terça-feira, 17 de abril de 2012

FREGUESIA DE GAIFAR


REGIÃO              NORTE
SUB REGIÃO   MINHO LIMA
DISTRITO    VIANA DO CASTELO

CIDADE             PONTE DE LIMA
FREGUESIA         GAIFAR



BRASÃO





Escudo de prata, lavrado de espigas de trigo de verde, brocante, em banda, uma palma de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «GAIFAR - PONTE de LIMA».




Bandeira: 
Verde. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro

Selo: 
Nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Gaifar - Ponte de Lima».





ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Gaifar, ocupando cerca de 301 há, está localizada à margem direita do rio Neiva, sem contudo chegar até ao mesmo, já que se entrepõem antes as freguesias de Vilar das Almas e Sandiães, ambas a sul de Gaifar. 
Gaifar dista cerca de vinte quilómetros da sede do concelho, bem ao sul do mesmo e tem ainda a estabelecer-lhe limites a freguesia de Mato a norte. Refira-se que a nascente tem a já citada Vilar das Almas assim como a poente está Freixo e novamente Sandiães. Todas as freguesias citadas pertencentes ao concelho de Ponte de Lima.
Gaifar uma freguesia de reduzidas dimensões, com pouco mais de 100 fogos habitados, que fica situada entre S. Lourenço do Mato, Calvelo, Vilar das Almas e Sandiães.


RESENHA HISTÓRICA

No censual de Braga, do século XI, vem ainda como Sancta Eolalia de Cendon pagando a Braga, de censo, um moio (24 alqueires). Era das tabelas mais baixas. O topónimo Cendão encontra-se obliterado, não sendo possível localiza-lo. 
Já aparece referido no século X, pois, em Novembro de 959 os Condes Rodrigo Mendes e Elvira Alvites doaram ao mosteiro de Sobraddo entre Lima et Katavo, in rípa Navie, Villa Cendoni um adunctionibus suis. (Ver O Bispo D. Pedro, ob. cit., Vol. I, p. 203, do Cón.(Dr. Avelino J, Costa). Por este documento ficamos a saber que una tal Cendão (nome gótico do tema Kinths = criança) foi o senhor desta primiiva vila rústica.
 No ano de 1126 já vem a designação actual: Sancfa Eolalia de Gaifar e de illo monasterio Sancte Eolalic de Gaifar... (Liber Fidei, does. 460 e 4ü2), mas subsistindo ainda Cendão, como se pode ver por um documento de 1134 em que Paio Ourigues e esposa cedem à Sé de Braga a herdade que possuíam in villa Cendoni in ripa Nevia a qual lhes fora doada por D. Afonso Henriques (Liber Fidei, doc. 477.

A vila Galifari (Gaifar) devia incluir as três actuais quintas de: Assento ou Santa Baia, Vila e Carrasca, esta confrontando já com S, Lourenço do Mato, onde existe também o topónimo Gaifar, certamente por ser contíguo a esta antiga vila. 
Os documentos falam claramente da existência de um mosteiro nesta freguesia que os naturais já não recordam e cujo último abade foi Frei Diogo do Espírito Santo Luís Delgado, natural de S. Paio de Arcos para onde foi residir após a extinção das ordens religiosas decretada pelo tristemente célebre «mata-frades», Joaquim António de Aguiar, em 1834 (ver o Culto de S. Bento na Terra de Valdevez, p. 82, do Cón. Dr. Avelino J. Costa).

Além da referência feita, outros documentos citam este mosteiro como, v.g., um de 1151: doação a D. João Peculiar in monasterio de Gayfar (Ljber Fidei, doc. 318). Ver O Bispo D. Pedro… Vol.2 p.128.

Embora a tradição já não o confirme, o mosteiro devia situar-se na actual Quinta do Assento ou Santa Baia, onde ainda existe um terreno, denominado «Campo da Igreja». Aí aparecem restos de sepulturas e fragmentos de tégulas.
A igreja (dos fins do Séc. XVIII) encontra-se, atualmente, fora dos muros da Quinta.
Ainda, outra informação acerca da história de Gaifar:
(…) 1135(1), Junho, 6-D.Afonso Henriques doa a Paio Honorigues uma propriedade na vila de Cendoni (freg. de Gaifar, coc. de Ponte de Lima Líber Fidei, fl. 119 v., doc. 425.

Publ.: A. E. REUTER, Chancelarias Med. Port., I, 86-87, nº 68, e DR., l, p. 172, nº 149,

Reg.: P. A. DE J. DA COSTA, O Bispo D. Pedro, II, p. 128.

KARTA DONATIONIS QUAM FACIT ADEPONSUS PORTUGALENSIS PRINCEPS PELAGlO ONORIGUIZ DE HEREDITATE IN VILLA CE(N) DONI (2)

       In Christi nomine. Quoniam regum est ac principum (3) de propriis   possesionibus propriam voluntatem explere necnon etiam uniuscuiusque   que viri ingenui, ego Alfonsus Portugalensium princeps comitis Henrici et regine Tarasie filius magni quoque regis Alfonsi nepos facio kartam donationis et firmitatis tibi Pelagio Onoriguici de hereditati mea própria quam habeo in villa quam vocitant Ce(n)doni (2) pro servitio quod mini fesciti et pró amore cordis mei.Do ergo et concedo eam tibi per suos terminos et locos antiquos ubicumque eam potueritis invenire vel quicquid.
Outros trabalhos editados nos informam que a freguesia de Santa Eulália de Gaifar , é antiga e anterior à nossa nacionalidade, encontrando-se fortemente documentada em escrituras do séc XII. Era vigairaria da apresentação do Cabido da Sé de Braga, no antigo concelho de Albergaria de Penela.
Compreende os lugares de Barrocas, Cachadas, Rua, Baralde, Posa, Igreja, Alminhas, Monte, Corgo, Naia e Souto do Monte.
Primitivo povoamento pré-histórico com notáveis vestígios arqueológicos na sua área e imediações, o topónimo regista-se pela primeira vez em 1126. 
Entregue ao Cabido da Sé de Braga em 1145, aquando da divisão das rendas da diocese, foi-lhe confirmada a entrega em 1188. Começa a aparecer no território de Penela com as inquirições de 1129.
Nas inquirições fonsinas, de 1220 e 1258, alude-se a esta freguesia, situando-a na Terra de Penela.
Em 1369 - 1380, "A egreja de Gueyffar he emprazada ( ... ) com o lugar que chamam de Cenoy". Cendom, que em 1135 aparece como "villa ( ... ) Cendoni" e depois como simples lugar de Gaifar.
Por largos anos deu o nome à freguesia, que assim, de denominou Santa Eulália de Cendoni. 
Antes como agora a agricultura é a principal actividade económica, sobressaindo-se actualmente a exploração agrícola através das estufas. 
Américo Costa descreve Santa Eulália de Gaifar como vigairaria da apresentação do Cabido da Sé de Braga, no antigo concelho de Albergaria de Penela.

Fontes consultadas: 
Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos.


Gastronomia

ROJÕES DE PORCO

Ingredientes:
800 gr de rojões de porco
750 gr de batatas
4 dentes de alho
1 cerveja
1 dl de azeite
sal
pimenta
pimenta-doce

Modo de Preparo

1.   Tempere os rojões com sal, pimenta, os alhos picados e pimenta-doce e deixe repousar durante 40 min.
2.   Descasque as batatas e corte-as em cubos.
3.   Leve ao lume 1 frigideira com o azeite ,
4.   deixe aquecer, junte os rojões e deixe-os cozinhar até ficarem dourados de ambos os lados.
5.   Espalhe as batatas no fundo de um tabuleiro, deite os rojões por cima.
6.   Junte a cerveja á frigideira com o azeite e deixe ferver.
Deite este molho por cima das batatas e dos rojões e leve ao forno pré-aquecido a 180 G durante 40 min.
CRUZEIRO





EB1


IGREJA AO LONGE











JUNTA


QUINTA DE STA BAIA

IGREJA MATRIZ


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