domingo, 4 de setembro de 2011

FREGUESIA DE BARBEITA


REGIÃO                   NORTE
SUB REGIÃO            MINHO LIMA
DISTRITO                 VIANA DO CASTELO
CIDADE                      MONÇÃO
FREGUESIA             BARBEITA





HERALDICA
Parecer emitido em 12 de Novembro de 2001, pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Em de  27  de Setembro  de  2002, o Parecer, por proposta desta junta de Freguesia, foi aprovado em sessão da Assembleia de Freguesia de Barbeita.

Brasão:
Escudo de prata, monte de verde rematado por pano de muralha de vermelho e carregado de ponte de um arco de prata, lavrada de negro, movente dos flancos e de campanha diminuta ondada de prata e azul de duas tiras; em chefe, cacho de uvas de ouro folhado e sustido de verde. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “BARBEITA - MONÇÃO”.


Bandeira:

Vermelha. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.

Selo:  
Nos   termos   da   Lei,   com   a   legenda:  “Junta  de  Freguesia  de  Barbeita – Monção”.


HISTÓRIA


A freguesia de Barbeita, situada no extremo concelho, dista sete quilómetros vila de Monção. O seu território, de 7,53 quilómetros quadrados, confronta com o rio Minho, por nor­te, Ceivães e Segude, por nascente, Merufe, por sul, e Longos Vales e Bela, por poente.

São seus lugares principais: Merim, Tarendo, Bogadela, S. Tiago, Cabo, Ponte do Mouro, Bairro Alto, Abeção, Padreiro, Araújo, Souto e Tola.

A povoação assenta estruturalmente na forma tradicional da aldeia minhota, que dispõe as suas edificações concentricamente em volta de um sinal construído ou espacial 


— a igreja, o cruzeiro, o largo, a eira —, mas com alguma dispersão provocada pelas parcelas privadas que envolvem as construções e permitem realizar alguma agricultura de subsistência.


Pertenceu ao antigo termo da Penha da Rainha e já aparece mencionada, com a sua igreja, em documento do século X. Foi honrada com um couto, em 1225, de que resultou em morgadia local. Pinho Leal afirma que eram seus senhores os Azevedos do Faial, da freguesia de Abade do Neiva.
Feitos de granito da região, tanto o retábulo mor, como os dois laterais, no topo da nave, são duma beleza extraordinária.







A entrada do presbitério, podem ver-se dois serafins do mesmo material e do mesmo estilo, segurando cornucópias.

A poucos metros de distância, por norte, fica a Capela de S. Tiago, que mais parece um nicho ou oratório, quinhentista, com um pórtico elegante.

    A Capela de S. Félix, sítio de concorrida romaria, tem um pequeno adro murado com escadas a descerem para a   velha estrada real e dois portões para onde se estende um amplo terreiro arborizado, com um coreto. 
No alto do monte da Assunção, além de um castro parcialmente escavado e de uma rica panorâmica sobre a área envolvente, dominando completamente o vale médio do Minho e o vale terminal do Mouro, existe uma excelente capela do terceiro quartel do século XVI. 
O Castro da Assunção, no lugar do Castro ou Buraca da Moura, possui três linhas de muralhas, duas completas e uma terceira ainda não completamente delimitada. Tem habitações circulares, com e sem vestíbulos, duas “ruas”, pátios lajeados e outras estruturas proto-urbanas. De entre o espólio encontrado em quatro campanhas de escavações arqueológicas destacam-se a cerâmica, objectos em bronze e em ferro, pedras decoradas, milhares de sementes de várias plantas e gravuras rupestres.
À Capela da Senhora da Assunção, situada em lugar aprazível, há quem atribua uma fundação original algures pelo século XII, sucedendo a uma ermida mais humilde. De planta rectangular e forma comunial, com decoração variada, em rosetas, malgas de borco, tudo muito ao gosto do romântico do Alto Minho, à excepção das cabeças de anjos, já de inspiração renascentista. Na verdade, mais parece uma igreja românica, do românico rural alto minhoto.     É possível que os artífices estivessem ainda dentro duma tradição românica, embora os desenhos já fossem do gótico final, ou talvez tivessem optado por uma 

A antiga estrada, que de Monção ia a Valadares, cruzava o rio Mouro nesta freguesia na celebrada ponte medieval — a Ponte do Mouro. Documentalmente sabe-se que existia já pelo menos em 1386 uma ponte neste local. É que foi aqui que, nes­se ano, se realizou o histórico encontro de D. João 1 com o duque de Lencastre, pretendente ao trono de Castela. Então se ajustou também o casamento do rei português com D. Filipa, filha do duque. 
A ponte velha que hoje se pode observar data de 1627 e foi feita por Amaro Francisco, por oitocentos e oitenta mil réis. Trata-se de uma construção em granito, de um só arco, com pavimento em cavalete.

A taxa de actividade atribuída à freguesia, pelo INE em 1991, era de 35,6%, sendo a média concelhia de 42,6%.   A população empregada foi, de igual modo, nesse ano, calculada em 380 trabalhadores, dos quais 42,4% eram absorvidos pelo sector primário, 17,4% pelo sector secundário e 40,3% dedicavam-se ao sector terciário. A preponderância da agricultura na vida económica local é, ainda hoje, visível. 
Relativamente ao sector secundário, é de mencionar que este tem sido revitalizado pelos investimentos industriais dos últimos anos realizados na serralharia e na produção do vinho Alvarinho. Inúmeras são as principais actividades deste sector geradoras de emprego. 
Destas destacam-se o beneficiamento de pedras, a construção civil e a carpintaria. O parque comercial existente apresenta alguma diversidade de oferta, sobretudo no que diz respeito ao comércio não alimentar a retalho. A população adquire na sua freguesia os principais bens e produtos de consumo quotidiano, imediato ou não, de que necessita.
A mobilidade populacional um dos factores primordiais do desenvolvimento local, deve-se necessariamente considerar o tipo de acessibilidades que estão ao dispor da população. Neste aspecto, Barbeita é servida por praça de táxis e carreiras de transportes públicos que se efectuam diariamente.
Barbeita dispõe de uma rede pública de água e de um sistema de recolha de lixo que abrangem a totalidade do território da freguesia. A inexistência da rede pública de saneamento coloca, evidentemente,  problemas a serem resolvidos dado que as águas residuais têm sido submetidas a tratamento por meio de fossa séptica.
A rede escolar existente, resume-se a um estabelecimento de ensino pré-primário do 1.º ciclo e a uma escola pública do ensino básico do 1.º ciclo, servida por refeitório. 





Alunos do 2.º e 3.º ciclos e estudantes do ensino secundário frequentam as escolas sediadas em Monção, a 7 km de distância. O cenário respeitante à área da saúde não é melhor. A farmácia mais próxima situa-se a 2 km de distância na vizinha freguesia de Ceivães. Já a acção e solidariedade social tem como estruturas presentes um jardim de infância, uma lar da 3.ª Idade e um centro de dia.
O equipamento colectivo de Barbeita restringe-se à esfera da cultura e do lazer, e é composto pelo serviço de biblioteca itinerante, sala de espectáculos, salão de festas e escola de música e outras artes. 


As colectividades existentes e que utilizam estes e outros espaços para a dinamização de Barbeita são o Futebol Clube Barbeitense e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita.



Padroeiro: 
Divino Salvador.
Actividades económicas:
 Agricultura e pecuária, vinicultura, comércio e indústria.





Festas e romarias: 

Senhora da Assunção (Maio e Agosto), Santo Estêvão (26 de Dezembro) e S. Félix (Junho).


Valores arquitectónicos:



Igreja paroquial, capelas de S. Tiago, da Senhora da Assunção e de S. Félix, 












Ponte do Mouro, Castro da Assunção,  Paço da Barbeita.


Locais de interesse turístico: 








Monte da Assunção com excelentes vistas panorâmicas belezas ribeirinhas do rio Mouro e do rio Minho.







Gastronomia: 
Arroz de lampreia, cabrito assado no forno e sável frito.

SAVEL FRITO

Ingredientes


  • 3 sáveis pequenos
  • 1 ova de sável
  • 2 pães de trigo
  • Sumo de 0,5 limão
  • 4dl de azeite
  • 2 dentes de alho
  • Louro, coentros, sal e piripiri

Modo de preparação


1.  Depois de limpos os sáveis, cortar as cabeças aos peixes e cortar o resto do corpo em postas finas, e reservar
2.  Coza em água com sal, louro e azeite as cabeças e a ova dos sáveis
3.  Corte o pão em fatias para uma tigela funda e escalde com a água de cozer as cabeças
4.  Deixe repousar um pouco para o pão ficar completamente embebido
5.  À parte aqueça bem azeite com os alhos picados e deite sobre o pão
6.  Mexa bem para envolver tudo
7.  De seguida esfarele a ova cozida e mexa novamente para envolver no pão
8.  Leve ao lume e regue com o sumo de limão, coentros picados e o piripiri e mexa até obter uma massa uniforme
9.  À parte frite as postas depois de passadas por farinha
10.             Sirva em conjunto




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