segunda-feira, 26 de março de 2012

FREGUESIA DE GAFETE

REGIÃO             ALENTEJO
SUB REGIÃO      ALTO ALENTEJO
DISTRITO          PORTALEGRE
CIDADE             CRATO
FREGUESIA       GÁFETE 



Brasão: 


Escudo de vermelho, com dois picões de ouro encabados de prata, com os cabos passados em aspa; em chefe, cruz da Ordem de Malta; em orla, sete besantes de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: «GÁFETE - CRATO





Bandeira: 
Esquartelada de amarelo e vermelho. Cordão e borlas de ouro e vermelho. Haste e lança de ouro








Selo:
 Nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Gáfete


Cruz de Malta de prata
Representa a ordem de Malta que fez do concelho do Crato a capital do priorado que possui vinte e três comendas e as seguintes terras e seus termos: Crato, Gáfete, Tolosa, Amieiro Gavião, Belver, Envendos, Carvoeiro, Sertã, Oleiros, Pedrógão Pequeno, Proença-a-Nova, Cardigos e Álvaro.
Picões
Dois picões de ouro encabados de prata, com os cabos passados em aspa.
Representa as actividades Tradicionais, com especial referência aos artesãos do granito que ao longo de décadas têm produzido obras de grande qualidade.


Besantes
Em orla, sete besantes de ouro.
Representa a gastronomia local, com especial destaque para a produção dos saborosos queijos típicos da região.


LOCALIZAÇÃO

Freguesia situada numa planície da margem esquerda da Ribeira de Sôr, Gáfete dista cerca de 15 quilómetros da sede concelhia. Ocupa uma área de 38,49 Km2



A Vila de Gáfete, é uma vila muito calma e pacata, constituída pelos seus 1100 habitantes, cujo o seu orago é o S. João Batista, a quem muito são devotos. 
Freguesia situada numa planície da margem esquerda da Ribeira de Sôr, Gáfete dista cerca de 15 quilómetros da sede concelhia. Ocupa uma área de 38,49 Km2.
Existem nesta freguesia indicações arqueológicas, sepulcrais, de que este território foi povoado em épocas muito recuadas, talvez pré-romanas pois que em muitos sítios aparecem sepulturas cavadas na rocha. A par das sepulturas, é também de assinalar a existência de edificações dolménicas, das quais foram encontrados muitos vestígios durante a primeira metade do nosso século.
Gáfete foi umas das 12 Vilas do Priorado do Crato. Teve foral novíssimo – nome por que são conhecidos os poucos forais atribuídos depois do reinado de D. Manuel – dado por D. Pedro II em 1688. Passou então a chamar-se Vila Nova de S. João Baptista de Gáfete, acabando por volta á antiga denominação. 


concelho de Gáfete durou até 1836, ano em que foi extinto, sendo então integrado, como freguesia, no concelho de Alpalhão, onde se manteve até 3 de Agosto de 1863.

Concelho de Gáfete tinha Misericórdia, Hospital e Casa da Câmara cujo edifício, hoje sede da Junta de Freguesia, foi construído em 1690. Implantado num largo no centro da povoação, conserva uma interessante fechada do lado sul que se destaca pelo trabalho em cantaria do seu piso térreo, onde se rasga um antigo portal, hoje janela, do século XVII. 
Num painel de granito pode ler-se o ano de fundação, indicando a data de 1690 e, ainda, uma escadaria externa em granito que conduz ao piso superior, com portal e quatro janelas de moldura granítica. No lado oeste, vê-se a continuação do painel de granito do lado sul, onde se encontram duas arcadas em granito, traça primitiva do velho edifício. 

 A Igreja Matriz de Gafete, dedicada a S. João Baptista, começou por ser um curato que desde cedo adquiriu o titulo de reitoria. O reitor era apresentado pelo Grão-Prior do Crato e, pelos meados de século XVIII, vencia uma côngrua de 70 mil réis anuais. O edifício paroquial já existia no século XVI, sendo uma das igrejas do priorado representadas no códice de Pedro Nunes Tinoco, realizado entre 1615 e 1621, antes dos graves incidentes resultantes das lutas da Restauração. Tal como nessa época, o templo continua a ser de grande interesse arquitectónico. Foi objecto de modificações e acrescentamentos, nos séculos XVII e XVIII, e foi renovado no último quartel do século XX. Edifício de apreciáveis dimensões, apresenta fachada com portal barroco ostentando a Cruz de Malta no fecho.
O portal é sobrepujado por um janelão com um pequeno fontão terminal. Á direita da fachada ergue-se uma grande torre sineira que acrescenta monumentalidade ao carácter chão da construção. Na fachada lateral sul há outro portal , setecentista, com sinuosas molduras laterais culminando num frontão de caprichoso desejo. O interior é da nave única que culmina numa capela-mor abobadada, onde se admira um importante retábulo de talha dourada, de finais de século XVII.
Dois altares laterais, ao lado do arco triunfal, são também em talha dourada, do mesmo período. No lado norte do corpo da Igreja há uma outra capela, feita em 1702, com paredes revestidas a azulejos, seiscentistas, de tipo padrão. De entre a imaginária existência no templo destaca-se um Cristo Crucificado, no altar-mor, e uma Nossa Senhora da Conceição, repousada numa capela lateral. São ambas do século XVII, em madeira policromada.

 Também do século XVII é a Capela da Misericórdia. Trata-se de um edifício de carácter muito chão, com fachada onde se abre um pórtico de volta perfeita sem querer decoração nas pilastras ou impostas; alinhando com o portal, abre-se na parte superior um janelão mais tardio, decorado com motivos barrocos. Tem bem mais antigo é a Capela de São Marcos, edifício rural do século XV, muito simples, a que foi acrescida uma galilé seiscentista. A Capela-mor tem abóbada ogival de quatro nervuras. O altar-mor apresenta um precioso revestimento de azulejos do século XV.


O Presépio em Granito
O Presépio em Granito Amarelo esteve em Exposição no Largo da Igreja desde o dia 12 de Dezembro até ao dia 6 de Janeiro de 2002, onde pode ser visitado das 9 ás 22 horas, de Segunda a Domingo.
As fotos que podem ser observadas á direita são momentos da execução das peças.
O Pai deste Projecto foi o Sr. Barradas, formador do Curso de Cantaria a decorrer em Gáfete, e foi elaborado pelos formandos do mesmo Curso.
As Pessoas que participaram neste projecto foram as seguintes: Adelina Conceição Ventura Duarte Capelão, Ana Maria Victor Severino Correia, Cristina Silva Sacramento Baptista Godinho, Maria José MiguensMartins Marques, Rosa Maria Joaquim Isabel D’Abreu, Maria José Tapadas Durão, Ana Paula Conceição Vinagre, Maria de Fátima Calado Freire, Maria José Ventura Calado Barrento, João Marcelino Sertainho Costa, Isabel Maria Vinagre Batista Curado.
As peças que se encontram neste Presépio começaram a ser esculpidas em 22 de Novembro de 2001.

Centro de Dia
A 21 de Junho de 1886, séc. XIX, o administrador do conselho, Pedro de Matos Raimundo, assinou o que passariam a ser as actas da Santa Casa da Misericórdia de Gáfete.
Muitos anos decorreram na administração desta instituição durante os quais o seu livro de registos conta as ajudas á Igreja e aos pobres da freguesia. No ano de 1959, a santa Casa encerrou, sob a provedoria de António Gouveia, face á continua descida das receitas e subida das despesas.
Em 19 de Julho de 1985 foi rectivada a Santa Casa da Misericórdia, ganhando um novo fôlego com a colaboração das Irmandades da Misericórdia e da Diocese de Portalegre e Castelo Branco.
O benfeitor Prof. Doutor João António de Matos Romão legou um edifício á Junta de Freguesia de Gáfete para apoio social que a Santa Casa da Misericórdia transformou em centro de dia, assim apoiando os idosos e as crianças até á data.O Centro de Dia foi inaugurado em 23 de Julho de 1985, dedicado a D. Maria dos Remédios, mãe do Prof. Dr. Matos Romão, chegando a apoiar quarenta utentes, com lista de espera. Todavia, a inexplicável falta de interesse associativo dos gafetenses em torno da sua Santa Casa, paradoxalmente por si considerada necessária, dito a queda do número de utentes para apenas 3, no ano de 2004.

A extinção parecia inexorável, não fora o empenho da Câmara Municipal do Crato e da Junta de Freguesia de Gafete para a sua viabilidade financeira.
Não obstante ser uma necessidade detectada, a valência LAR nunca fora explorada pela Santa Casa porque, para tal, não dispusera de instalações aptas.
Feito o diagnostico, os presidentes da câmara e da junta de freguesia, Correia da Luz e Armando Mafaldo, lançaram as bases do futuro: a construção, de raiz, de um novo edifício para o Lar de Gafete.

Para isso,foi necessário obter financiamento e decisões administrativas: da câmara, da junta e do governo. O novo posto da GNR, outra mais valia de Gafete, permitiu o uso do seu espaço para a obra do Lar que já pode ser observada, faltando, à data, os pormenores  que hão-de permitir o objectivo de todos os gafetenses.
A disponibilidade de um grupo de bons gafetenses para assumir os corpos sociais da instituição da instituição, encabeçados pelo seu Provedor, José Manuel Marquito Vinagre, permitiu reactivar a actividade da Santa Casa que já apoia 70 pessoas, entre idosos e crianças.
Gastronomia
Migas de Batata com Carne de Porco Frita

capela do Espirito Santo


capela de Sto Antonio

















































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