segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

FREGUESIA DE ENCOURADOS



REGIÃO                    NORTE
SUB-REGIÃO             CAVADO
DISTRITO                 BRAGA
CIDADE                   BARCELOS

FREGUESIA           ENCOURADOS

Resenha História
      
Encourados, orago S. Tiago, era uma vigararia da apresentação do Reitor do convento de S. João Evangelista de Vilar de Frades. 
Esta Igreja veio ao padroado do convento em virtude da troca, feita em 1441 com o Arcebispo de Braga D. Fernando da Guerra, pela Igreja de Calvelo (Calvelo pertencia ao convento de Vilar de Frades pela renúncia do seu último abade Gonçalo Dias de Barros).  

            Encourados significa homens revestidos de couro, ou que vão à guerra protegidos pela Coura, gibão com abas.
            Esta freguesia vem nas Inquirições de D. Afonso II de 1220 com a designação – “De Santo Jacobo de Encoirados de Cauto de Martim”, nas Terras de Penafiel. Nelas se diz que o rei não tem aqui reguengo algum e não recebe qualquer foro; que esta Igreja tem sesmarias, Tibães 5 casais e Vilar de Frades 19 casais. Encourados era, como vimos, do couto de Martim, passando depois para o de Vilar de Frades.
            Era aqui o solar da nobre e antiga família dos Encourados, hoje extinta ou antes diluído o seu sangue em outras não menos distintas. A casa solar desta família devia ter sido na Torre Velha. Este nome parece indicá-lo, além de que alguns vestígios de construções, que naquele lugar se viam há mais de meio século, levam-nos a acreditar na existência ali de alguns paços ou casas nobres.
            Nesta freguesia existem várias casas importantes entre as quais se podem destacar: a Casa de Encourados, perto da igreja Paroquial, a Casa da Portagem, a do Adro, a da Torre Velha e a de Barreiros. Esta última é considerada pelo povo como a casa do Sargento-Mor do romance, não obstante o autor daquele livro a ter situado na freguesia de Areias de Vilar.
            Desta casa actualmente apenas existe de interessante um portão em estilo clássico, tendo ao lado um escudo ou emblema que contém em chefe uma cruz aberta de campo e em contra-chefe cinco ciprestes, mal arrumados, sem qualquer outra peça, ornato ou distintivo.
            Em volta da casa de Barreiros ainda vive gente com os nomes e alcunhas dos valentes soldados das Ordenanças dos coutos de Vilar e Manhente que figuram no romance. Esta admirável obra, levada já ao palco, esteve há alguns anos para ser filmada.
 Curiosidade:
Reza a lenda que, quando os franceses passaram por esta freguesia, em Março de 1809, acamparam no sítio das Barrocas. Deu-se nessa ocasião um facto que corre na tradição oral do povo.
            Um soldado, precisando de mantimentos, foi pedir ou exigir milho a um lavrador do lugar de Vilarinho. Este acedeu imediatamente ao pedido, mas quando o francês ia encher confiadamente o saco debruçado na tulha, o proprietário fazendo desta guilhotina, deixou cair a tampa sobre o pescoço do infeliz, matando-o.
            Receoso porém da eventual reivindicação dos companheiros da vítima e para encobrir a sua façanha, lançou em seguida o cadáver dentro de um poço ali perto. Passadas as horas temerosas da invasão foi retirado o corpo da água e enterrado convenientemente.
            Ainda existe, naquele lugar, uma modesta cruz de pedra, que a piedade cristã levantou para comemorar este facto.
Equipamento Social
·         Escola Primária
·         Jardim-de-infância
·         Salão e Residência Paroquial
·         Campo de Jogos
·         Sede da Junta de Freguesia (instalações provisórias).
Património Cultural Imóvel
·         Igreja e Cruzeiro Paroquial;
Fontanário;

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Alminhas;
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Nicho de Nossa senhora do Carmo;
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Capela de Santa Luzia;

·         Casa e Capela de Santa Ana e Casa da Portagem, do Adro, de Encourados, de Vilarinho, do Carvalhinho e da Torre Velha.


Fontes Públicas: a do Lobato, a de Vilarinho, a da Balança, a do Carvalhão, a da Isabeleiras, a de Entrevinhas, a de Santa Ana e a do Carvalhinho.
Padroeiro/Festividades
Festa em honra do padroeiro S. Tiago (25 de Julho) e
Festa de Santa Luzia (1º Domingo de Setembro).
Gastronomia

Ecleres
Ingredientes
·         500 grs de água
·         200 grs de margarina ou óleo vegetal
·         sal q.b.
·         400 grs de farinha s/fermento
·         8 ou 9 ovos
Confecção:
1.   Leve a água ao lme com a gordura e deixe ferver até esta derreter completamente (no caso de fazer c/margarina).
2.   junte a farinha e com uma colher de pau mexa energicamente até formar uma bola. 
3.   Retire do lume, junte dois ovos e mexa até estes estarem bem ligados na massa,
4.   vá juntando os restantes um a um mexendo sempre, para que a massa não ganhe grumos. 
TENDEDURA:
Tender com saco pasteleiro e boquilha em tabuleiro pouco untado. 
COZEDURA:
Cozer á temperatura de 240º cerca de 20 minutos. 
ATENÇÃO:
Não abrir a porta do forno durante a cozedura se não baixam e não voltam a subir.
(PARA CONFECCIONAR: RINS, ECLERES, DUCHESES,
PROFITEROLES CAVAQUINHAS ETC..)
NOTA:
Esta receita também serve para fazer sonhos, fritar em óleo bem quente, passar por açúcar e canela, ou numa calda (ponto de cabelo) aromatizada com limão ou Porto.

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