quinta-feira, 19 de abril de 2012

FREGUESIA DE MACHIO


REGIÃO              CENTRO
SUB REGIÃO      PINHAL INTERIOR
DISTRITO           GUARDA
CIDADE             POMPILHOA DA SERRA
FREGUESIA       MACHIO

Heráldica




A bandeira é azul. Cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro



O brasão tem escudo de ouro, ramo de castanheiro de verde, ouriçado do mesmo, com castanhas de vermelho e duas mós de azul furadas do campo, tudo alinhado em roqueta; campanha, de cinco burelas ondadas, de azul e prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "MACHIO".


O selo é circular, com a legenda "Junta de Freguesia de Machio - Pampilhosa da Serra".

História


Machio é uma freguesia portuguesa do concelho de Pampilhosa da Serra, com 14,98 km² de área e 146 habitantes (2001). Densidade: 9,7 hab/km². Situa-se esta freguesia no sudoeste do concelho, distando da sede cerca de catorze quilómetros. Compreende os lugares de Machio de Cima, Machio de Baixo, Maria Gomes, Travessa, e Vale Pereiras.


Dados históricos


 Data da primeira metade do século XIX a criação da quarta paróquia que integrou o concelho, São Miguel do Machio, compreendendo os lugares de Machio de Baixo e de Cima e Vale Pereiras. Com efeito, os registos paroquiais desta freguesia aparecem, até 1835, integrados nos livros paroquiais da freguesia de Nossa Senhora do Pranto de Pampilhosa. 
Em Setembro de 1896, integraram esta freguesia, após terem sido desanexados da freguesia de Álvaro, os lugares de Maria Gomes, Portalegre e Travessa


 O topónimo Machio surge pela primeira vez, de que temos conhecimento, num documento de 1241. Trata-se da sentença dada pelo bispo da Guarda na questão entre os priores de Pampilhosa e o da Vila de Álvaro sobre os dízimos do Machio. Ao levantar-se uma questão entre os priores de duas vilas sobre os dízimos deste lugar, parece ser legítimo afirmar que se tratava já de um núcleo populacional de dimensões relevantes.
 Machio é também referido na Carta Foral de Alvares. Nela, pode ler-se a dado passo:
"….he carta de foro perpetuum que mandamos fazer eu martim gonçallluez e mjnha mulher maria viegas a vos homeens que pouoaaes essa nossa herdade d’alvares damo-lla e….. e vae a oujaaes e saae acima do machio de martim viegas e descendo ao zezere …"
O topónimo, ao ser referenciado nas confrontações de uma propriedade privada, indicia o seu povoamento no século XIII.
A paróquia de Machio, curato de apresentação do prior de Pampilhosa, é de invocação de S. Miguel, pertenceu ao bispado da Guarda até 4/9/1882, altura em que foi transferida para o de Coimbra. A sua igreja matriz tinha a actual localização e terá sido uma ampliação da capela de São Miguel já existente e documentada no livro de Visitações de Pampilhosa para os anos de 1700-1799.
A freguesia de Machio, em 1868, tinha 66 fogos e 270 habitantes (estatística paroquial), enquanto que os censos de 1890 lhe atribuem 82 fogos com 393 habitantes.A aldeia fica na soalheira encosta em frente do Cabeço Murado e, apesar de pequena é grande na sua dinâmica de vida e na vontade forte de se afirmar e modernizar, apesar dos escassos recursos.
  • Tem vista privilegiada sobre a Serra da Lousã e a sua principal característica assenta no contraste entre o olival que está por todo o lado e o casario disperso no meio dele, sendo envolvida por grande abundância de pinheiros e matos que asseguram um casamento perfeito entre as cores da natureza e o aroma dos seus ares.
    Os naturais têm espírito criativo e alegre e, são divertidos e foliões, não enjeitando quaisquer oportunidades onde a animação ou o passeio possam surgir, entre ajudando-se nas múltiplas tarefas do dia a dia, porque ainda fazem da união e da solidariedade a sua bandeira.
Machio de Baixo
A aldeia
 Machio de Baixo é uma aldeia da freguesia de Machio, no concelho de Pampilhosa da Serra.
Esta bonita aldeia fica situada na encosta sul duma das vertentes da chamada cordilheira central, no prolongamento da serra da Lousã, mesmo ao lado do Cabeço Murado entre os rios Zêzere e Unhais.
Tem vista privilegiada sobre a Serra da Lousã e a sua principal característica assenta no contraste entre o olival que está por todo o lado e o casario disperso no meio dele, sendo envolvida por grande abundância de pinheiros e matos que asseguram um casamento perfeito entre as cores da natureza e o aroma dos seus ares.
Os naturais têm espírito criativo e alegre e, são divertidos e foliões, não enjeitando quaisquer oportunidades onde a animação ou o passeio possam surgir, entre ajudando-se nas múltiplas tarefas do dia a dia, porque ainda fazem da união e da solidariedade a sua bandeira.
História
No Livro 3 da Beira, Leitura Nova (Chancelaria de D. Manuel I), vemos que já no princípio do Séc. XVI a região onde se encontram os Machios eram "terras do reguengo" (ou terras do rei), das quais o rei fazia doações. Supõe-se que naquele tempo, Machio e outras aldeias não seriam mais do que pequenos povoados ou casais, com vastas extensões de terras doadas a "moléres". A zona, era pouco povoada e procedia-se ainda ao desbravamento e aforamento de terras por desbravar, estando a tarefa de doar as "terras do reguengo", cometida ao juiz e almoxerife dos direitos reais.
Também se vê, que os soutos de castanheiros e a produção de castanha eram importantes, entrando até no pagamento dos foros a castanha pisada, ou pilada, "Aforamento de 1520 ao almocreve João Rodrigues, de courela no souto do Reguengo de EL-Rei, na aldeia nova" .
O povoamento da região foi lento e os primeiros povoadores fixaram-se nos sítios de mais fácil defesa. A população da região de Machio, supõe-se que a área da actual freguesia menos a Maria Gomes (lato senso), era em 1868 de 66 fogos e 270 habitantes e, em 1930 de 162 fogos e 776 habitantes. Verificamos pois que a população tem vindo a diminuir, como aliás na maioria do concelho.
Tudo indica que, historicamente , a fundação dos Machios terá ocorrido em finais do século XV e início do século XVI, tendo os primeiros povoadores sido provavelmente judeus ou cristãos novos (judeus convertidos à força por D. Manuel I), que ali se refugiavam na esperança de fugir aos "Autos de Fé" a que estavam sujeitos. 
Aliás, se falarmos com as pessoas mais idosas, apercebemo-nos que existem ainda vários sinais na língua e nos costumes populares, como sejam em algumas ladaínhas falar-se do "Judeu errante", "da portagem do rio Jordão", "do poço das águas sagradas", ("milquevê"), etc.
A valorização da Festa da Páscoa em relação às outras festas religiosas, talvez a lembrar a importância da "Pessah" (êxodo dos judeus no deserto do Sinai). As marcas deixadas em algumas ombreiras de portas (mesusá – onde se guardava a shéma, a mais preciosa das orações), as festas dos Maios e das cruzes, de índole judaico-cristã, das quais ainda hoje se encontram vestígios nas propriedades e nas casas mais antigas. Também nas palavras feitas orações , na hora de cozer o pão, de uma tarefa quotidiana, de curar uma maleita, enfim, na exorcização de medos e angústias, encontramos termos como: "Monte Sinai"; "Rei David"; "Casa Santa de Jerusalém"; "Pelo trigo da Judeia", "Rebanho preso de Sheol"; "lá nos campos de Judafaz", e outros, que bem denotam origens judaicas.
Século XX à actualidade

É logo na primeira década deste século, que Machio de Baixo começa a dar sinais que quer sair do marasmo em que se encontrava. Por esta altura, surgem casamentos de pessoas de fora para lá, as quais sendo portadoras de ideias e mensagens diferentes, originaram algumas mudanças.
Depois, alguns naturais serviram nas fileiras do exército português logo na 1ª Grande Guerra e, trouxeram ao regressar novas ideias e algum dinheiro vivo, os quais, juntamente com outros machienses que também por essa altura já haviam ido trabalhar para o porto de Lisboa, originaram as primeiras mudanças com algum significado nos hábitos e viver, tendo-se finalmente deixado de comer só batatas e couves e, começado a usar o arroz e o açúcar e, até algum peixe. 
 Por outro lado, na década de 30, muitos machienses começaram a ir para as mondas, para a azeitona ou para a ceifa, nos campos do Ribatejo ou do Alentejo, fazendo com que novas aprendizagens surgissem e, em consequência novas mudanças, agora até e especialmente no modo de trabalhar a terra.
 Mas, as grandes transformações deram-se após a imigração da maioria dos homens para Lisboa, a qual no princípio da década de 40 começou a ter algum significado, tendo continuado por algumas décadas até hoje, onde já estão os machienses da 4ª geração. Os primeiros, ao voltarem, trouxeram as boas botas, que substituíram os velhos tamancos, os tecidos garridos deram origem aos primeiros vestidos e saias, bem mais airosas do que a saragoça e a velha sarja.  
Também os hábitos alimentares foram definitivamente modificados, tendo-se passado a conhecer o pão para além da broa. Mas, de todas as mudanças ocorridas, provavelmente, foi a vinda de dinheiro que mais transformou o Machio, tendo aparecido casas novas e diferentes e sido alteradas as relações de trabalho, com dias pagos e compra de novos produtos que então começavam a surgir, tendo-se até começado a chamar o médico e a pagar-lhe em dinheiro, em vez de serem galinhas, ovelhas, cordeiros ou, outros artigos.
Gradualmente, foram melhorando as condições de vida. Em 1957 foi construída a primeira estrada em terra batida até Machio de Cima e, deste até ao Cabeço Machio, onde já passava a estrada para a Pampilhosa da Serra e, as primeiras camionetas começaram a visitar-nos para bem estar geral e grande alegria das crianças, que sempre aproveitavam para se pendurarem. Deixava pois de ser necessário ir apanhar a camioneta para Lisboa à Louriceira ou a Santa Margarida, ou o "gasolino" ao Trinhão, já que a "velha ramona", fazia o transporte normal de passageiros, numa viagem que demorava quase um dia e da qual se saía todo partido e "muito bem empoeirado". 
Os Costas, de Machio de Baixo e depois outros, prestaram de facto à altura um serviço de grande utilidade pública com as suas viagens pioneiras e clandestinas para Lisboa, as quais eram autênticas "carreiras" quase regulares, com paragem em todas as zonas da serra, o que faziam numa 1ª fase de 15 em 15 dias e, depois, semanalmente.
Veio depois o telefone, por volta de 1958 e, já passou a ser possível chamar o médico quando alguém estava doente ou, saber notícias de algum familiar hospitalizado em Lisboa, praticamente as únicas alturas em que eram utilizados, dado o seu elevado preço.
Mas, em 1965 assistia-se a um dos melhoramentos mais ansiados, a inauguração da água canalizada distribuída por fontanários públicos e bebedouro para animais, na povoação. Abandonavam-se assim os velhos poços de chafurdo e, as idas em romaria à Fonte Nova com os cântaros à cabeça para trazer a água para beber, cozinhar ou, para lavar a casa ou o corpo, já que banho, esse só era possível na Ribeira (Rio Unhais), para onde se ia sempre que era preciso lavar algumas roupas mais exigentes ou, para levar o milho para o velho moinho de água e, daí trazer a farinha.
 E, eis que em 1973 com a chegada da eletricidade a Machio, começa a grande revolução nos hábitos e nos costumes. Quase todos puseram electricidade em casa, arrumando-se no sótão a velha candeia de azeite e o candeeiro a petróleo. A par da iluminação eléctrica, apareceram alguns anos mais tarde os primeiros frigoríficos, tendo as primeiras televisões chegado já na década de 70.
Festas e tradições
Na Festa Anual, introduzem-se variantes e a "Ronda", feita na Segunda Feira a seguir à Festa (actualmente no penúltimo fim de semana de Agosto), com início no cimo do lugar e terminús no fundo deste e depois na Casa Recreativa é a mais significativa, atingindo o seu máximo com os tocares das guitarras, concertinas e ferrinhos e as cantigas ao desafio por toda a aldeia, enquanto o povo, quase em peso, vai passando pelas mesas bem recheadas para petiscar à porta de cada casa, fazendo regra geral ali o bailarico a preceito. O objectivo deste cortejo, é a recolha de fundos para a União Progressiva de Machio de Baixo , utilizando-se as famosas "varas", das mulheres e dos homens, que dadas a cheirar ao visitado terá que corresponder com algumas notinhas e, conforme o seu comportamento, conforme o número de foguetes e morteiros com que é brindado.
Mais recentemente, novos convívios foram aparecendo e, à medida que o número de reformados vai crescendo, tem cada vez mais significado a Festa dos Reformados, a qual tem já fortes raízes na tradição de Machio. A primeira destas, ocorrida em 1971, terá sido mais uma acção em que Machio de Baixo terá sido pioneiro, pois não se constava que antes disso outras aldeias tivessem promovido tal evento.


Aliás em matéria de confraternização, convívio e luta pelas tradições, bem podemos dizer que Machio de Baixo está sempre na primeira fila. As embaixadas com duas e três dezenas de mascarados a rigor enviadas às aldeias vizinhas e à Pampilhosa da Serra, onde os "artistas" e os seus 30/40 acompanhantes entram sempre em fila e aos pares ao toque de 2/3 concertinas, um harmónio e guitarra e ferrinhos, para conviver e com todos brincar e fazer um bailarico a lembrar outros tempos, é disso bem exemplificativo.
Economia
O dia a dia dos machienses aqui residentes, é, como não poderia deixar de ser, o de um ambiente rural duma aldeia do interior. As actividades campesinas só são abandonadas aos domingos e dias santificados, sendo "proibido" nestes dias mexer na terra. O trabalho é árduo, para que se possa arrancar às terras pobres da região o sustento do dia a dia, daí a necessidade de sair da aldeia, em busca de uma vida melhor.
 Como todo o português, o machiense quer voltar às origens, por isso, alguns, felizmente muitos, têm regressado à terra que os viu nascer, agora com reformas capazes de lhes proporcionar melhor bem estar, não deixando no entanto de continuar a tirar da terra a batata e o azeite, que há gerações vem sendo o sustento da nossa gente.
 Todos têm os seus bocados de terra, denominados hortas. Estas, que antigamente se situavam quase sempre nos muitos vales ao redor da aldeia, por vezes a alguns quilómetros em socalcos cravados nas serranias, são hoje abandonadas, privilegiando-se os bocadinhos próximos da aldeia. Machio de Baixo, que é ladeada por extensas serranias, era antigamente cercada por vastas extensões de olivais e de pinheirais, tendo estes desaparecido devido aos grandes incêndios que assolaram a região a partir dos finais da década de 70, originando o deserto vegetativo a que assistimos durante alguns anos.
 Gradualmente, têm-se vindo a fazer o repovoamento florestal da região, mas nem sempre do melhor modo, dado ter sido conseguido à custa da plantação de imensas áreas de eucaliptos, que, como sabemos provocam a secura e a erosão dos solos onde se encontram, acelerando a sua desertificação progressiva.
Mas nem por isso as belezas naturais diminuíram. O ar puro, fresco e saudável, aromatizado com cheiro a pinheiro, eucalipto, rosmaninho, carqueja, moitas e outros matos, é permanente e, faz com que esta terra seja ainda um autêntico paraíso sem poluição. As hortas e o imenso olival que se estende por toda a aldeia, têm também o seu encanto, quer pela variedade de árvores existente e pelas suas formas, quase sempre quadrangulares, mas também porque estão sempre exímiamente bem cuidados.
As vistas panorâmicas que daqui se podem observar, têm também uma beleza rara, fazendo com que muitos machienses ali vão com frequência "encher os olhos de verde", pois que, de todos os locais estão ao seu alcance alguns quilómetros de floresta ou, para uma bela banhoca no Rio Unhais, que fica a cerca de 2 kms ou, no Zêzere a 10 kms, quando o tempo a isso convida.
Património

Complexo Desportivo e Social
O ex-libris actual de Machio de Baixo é o seu "Complexo Desportivo e Social", pensado para atrair a juventude e garantir a sua ida à aldeia no futuro. A sua construção decorreu entre o final de 1999 e o de 2001, tendo sido inaugurado em 9 de Fevereiro de 2002 com a presença do Sr. Governador Civil de Coimbra, Prof. Horácio André Antunes, do Sr. Presidente da Câmara Municipal Pampilhosa da Serra, Sr. Hermano Manuel de Almeida e dos Srs. Vereadores, José Brito e António Sérgio.
Neste complexo, existem para além do campo de jogos polivalente propriamente dito com todas as suas infraestruturas associadas (vestiários, balneários e arrecadações), um parque infantil, uma zona para jogos antigos tradicionais , um palco associado ao recinto para festas, um Bar e um "Barbecue" para funcionar nessas alturas e, um espaço para Parque de Merendas. 
No empreendimento, a primeira obra de Machio de Baixo com impacto em termos urbanísticos, fica ainda um espaço disponível apreciável, para mais tarde fazer uma piscina, um centro de dia, ou outro qualquer evento, estando situado num local privilegiado dentro da aldeia.

  • Maria Gomes 
A sua fundação perde-se na bruma dos tempos. O isolamento e a falta de comunicação de toda a região constituíram o grande inimigo do conhecimento. O analfabetismo perdurou e a história, que era contada de geração em geração, foi-se perdendo na sua essência e, obviamente, adulterando.
Recentemente, através de um estudo efectuado pelo Dr. Pedro Freire, ficámos a saber que podemos buscar as origens de Maria Gomes ao período pré-histórico.


PATRIMÓNIO
Maria Gomes tem sabido preservar os seus costumes e a sua cultura.
Ainda hoje podemos observar algumas casas antigas, construídas com pedra da região e traça típica da beira-serra.


As Fontes que outrora alimentaram a aldeia estão hoje recuperadas, fazendo parte integrante do seu património.


 Na Capela, inaugurada em 1989, de arquitectura moderna, pode ser observado um retábulo do final da renascença atribuído ao movimento maneirista e um oráculo em pedra ançã, característica da escola coimbrã.
Maria Gomes, como todas as aldeias da sua região, sempre preservou a memória dos seus antepassados e soube congregar os esforços deste povo para construir o seu próprio Cemitério.
A Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Maria Gomes é a mais importante neste ramo em todo o concelho. Obra totalmente concebida pelo povo desta aldeia, tem sabido adaptar-se ao evoluir dos tempos, modernizando o seu equipamento de acordo com as normas institucionais.
A Casa do Povo, cujo edifício constituiu a primeira escola primária de Maria Gomes, encontra-se remodelada e equipada com bar e espaço de lazer para convívio.
O edifício da última Escola e respectivo Recinto foram recentemente restaurados e convertidos em espaço multiusos, com equipamentos de bar, cozinha, balneários e palco para realização de festas e convívios.
A Casa da Professora é hoje uma infra-estrutura vocacionada para o turismo, com equipamentos de qualidade, reunindo condições de exigência hoteleira para proporcionar o bem estar de quem a utilizar.

PATRIMÓNIO RELIGIOSO
O padroeiro de Maria Gomes é São Simão. Desconhece-se quando foi iniciado o culto a este santo, mas o fervor religioso levou este povo a construir uma ermida cujo altar era constituído por um retábulo em talha dourada, composto por um nicho central, ladeado e encimado por motivos policromados. Este altar remonta ao final da renascença e ao movimento maneirista. O nicho central continha a estátua principal, a imagem de São Simão, em pedra ançã, característica da escola coimbrã, um dos expoentes do movimento escultórico daquela época.
Em 1989, por vontade dos mariagomenses, foi inaugurada no mesmo local daquela antiga ermida, uma capela, de arquitectura moderna, onde podemos observar o retábulo e a imagem do santo que entretanto foram restaurados por entidade competente para o efeito.
Tão importante como o património é o culto prestado a São Simão, considerado um santo milagreiro pelos mariagomenses mais crentes. Celebra-se a 28 de Outubro e, além da celebração da missa, é também distribuído um bodo. Conta-se que há muitos anos ocorreu uma praga que destruía as colheitas e houve muita fome e desespero. Então os mariagomenses oraram ao seu santo e como recompensa da ajuda para tão grave problema prometeram que todos os anos, a seguir à missa em sua homenagem, distribuiriam pão e vinho aos mais necessitados. Esse ritual perdurou nos tempos e ainda hoje se distribuem pães benzidos a toda a gente.

Gastronomia
Pão de Milho
Ingredientes
 ½ xícara (chá) de manteiga derretida
 1½ xícara (chá) de leite
 1 pitada de sal
 3 ovos ligeiramente batidos
 2 colheres (sopa) de fermento em pó
 2 xícaras (chá) de farinha de milho amarela
 1 xícara (chá) de farinha de trigo
Modo de Preparo
1.   Misture as farinhas de milho e de trigo  em uma tigela grande.
2.   Junte o fermento e o sal e misture bem os ingredientes.
3.   Adicione o ovo e o leite, e bata até obter uma massa homogênea.
4.   Acrescente a manteiga derretida e mexa até incorporá-la bem.
5.   Coloque em uma fôrma quadrada ou retangular previamente untada com manteiga e leve ao forno preaquecido à temperatura de 220ºC por 20 minutos.
6. Retire do forno e corte em quadrados. Sirva imediatamente.

  Igreja  interior







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