segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FREGUESIA DE LEVER


NORTE                       NORTE
SUB  REGIÃO      GRANDE PORTO
DISTRITO         PORTO
CIDADE           VILA NOVA DE GAIA


FREGUESIA        LEVER






Brasão: 


Escudo de prata, dois peixes de azul animados de vermelho, o da dextra volvido; em chefe, Cruz da Ordem de Cristo entre dois cachos de uvas de púrpura, sustidos de verde; campanha diminuta ondada de azul e prata de três peças. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: «LEVER».




Bandeira: 
Esquartelada de vermelho e branco. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.





Selo: 
Nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Lever - Vila Nova de Gaia».




O topónimo Lever tem a sua origem na "Villa Liberii", isto é, a quinta de Liberius, sendo assim um antropónimo latino.

A primeira notícia escrita sobre esta freguesia remonta a 12 de Junho de 922, inscrevendo-se numa doação de D. Gomado, bispo de Coimbra, que tendo renunciado ao bispado com consentimento de Ordonho II, fez-se religioso no mosteiro de Crestuma, que enriqueceu de bens. Neste documento, Lever é referido a respeito das "heredes de Leverri" do "terminum de Leveri".





Em 1608 é demarcada como Freguesia; em 1758 era Termo da Feira e em 1926 é integrada no Concelho de Vila Nova de Gaia. Foi elevada a Vila em 19 de Abril de 2001.
Do património construído de Lever referimos a antiga Igreja Matriz, de linhas muito simples e de pretensões muito limitadas, construída aquando da integração da freguesia no Concelho de Vila Nova de Gaia, encerrando algumas esculturas religiosas de elevada antiguidade, e o actual templo, construído entre 1969 e 1977.

Um cruzeiro, alminhas, casas de xisto do século XIX e uma casa senhorial, alguns moinhos de cereal e a pequena capela de S. Sebastião, segundo a tradição mandada erigir por Pedro Hispano, o futuro Papa João XXI.
No campo da arqueologia industrial observamos a fábrica de papel e a unidade fabril da Companhia de Fiação de Crestuma.



É seu orago Santo André, Apóstolo de Cristo que tem a sua festa no Inverno e é invocado com especial protecção para os perigos dos rigores da invernia.
Localizada a freguesia e justificada a sua designação, importa referir alguns traços largos da sua história.

As condições naturais foram razão fundamental para a fixação de povos, desde remotos tempos. 
Há referências à existência de mamoas no território que hoje constitui a freguesia de Lever, como se comprova através da referência toponímica documentada no Tombo da Comenda de Lever, nos termos seguintes: "A 10 de Dezembro de 1608, (..) foi dito que elles aviam e pessuião hum casal e prazo da igreja e comenda de Lever: eito onde chamão a mamoella".
As mamoas eram monumentos funerários dos tempos neolíticos, quando o homem se fez pastor e começou a agricultar, há cerca de cinco mil anos. Mais tarde, e dada a persistência do povoamento, há referências documentais e vestígios arqueológicos que nos dão conta da presença da civilização romana nesta zona.
Há também notícia da existência de um castro, no espaço da freguesia, com a expressiva localização do chamado Castelinho de Lever que continua pelos outeiros de Labude. No tombo de Lever surge esta significativa informação "o monte do Carreiro do Pereira e partia pelo valle a riba chamado a do castelejo".

A pesca foi sempre importante na vida económica desta Freguesia: lampreias, sável, muge, tainhas e barbos, pescados por rudimentar mas eficaz sistema de pesqueiras, bem como a agricultura: o cultivo de cereais e legumes e a produção de vinho.

A Banda Musical Leverense, com mais de cem anos e com fortes expectativas no futuro, anima as tradicionais festividades de S. Tiago (Julho) e de Santo André, padroeiro da Freguesia (Novembro).
Lever Possuía uma antiga Igreja , construída aquando da sua passagem das terras de Santa Maria (da feira) para as "mãos" de Vila Nova de Gaia. 
Tinha como seu patrono S. André e os seus altares construídos de maneira simples. Apesar deste facto , a Igreja possuía, algumas imagens de enorme valor e que faziam com que a Igreja fosse valorizada.
No seu geral a igreja tinha uma arquitectura simples e de poucas pretensões. Essa simplicidade deve-se em grande parte á enorme falta de recursos existentes na altura. No entanto todas as qualidades da sua população fizeram com que crescesse entre eles um sentimento de que era necessário melhorar a imagem da sua igreja ou se possível construir uma nova Igreja. 
Esta segunda tese vingou e começou a crescer entre a gente de Lever a necessidade de se construir uma nova Igreja. O processo de construção da nova Igreja avançou rapidamente e foi construído então um novo templo para a povoação de Lever. 
Esta nova Igreja era ampla mas simples. Detinha uma enorme dignidade religiosa , com a sua torre sineira de altura bastante elevada. A primeira missa foi celebrada em 21 de Junho de 1973 num ambiente de grande festa . Com o surgimento desta Igreja surgiu igualmente uma espécie de café. Neste café , que se encontrava mesmo ao lado da Igreja , toda a Juventude da freguesia poderia divertir-se nas suas horas de lazer. 
Numa das suas dependências , existia uma Biblioteca Cônego Agostinho Cunha , onde estavam expostas obras extremamente valiosas.
Entre as actividade de que as gentes de Lever mais amam encontramos o desporto , nomeadamente o seu clube de Futebol , um Clube com uma enorme riqueza historia no panorama dos distritais da Associação de Futebol do Porto e que possui um interessante percurso nas edições da taça de Portugal, e a Musica. 
 A Freguesia orgulha-se do seu Clube , orgulhando-se igualmente da sua banda . Esta intuição com quase cem anos de existência possuí um trajecto glorioso ao longo da sua historia e tem enormes projectos para o futuro .
 Pretende continuar a ser uma referência para os jovens que se querem aventurar na musica e pretende um melhoramento das suas condições par que sejam dadas as melhores condições aos seus músicos.
Estas duas instituições da freguesia de Lever são dois exemplos de bairrismo sadio existente no concelho de Vila Nova de Gaia. 








Nesta freguesia temos as seguintes colectividades: Clube União Desportiva Leverense;Clube de Caçadores de Lever; Núcleo Cultural Desportivo Leverense; Assoc. de Esc. de Portugal Grupo N.º 133; Biblioteca Conego Agostinho Cunha; 





Fanfarra de Lever; Colombofilia; Rancho Folclórico de Lever; Folclórico Os Lirios; Rancho Folclórico St.º André; Assoc. de Soc. Mútuos "Nossa Senhora da Conceição".






No tocante á Industria a freguesia de Lever revela - nos o seguinte:
Tem uma enorme tradição na tecelagem, no curtumes e na planificação. Podemos ainda destacar ainda as cópulas de barro sendo estas as únicas a ser frabricadas em todo o pais.


Gastronomia
Savel Assado
Ingredientes
Azeite
Cebola
Limão
Louro
Pimenta
Vinagre
Sal
Salsa
savel
Modo de Preparo
1.  Tempere  o savel com sal, limão
2.  Ponha a assar sobre brasas de paus de videira
3.  Depois de bem assado , regue com uma boa cebolada
( cebola,azeite, vinagre, pimenta, louro e salsa ) 





Barragem de Crestuma

A barragem de Crestuma/Lever situa-se no distrito do Porto, no concelho de Vila Nova de Gaia. Entrou em funcionamento em 1985 e é alimentada pelo curso de água do rio Douro. Crestuma/Lever é uma barragem em gravidade, com 65 metros de altura.

Pertence à bacia hidrográfica principal do Douro e possui uma bacia hidrográfica própria de 5119,0 km2.
A sua albufeira tem uma capacidade total de armazenamento de água de 110 000 x 10m3, uma capacidade útil de 22 500 x 10m3, e apresenta uma superfície inundável ao NPA (Nível Pleno de Armazenamento) de 1298 hectares.
As cotas de água na albufeira são: NPA de 13,20 metros, e NMC (Nível Máximo de Cheia) de 21,50 metros e NmE (Nível Mínimo de Exploração) de 11,50 metros. A capacidade do descarregador é de 26 000 m3 /s e o escoamento médio anual é de 22 517 hm3.

2 comentários:

  1. Lá vivi até ao fim da barragem, que para mim é de Lever (antigas guerras), lá cresci e mais não posso dizer, de lá vim muito novo, não trazendo mais que memorias. Memorias estas que agora começam por se perder no turbilhão do tempo.
    Gostava de reviver ou reencontrar antigos amigos da barragem...

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    1. Eu nasci lá e também trabalhei na Barragem

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