segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FREGUESIA DE BARCARENA





REGIÃO                   LISBOA
SUB REGIÃO            GRANDE LISBOA
DISTRITO                 LISBOA
CIDADE                      OEIRAS
FREGUESIA            BARCARENA


Olhando para o brasão da Freguesia de Barcarena, ressalta o valor simbólico que ostenta, de individualidade e pertença, que dá a conhecer a singularidade da terra e suas gentes.

A heráldica em Portugal, porventura mais omnipresente em tempos idos, ainda hoje vive pelas imagens que transporta, e que mesmo para os mais desatentos, importa dar a conhecer:
“Escudo de prata, armação de moinho de negro, vestida de azul, entre duas espigas de trigo verde, em ponta, charrua de negro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda de negro, em maiúsculas
: ‘BARCARENA – OEIRAS’.” - Publicada no Diário da República, III Série de 29/05/1998
Vela de Moinho – Simboliza a indústria, era dos moinhos, que outrora existiram na Freguesia, que os lavradores e fidalgos aí levavam os cereais para serem moídos.

Charrua – A Freguesia teve um passado de tradições agrícolas, de grandes terrenos onde se cultivavam cereais.
Espigas – Símbolo dos cereais mais cultivados na Freguesia.
Bandeira - De azul, cordões e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.



BARCARENA
É uma região de povoamento muito antiga, provavelmente uma das mais antigas ocupações territoriais da Península Ibérica.
Administrativamente Barcarena é freguesia desde 1785, a freguesia de Barcarena aparece ligada ao Concelho de Belas em 1855, quando o concelho é extinto nesta data. Mas entre 26 de Setembro de 1895 e 13 de Janeiro de 1898 Barcarena esteve ligada ao concelho de Sintra, devido à supressão do concelho de Oeiras. Barcarena transitou no ano de 1898 para o concelho de Oeiras, no qual se encontra integrada ainda hoje.

Barcarena possui uma superfície total de 9,01 km²  e 11.847 habitantes (no ano de 2001), a sua densidade populacional é de 1300,4 habitantes por cada quilómetro quadrado.




 orago ou patrono:
 São Pedro.



Património Classificado

Estação Eneolítica de Leceia ou Castro de Licéa



Capela de Nossa Senhora da Conceição (Barcarena) situada na Quinta de Baltazar Sinel de Cordes, ou Quinta de Nossa Senhora da Conceição

                 Museu da Pólvora Negra


                   Capela de S. Sebastião





Grutas de Leceia










       Quinta do Raio ou Palácio de Restani    (parcialmente demolido por um promotor   imobiliário)
 


Fábrica da Pólvora de Barcarena




Património Construído

Quinta da Ponte ou Casa de João Cabral (1883)
Casal da Costa (1734)


Quinta da Fonte (Casa dos Condes de Leceia 1796)


               Quinta da Politeira (1756)


Quinta do Cata Sol ou Sobreiro (1676


               Quinta de S. Miguel (1910)
Tapada da Raposeira  (1879)
Quinta da Franca (1789)



Povoações e Lugares da Freguesia


Queluz de Baixo
Valejas
Tercena (Torcena)
Bico
Fábrica da Pólvora
Ribeira Acima 
Leceia (Licéa)
Barcarena (Barquerene)
Ribeira Abaixo
Moira ou Moura

Como terá surgido Barcarena


Os registos arqueológicos encontrados um pouco por toda esta região, permitem determinar a existência da presença humana desde o Paleolitico Médio (40.000 a 30.000 anos a.C.), daí passando pelo Neolítico, Calcolítico, o Megalítico (podemos encontrar alguns complexos megalíticos, nas proximidades do vale do rio Jamor), revelando uma densidade populacional baixa.


Sobre a origem enome pouco se sabe, deverá remontar à ocupação árabe da península, supõe-se que deriva do nome árabe “Barr Carreina”, nome composto de “Barr“ (campo ou terra de cultivo), de “Carra” (habitar) e do pronome “Na” (nós), «Terra de cultivo habitada por Nós» ou «Campo habitado por Nós».

Só depois do período de romanização se encontram vestígios de uma densidade populacional significativa e com alguma organização



Segundo outros, a terminação em “ena”, invulgar no português, sugeria uma relação com uma origem estranha, associada à ocupação da zona por estrangeiros, no povoamento que se segue à reconquista cristã de Lisboa.
Mas na verdade, estas são meras especulações, porque na realidade o nome ancestral de Barcarena foi Barquerene ou Barquerena, talvez resultante de uma expressão mais aportuguesada da provável e original «Barrcarreina».O povoamento e a colonização de Barcarena remontam à pré-história, a mais de 5.500 anos, no lugar de Leceia, onde têm surgido abundantes vestígios arqueológicos de épocas recuadas da história do homem, estudados na sua maioria pelo investigador Carlos Ribeiro. 

Leceia é um povoado constituído por mais de cinquenta grutas, cavernas e furnas, utilizadas pelos povos pré-romanos para habitação e defesa contra o inimigo.






Aí foram recolhidos pelos arqueólogos diversos machados em pedra polida, pontas de lança e flechas sílex, punções, facas, raspadeiras, martelos, estiletes de osso, vasos e muitos outros objectos de uso quotidiano.


Os locais do Moinho da Moira e do Castelo forma aqueles que registaram um maior número de vestígios. 


A datação desta estação arqueológica parece ser clara.
Os primeiros povos que habitaram o local eram da época neolítica, ao que se seguiram outros povos, mais recentes, provavelmente já da Idade do Bronze.
O castro de Leceia, monumento nacional mas em estado de abandono, chegou a ser habitado pelas populações que imediatamente antecederam a chegada dos romanos.
O nome da freguesia parece evidenciar também o antigo povoamento da freguesia.
Várias teses continuam a explicar o seu nome, mas todas elas concordam com uma antiguidade que vai muito para além da fundação da Nacionalidade.

Barcarena está situada a cerca de seis quilómetros da sede do concelho, a vila de Oeiras, e a doze quilómetros da cidade de Lisboa, a capital. A freguesia de S. Pedro de Barcarena está situada em ambas as margens esquerda e direita da ribeira do mesmo nome, a pequena distância da margem direita da ribeira do Jamor. É constituída pelos principais lugares, tais como a norte e nascente, Queluz de Baixo e Valejas, Tercena (Torcena) e Bico, Ribeira Acima, Barcarena (Barquerena), Leceia (Liceia), Ribeira Abaixo e Moura (Moira).


Logo após a reconquista de Lisboa, vastas terras aparecem como propriedade da família Sousa (Sousões), provavelmente devido à participação directa de D. Gonçalo Mendes (o primeiro dos Sousas) na reconquista de Lisboa. Ele seria um dos principais portugueses envolvidos (aliás o seu nome aparece ligado a outros casos de repovoamento e reconstruções de castelos – exemplo o de Alcanede). Aparentemente terá sucedido o mesmo nos arredores de Lisboa e a propriedade de Barcarena, por ele organizada, passou a ser de seu filho, D. Mendo de Sousa.
Outros historiadores apontam para a fixação de uma colónia de estrangeiros logo a seguir à Reconquista Cristã. Onde uma colónia que foi encarregada de desenvolver e povoar o território da região de Lisboa, acabaria por dar o nome a esta localidade.
A existência de uma distribuição de terras a lavradores e fidalgos, nesta zona, vem a ser confirmada em 1448, por uma carta de privilégios dos lavradores do reguengo de Barcarena (determinando que “ … enquanto durarem ceifas e debulhes, os trabalhadores residentes nos reguengos de Oeiras, Aljez e Barcarena não vão trabalhar para fora destes …”), sendo que foi confirmada a 8 de Março de 1497, por D. Manuel I.

A origem de “Paroquie de Barcarene” é incerta, mas referida como de origem medieval por alguns autores, defendendo a zona antes disso, de S. Martinho de Lisboa.
Em termos eclesiásticos, Barcarena foi um curato da apresentação do prior de S. Martinho de Lisboa. Passou mais tarde a vigairaria e depois a priorado. O seu prior tinha de côngrua dois móios de trigo e duas pipas de vinho. 

No tempo de D. Manuel I são instaladas em Barcarena as “Ferrarias D’El-Rei” que, entre outras funções para-militares, se viriam a dedicarem ao fabrico de pólvora. Instalaram-se também na zona, muitas fábricas de pólvora particulares, mas as sucessivas explosões que nelas se verificavam, levavam ao seu encerramento em 1651, ficando só a de carácter estatal.

O Senhor do Morgado de Barquerena, era filho de Fernão de Saldanha, e foi Mestre de Campo na batalha do Montijo, foi Tenente General da Cavalaria na Beira, Governador das Armas de Setúbal, e Deputado da Junta dos três Estados, na restauração e Dezembro 1640.


Mais tarde, já no ano de 1747 o rei D. Pedro III deu início à construção do Palácio Nacional de Queluz, que toda esta região se transformou num centro aristocrático, porque bem perto de Belas e Barcarena, passava a residir a família real. Uma das figuras mais importantes da freguesia de Barcarena foi Mateus Vicente de Oliveira, um dos arquitectos do palácio de Queluz e foi primeiro visconde de Liceia José Pedro Celestino Soares, cavaleiro da ordem de Avis.  




No reinado de D. José, em 1770 foi oficialmente instituído o bairro – judicial e administrativo – de Belém, que abrangia toda a freguesia da Ajuda, parte das de Alcantra e Santa Isabel, e ainda, no termo da cidade, as freguesias de Benfica, Belas, Barcarena e Carnaxide. 




A extensão territorial da freguesia de Barcarena, englobava até 11 de Junho de 1993 a actual freguesia de Porto Salvo, numa extensão de mais de 16 km2 e 26.500 habitantes. A freguesia de Porto Salvo foi criada em 1993 pelo desmembramento das freguesias de Barcarena, Oeiras e São Julião da Barra.

O extenso vale da ribeira de Barcarena, ou ribeira dos ossos, termina a sul no amplo estuário do rio Tejo, junto ao forte de S. Bruno de Cachias, um local de confluência da ribeira de Barcarena com o rio Tejo. O forte foi mandado construir por D. João IV no ano de 1647, fazendo parte da praça de armas de Cascais. 



O forte está implantado dentro da barra do Tejo, com as sólidas muralhas, que lhe asseguravam uma situação estratégica privilegiada. Destinava-se, tal como outros pequenos fortes então erigidos, a impedir o desembarque de forças atacantes em locais tidos como de grande risco.

Note-se que Portugal em 1640 acabava de sair de um período de sessenta anos em que estivera sob o domínio da administração espanhola, e era entendimento de que essa experiência não deveria ser repetida.



GASTRONOMIA

CACETINHOS PAÇO DE ARCOS 



·         ingredientes
10 a 15 unidades.

300 g de farinha
150 g de açúcar
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
125 g de margarina
½ cálice de anis
ovo
100 g de sultanas
50 g de miolo de noz
·     
    preparação
·          
1.   Numa tigela misture a farinha, com o açúcar, a canela, o fermento em pó e uma pitada de sal.
2.   Adicione a margarina  amolecida, o anis e o ovo e misture tudo com uma colher de pau.
3.   Junte as sultanas e as nozes grosseiramente picadas, ligue tudo com as mãos e molde em forma de cacetinhos.
              4. Coloque num tabuleiro bem polvilhado com  farinha e leve a cozer em forno moderado (200°C) durante cerca de 20 minutos. 

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