terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FREGUESIA DE TAROUQUELA



REGIÃO          NORTE
SUB REGIÃO   TAMEGA
DISTRITO       VISEU
CIDADE          CIFÃES
FREGUESIA    TAROUQUELA



Brasão

Escudo de verde, coração de ouro, inflamado de vermelho e ouro e trespassado por duas setas de prata, passadas em aspa em chefe e lira de ouro em campanha, tudo entre cinco espigas de milho de ouro, folhadas de prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «TAROUQUELA».




Bandeira: 
Amarela. Cordão e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.



Selo: 
Nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Tarouquela - Cinfães».


História:
 Segundo Schulten, o topónimo tem origem em dois elementos: Tara e Okela, este último latinizado em occelum, relacionado com as tribos dos Oscos e Celas, ambas do aglomerado ligúrico, o mais importante que ocupou a região antes de chegada dos Celtas. Deve-se-lhes a construção do castro, hoje apenas guardado na toponímia.
Os documentos do séc. XI e XII situam Tarouquela abaixo do monte Laconzolos topónimo que parece um diminutivo medievo plural (em - olo > -oo > ô, - ó) derivado do latim lacu- (isto é, como parece ser lagonço < lacunteu -), aludindo ao carácter paludoso de então das suas dobras; e este monte foi fortificado no cume, com um castro, que recebeu o nome de Castelo (topónimo que substituiu aquele).


A ocupação romana centra-se no lugar de Paço, que é uma estância arqueológica de onde já foram recolhidos vasos, colunas, tégulas e outros objectos e em Urgão, o antigo Leorbanus possessor de uma vila agrária.

 Ao território desta freguesia se fazem alusões documentais já no séc. X. O titulo de villa, no sentido administrativo medieval, provém do séc. X e justifica a existência da picotaii "subtus mons muro Fracto". Tarouquela como "villa rústica" que era, tinha o seu termo correspondente às actuais freguesias de Tarouquela e Espadanedo. Ainda no séc. XII se designava por "villa Tarouquela". O topónimo Torre anda ligado a domínio senhorial posterior à Reconquista.

 A Igreja Matriz de estilo românico, classificada como Monumento Nacional, é a principal referência desta freguesia. À sua volta, há vestígios do Mosteiro que lhe ficava anexo e ainda existe a velha Casa do Mosteiro. Podem ainda encontrar-se vestígios de povoados castrejos romanizados nos lugares de Lameiras, Tudovelos e Paços.



O antigo Mosteiro

 Em 1162 já havia um mosteiro em Tarouquela, de frades agostinianos. Em 1187, os herdeiros da Igreja doaram-na a D. Urraca Viegas e às feiras que com ela viviam no Instituto Beneditino de Salzedas. Esta doação veio a verificar-se uns anos mais tarde, ficando a professar-se no mosteiro de Tarouquela, a partir de então a Regra de S. Bento. As monjas beneditinas substituíram os frades agostinianos. Sabe-se que, em 1220, D. Urraca Viegas recebeu o véu da mão de D. Pelágio, bispo de Lamego, como abadessa de Tarouquela. 
O mosteiro subsistiu até ao dia de reis de 1535, data em que, juntamente com o de Vairão, Tuías, Vila Cova e Rio Tinto, foi incorporado no mosteiro Beneditino de Avé Maria, no Porto, onde para lá se transferiram as freiras de Tarouquela, os respectivos Cartórios e bens, isto já nos tempos do rei D. João III,
A partir de então, o mosteiro de Tarouquela degradou-se, tornou-se ruínas e desapareceu totalmente, até ao ponto de hoje só existe dele a Igreja dedicada a Santa Maria Maior.
 Parte deste convento foi, porém, posto a descoberto, alicerces sitos a norte da respectiva igreja.
No interior do recinto encontra-se ocupado por três mausoléus insculturados e algumas supulturas, uma delas adornadas com o brasão dos Milhaços (escudo esquartelado, assente sobre uma espada de copos, no primeiro e quarto pé de milho esfolhado de quatro peças, no segundo e terceiro, cabra saltante, timbre: cruz florenciada e cheia).
Classificada a igreja de Santa Maria Maior com “Monumento Nacional”, nos termos do Decreto n.º 34.452 de 20 de Março de 1945.



Igreja de Tarouquela

A Igreja, de estilo Românico e completamente empedrada tem origem nos séculos XII e XIII, mas também se pode inserir no século XVII, por ter sido modificada e remodelada durante esse período. A Igreja apresenta uma planta longitudinal composta e irregular de volumes articulados – nave única, torre sineira, capela-mor e capela adossada ao lado esquerdo da capela-mor. A fachada principal possui um pórtico de arco apontado, seis colunelos com capitéis insculpidos e três arquivoltas. Nas laterais, a igreja tem a torre sineira cega e campanário com arco a pleno centro, com remate em cornija, pináculos e cobertura em pirâmide coroada por bola e cruz metálica. O corpo da capela-mor possui um friso decorado, duas fenestrações de arco apontado, cachorros portantes da cornija, e um existindo óculo polilobado no corpo da capela lateral. O lado sul é marcado pelo corpo da torre sineira e escadaria de acesso. O pórtico lateral tem arco apontado e tímpano, um friso e duas fenestrações de arco apontado sendo a cornija suportada por uma cachorrada. A frontaria nasce do contraforte do cruzeiro sendo rasgada por uma porta ogival de toros e meias canas nas arquivoltas internas. Os modilhões da cornija são decorados com motivos, fito e zoomórficos.
Gastronomia
Quem tiver a receita correta favor enviar


BISCOITOS DE MANTEIGA
Ingredientes
·          
·         200 gramas de margarina
·         1 xícara de açúcar
·         2 xícaras de farinha de trigo

Modo de Preparo
1.  Misture todos os ingredientes em uma vasilha e deixe lá até soltar das mãos e da vasilha
2.  Caso demore muito, coloque mais farinha de trigo
3.  Corte em pequenos pedaços e leve ao forno médio-baixo pré aquecido até ficarem levemente dourados












Nenhum comentário:

Postar um comentário