sábado, 8 de outubro de 2011

FREGUESIA DE OUTEIRO DE GATOS


rEGIÃO                   CENTRO
SUB  REGIÃO      BEIRA INTERIOR NORTE
DISTRITO            GUARDA
CIDADE               MEDA


FREGUESIA        OUTEIRO DE GATOS




TOPONIMIA
 Os filósofos esclarecem que na toponímia, a explicação mais simples, normalmente, está errada. Não é fácil determinar com total segurança a origem do nome duma povoação. Já escrevia o Prof. Adriano Vasco Rodrigues, "há que pesquisar, investigar e comprovar." Na sua obra "Terras de Meda - Natureza, Cultura e Património", encontra-se  um breve apontamento que indica"Outeiro de Gatos" como uma "elevação onde havia gatos bravos".

E
ncontramos ainda no jornal "A Guarda" (edição de 21 de Setembro de 2001) a relação do determinativo "os Gatos" com a expansão territorial de uma família  mediévica desta denominação. Com efeito, os "Gatos" expandiram-se desde o Távora ao Côa e às cercanias e alguns domínios da Serra da Estrela. Desta família  encontramos a seguinte informação.



Nuno Soares Velho (1140-?) foi um fidalgo, Rico-Homem e Cavaleiro medieval do Reino de Portugal, tendo  sido contemporâneo de D. Afonso Hemriques. Foi casado por duas vezes, a primeira com D. Mór Pires Perna (1160-?). Dos seis filhos, o segundo chamava-se Pedro Nunes, "o Velho" (para destrinça de outro homónimo) que casou com D. Maria Anes. Deste casamento nasceu D. Afonso Pires Gato (1210-?), Rico-Homem e Cavaleiro medieval do Reino de Portugal que foi Governador da Guarda. 






Casou com Urraca Fernandes de Lumiares (1200-?) e tiveram três filhas: Constança Afonso Gato, Teresa Afonso Gato e Guiomar Afonso Gato. DªTeresa Afonso Gato casou depois com D. Mem Soares Melo, 1º Senhor de Melo.


No entanto, a lenda do "Gato de Ouro" que alguns dizem estar relacionada com o nome da freguesia, parece-me muito interessante. Se não, vejamos:

Um dia uma mulher sonhou que num determinado sítio de Outeiro de Gatos (que ainda não tinha este nome) estavam enterrados uns gatinhos de ouro. 
Na mesma altura um homem sonhou a mesma coisa. Dizia-se, na época, que se duas pessoas (um homem e uma mulher) tivessem o mesmo sonho na mesma altura, esse tornava-se realidade. Sendo um deles de família pobre e outro de família rica, era muito difícil encontrarem-se pois não era hábito as pessoas ricas falarem com os mais pobres. Uns anos mais tarde numa festa, aconteceu encontrarem-se e conversaram acerca do sonho que ambos tinham tido. 


Chegaram então à conclusão que o sonho devia ser real mas para terem a certeza teriam de se deslocar ao local de que tinham sonhado.
Já tinham passado largos anos e não sabiam se iriam encontrar os gatinhos de ouro. Dirigiram-se ao local e, de facto, encontraram os gatos de ouro com que tinham sonhado. Decidiram, então, pôr o nome de Outeiro de Gatos ao local.




HISTORIA

Outeiro de Gatos é uma freguesia portuguesa do concelho de Meda, com 12,97 km² de área e 406 habitantes (2001). Densidade: 31,3 hab/km².
Fez parte do extinto concelho de Casteição até 1836.
Esta aldeia engloba as anexas de Enxameia e Areola tendo as últimas umas termas com excepcional qualidade, mas infelizmente não aproveitadas. 










A anexa de Areola possui ainda uma ponte romana em excelente estado de conservação.


 Possui um solar recentemente restaurado que servirá para turismo rural. No seu conjunto existem cinco capelas e uma igreja.
A fonte da Nogueira e a fraga dos Gatos de Ouro são dois dos símbolos mais importantes na freguesia.










Localização







A freguesia de Outeiro de Gatos integra o concelho da Meda e fica a 3 quilómetros da sede do concelho.




É uma localidade de agradável aspecto, de campos verdejantes, cobertos de vinhas, olivais e amendoais.
É atravessada pela Estrada Municipal 601, que, partindo da Meda e passando por esta freguesia, se encaminha para o Aveloso,






um pouco ao longo da Ribeira Teja, e depois se encaminha para a Prova, daí fazendo ligação com terras dos concelhos de Trancoso e Sernancelhe. 









Outeiro de Gatos fazia parte do termo do antigo concelho de Casteição e a sua história, tal como a do lugar dos Chãos, está intimamente relacionada com a sede daquele concelho extinto pela Reforma Setembrista, em 6 de Novembro de 1836.

Em 1527, o censo régio da população registava 6 moradores na "quinta de Outeiro de Gatos".
D. Joaquim de Azevedo, na História Eclesiástica da Cidade e Bispado de Lamego, fidalgo capelão da Casa Real e abade de Cedovim, nos finais do Século XVIII e princípios do Século XIX, assim descreve Outeiro de Gatos: "… 
no termo de Casteição, dista de Lamego 10 léguas, de Lisboa 59; curato de Nossa Senhora da Graça, que renderá 60$00 réis, apresentado pelo Abade de Casteição; tem capelas de S. Sebastião, Nossa Senhora do Desterro, na quinta de Enxameia; Nossa Senhora do Amparo, na quinta do Desembargador Caetano Saraiva; há nesta freguesia um grande campo do concelho, chamado Tecedeira, que os lavradores por devoção fabricam para o culto divino, e do que produziu um ano se fizeram os dois pequenos, mas bons sinos da igreja; produz a terra muitos gados, castanhas e pão; tem 168 fogos, almas 401."


No final do Século XVII, Outeiro de Gatos estava integrado no concelho de Ranhados, juntamente com a Areola, e a sua população conjunta atingia então os números de 85 fogos e 340 almas, que se elevaram bastante à entrada de 1900, pois, nesse ano, registava o conjunto de Outeiro de Gatos e Areola 193 fogos e 705 almas. Em 1960 a localidade de Outeiro de Gatos contava 398 habitantes, e 318 habitantes vinte anos depois, tendo perdido 15% em duas décadas.



A cultura de cereais, a produção de seda e o pastoreio do gado fizeram prosperar as gentes desta freguesia entre os séculos XVI e XVIII. Em breve a cultura vinícola foi ocupando terras que dantes produziam cereal, aumentando o rendimento dos habitantes. Algumas habitações existentes na localidade mostram o crescimento económico que então se verificou; a Casa dos Pessanhas é um belo exemplar, mas outras casas aqui se encontram, de abastados lavradores.

É do final do Século XVIII a construção da Igreja Matriz, de notória traça barroca. Também nesse período teve vida florescente um convento, de que há ainda alguns vestígios.
O vinho de Outeiro de Gatos tem características peculiares, sendo conhecido como um vinho perfumado. José Augusto Abrunhosa Tavares, um dos ilustres filhos desta localidade, referiu tal característica na sua obra "Um jogo da barra às portas de Almeida", um trabalho notável por quanto nele se consigna de interesse histórico e etnográfico acerca desta região. Referência especial para um outro seu natural, cultor das letras, o Dr. Alfredo Cabral, que dirigiu o jornal "O Educador", foi dirigente superior do Ministério da Educação em Lisboa e publicou alguns livros de poesia, utilizando admiravelmente a redondilha popular.

De realçar ainda que o Hino à Armada Portuguesa foi escrito por um natural de Outeiro de Gatos de nome, António Maria Ramos.


RANCHO FOLCLÓRICO
O Rancho Folclórico de Outeiro de Gatos foi criado em 1955 com 30 pares. Como não havia apoios, cada elemento arranjava as suas próprias roupas. Abriam-se baús, pedia-se a avó e à vizinha e cada um apresentava o seu melhor fato.

Faziam-se actuações na aldeia na altura da festa e algumas vezes havia deslocações até à Mêda. Numa dessas participações chegaram a ganhar o 2º Prémio da Lavadeira.


Hoje o rancho só actua na festa da aldeia em Agosto. Juntam-se rapazes e raparigas que, divertidos, dançam e cantam, fazendo o seu melhor, para satisfação de quem ainda aprecia a tradição.  




Gastronomia

OMELETE DE ASPARGOS


Ingredientes

3 ovos,
1 colher de creme de leite
 1/2 colher[sopa] de ervas frescas.
Sal e pimenta do reino a gosto
30 gramas de queijo camembert
60 gramas de aspargos
20 gramas de presunto cru.

Modo de Preparo
1.                 Em uma Tijela  misturar delicadamente (sem bater) os ovos, o creme de leite, sal, pimenta do reino e ervas.
2.                Colocar um fio de azeite numa frigideira (de preferência antiaderente) e cobrir todo o fundo com a mistura da tijela.
3.                Colocar o queijo e os aspargos no centro da mistura, distribuir o presunto crú e dobrar as pontas para o meio.
     4. Servir com uma saladinha verde e torradas no prato.




Um comentário:

  1. oi, meu nome é MARIANA, e estou procurando a certidão de nascimento da minha bisavó, MARIA JOSÉ FERNANDES(MARIA JOSÉ FERNANDES LOURENÇO) nascida em 10/03/1898, em OUTEIRO DE GATOS filha de ANTONIO JOAQUIM LOURENÇO e MARIA DE JESUS FERNANDES.
    Agradeço desde já a ajuda de voces! paz luz

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