodia interpretada por instrumentos típicos e tradicionais da zona, entoam-se quadras, religiosas, amorosas, havendo sempre uma ou duas de mal-dizer.
Para os que pensam que os rancho são todos iguais, após uma análise atenta ao historial de cada um verá que existem grandes diferenças. Mas, um rancho não poderá ser apreciado apenas pela leitura, pois uma exibição em palco vale por muitas palavras, iremos deixar ao seu critério o olhar crítico.


Rancho Folclórico da Costa


Rancho Folclórico de Maceira
Rancho Folclorico
O resultado final de uma exibição folclórica, apenas se consegue com o esforço e dedicação de todos os membros do rancho, desde os acompanhantes aos dirigentes.
Não poderemos esquecer o trabalho dos Folcloristas que atravéz das pesquisas e recolhas que vêm a fazer à alguns anos, contribuem para o acréscimo da nossa riqueza etnográfica.





Gastronomia

Sopa de Cavalo Cansado
Ingredientes
·         1 copo de copo de vinho tinto
·         açúcar a gosto
·         1 pitada de sal
·         1 pitada de canela em pó
·         pão picado a gosto

Modo de preparo

1.   Misture todos os ingredientes.
2.   Coloque em uma caneca.
3.   Cubra com um pires e deixe de um dia para o outro.
4.   Depois é só saborear.

2 comentários:

  1. Como comentário pessoal e de acordo com a investigação que tenho conseguido obter muito pouco deste texto merece o meu reparo apenas algumas datas(poucas)não me parecem as que eu tenho e pouco mais o meu reparo. Apenas o agradecer e louvar o autor pelo contributo dado,o tempo de pesquisa e saber sobre o historial regional e local desta vila, hoje denominada de Maceira. O meu obrigado e sem querer personalizar o obrigado de todos os Maceirences.



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  2. Como comentário pessoal e de acordo com a investigação que tenho conseguido obter muito pouco deste texto merece o meu reparo apenas algumas datas(poucas)não me parecem as que eu tenho e pouco mais o meu reparo. Apenas o agradecer e louvar o autor pelo contributo dado,o tempo de pesquisa e saber sobre o historial regional e local desta vila, hoje denominada de Maceira. O meu obrigado e sem querer personalizar o obrigado de todos os Maceirences.



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