quarta-feira, 13 de julho de 2011

PARDAL - COMUM - AVES PORTUGUESAS

Pardal-Comum
Passer Domesticus


Uma das mais abundantes espécies da nossa avifauna, e, provavelmente, a mais conspícua, desde há
muito que o pardal-comum se estabeleceu em ambientes urbanos, sendo bastante fácil de detectar




Identificação

O facto de coexistir com o homem no mesmo ambiente faz com que as suas características sejam
facilmente apreciadas. Os machos e as fêmeas apresentam plumagens diferentes, sendo o primeiro
caracterizado pelo babete preto, a testa e a coroa cinzentas, os loros escuros e o dorso acastanhado com
marcas escuras. As fêmeas não possuem babete nem os loros escuros, apresentando a plumagem
acastanhada e uma lista creme desde o olho à nuca. O bico é grosso, como é próprio das aves granívoras.


Abundância e calendário

O pardal-comum é bastante abundante ao longo do território,
sendo geralmente ubíquo em zonas humanizadas, tanto em
grandes cidades como em aldeias ou lugarejos habitados. Ocorre
durante todo o ano, podendo formar bandos de grandes
dimensões, especialmente em zonas agricultadas ou em
dormitórios de parques urbanos

Onde observar
Sendo provavelmente a espécie mais observada em Portugal, não resulta difícil detectá-la, sendo
obviamente preferivel procurá-la em ambientes humanizados, onde se deixa observar a menos
distância.

Entre Douro e Minho – presente junto das localidades, pode ser visto facilmente nos
estuários do Minho e do Cávado e também no Parque da Cidade do Porto.



Trás-os-Montes – pode ser visto em Miranda do Douro, nas aldeias da serra da Coroa e
nas cidades de Chaves, Vila Real e Bragança, entre muitos outros locais.



Litoral centro – não existem zonas onde a espécie seja escassa, pelo que ocorre bem
distribuida e em elevadas densidades um pouco por toda a região, nomeadamente junto
das localidades, como Coimbra, Figueira da Foz e Óbidos, e também em zonas húmidas
como a ria de Aveiro e o baixo Mondego.



Beira interior – distribui-se bastante bem pelo território, podendo ser visto em Vilar
Formoso, nas aldeias da região do Sabugal, em Segura, na aldeia do Sabugueiro (serra da Estrela) e nas aldeias do Tejo Internacional.



Lisboa e vale do Tejo – bastante comum por toda a região, sobretudo nas grandes zonas
urbanas como em Lisboa e junto da costa do Estoril. Ocorre em bandos de grande
dimensões no estuário do Tejo em associação com outras espécies, especialmente no
Inverno. Pode também ser visto com facilidade no cabo Espichel e no sítio das Hortas.



Alentejo – ao longo de toda esta região está presente em grande número, inclusive nas
planícies mais abertas de Castro Verde e Évora, e nas zonas secas de Mértola, Moura e
Mourão, para além de muitos outros locais e localidades. É fácil observá-lo de perto em
Castelo de Vide e Marvão.

Algarve – extremamente bem distribuída ao longo desta região, desde as cotas mais altas da serra de Monchique, até ao cabo de São Vicente e zonas salinas da reserva de Castro Marim, sendo mais comum nas localidades. Também é frequente na Quinta do Lago.

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