domingo, 2 de outubro de 2011

FREGUESIA DE GODIM

REGIÃO                   NORTE
SUB REGIÃO            DOURO
      DISTRITO                 VILA REAL
                        CIDADE                PESO DA REGUA
       FREGUESIA        GODIM

Heráldica
Brasão: 
Escudo de negro, barco rabelo de ouro, mastreado e cordoado do mesmo, vestido de prata, carregado com sete pipas de ouro, realçadas de vermelho, vogante em campanha diminuta de três tiras ondasas de prata e azul; acantonados em chefe, dois cestos de prata com cachos de uvas de ouro, folhados de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: «GODIM».

História


Apenas o seu nome e a denominação de um ou outro dos seus pequenos lugares fazem lembrar a remota origem da sua propriedade e cultura, calculados principalmente pelas determinações contidas nos forais novos de Trás-os-Montes, mandados fazer por D.Manuel I. Um anfiteatro de pujantes parreiras com inicio na Cederma e fim no Vale.
Godim talvez não seja o nome mais antigo que da freguesia se conhece. 





Consta provir de Gothini ou Godinho - qualquer trunfo godo que quis, ou de quem quiseram perpetuar o nome, aplicando-o a um torrão fertilíssimo e pitoresco. Foi ainda denominada de “Vale” ou “Nateiro dos Quatro Caminhos ”, o que comprova que desde pelo menos a época visigótica, se cruzavam vias importantes neste local.




A denominação de Jugueiros derivou do facto de ter existido o “jugado” - Tributo que os “jugueiros” (lavradores que possuíam carros de bois) pagavam e que D. Afonso Henriques fez reverter a favor da coroa portuguesa. A origem etimológica de Ariz (um lugar da freguesia de Godim) será provavelmente Alarici ou Alarico, nome do rei dos visigodos. Mera, de mero, senhor que tinha um qualquer território a jurisdição civil e crime.

Godim foi sede de concelho até 1836, o qual integrava as freguesias de Godim, Loureiro, Fontelas, Mouramorta, Sedielos e toda a área de actual freguesia de Peso da Régua. Teve o primeiro foral dado por D. Afonso III, em Maio de 1205, em Bostelo. Teve dois forais dados por D. Sancho I e Foral Novo concedido por D. Manuel I, Em Évora, a 15 de Dezembro de 1519. Tal como a Régua, fez parte do concelho de Penaguião. A sua jurisdição nos moinhos da Firvida, para cujas correições não lhe era permitido atravessar o Couto da Régua, extinguiu-se com o seu concelho em 1836. Em Fevereiro de 1837 passou a fazer parte do concelho de Peso da Régua.Á medida que se afasta do centro urbano, 
 Godim vai acusando as marcas de ruralidade. Vale a pena admirar a Igreja Matriz, a casa da Quinta da Nogueiras (séc. XIX); a casa de Santa Maria (séc. XVIII); casa da Quinta das Casas Novas (séc. XVIII); e casa das Cerdeiras (séc. XIX). É, também, nesta freguesia que se encontra a maior parte das esculturas de ensino do concelho, várias instituições de solidariedade social e uma série de associações de promoção cultural.
Ao falar de Godim, há nomes que se impõem como o de D. Antónia Adelaide Ferreira, conhecida carinhosamente por “Ferreirinha” ou “Ferreirinha-da-Regua” pelas gentes da sua terra.
D. Antónia que nasceu no concelho de Godim no ano de 1810, viveu a sua infância na Casa de Travassos, vindo a falecer em 1896 na Casa das Nogueiras. 

António Bernardo Ferreira era o mais inteligente e de espírito mais comerciante. Quando ainda só se falava de um possível confronto das lutas liberais, meteu-se num barco rabelo e foi até Vila Nova de Gaia, onde vendeu os armazéns com todo o vinho por preço inferior ao praticado na altura. Quem não gostou deste negócio foi o irmão mais velho, porque os bens também eram dele e não fora consultado para o efeito.
Mas com o produto da venda compraram todo o vinho existente no Douro, transportando-o de seguida em carros de bois e récuas para a Figueira da Foz. 



Dois anos depois da sua morte, foi a Companhia Agrícola dos Vinhos do Porto, mais conhecida por “Casa Ferreirinha”. Seu avô Bernardo Ferreira, deixou três filhos, José, o mais velho, o António, e o mais novo, o Francisco. José Bernardo Ferreira, de grande bondade e respeito, foi o pai de D. Antónia Adelaide Ferreira, que seria mais tarde a grande administradora da maior casa agrícola do Douro.


Gastronomia


LEITE CREME

Ingredientes
·         1 litro de leite
·         Casca de 1 limão
·         1 ou 2 paus de canela
·         350 g de açúcar
·         60 g de farinha de trigo
·         6 gemas batidas
Modo de Preparo
  1. Ferva o leite com a casca de limão e o pau de canela
  2. Em uma panela, misture o açúcar e a farinha de trigo e adicione pouco a pouco o leite fervido, até envolver toda a mistura que, mexendo sempre, deverá voltar ao fogo para ferver até engrossar
  3. Adicione, pouco a pouco as gemas batidas ao creme, leve de novo ao fogo, apenas 2 minutos para cozinhar as gemas, sem parar de mexer
  4. Coloque o leite creme em uma travessa e, depois de frio, espalhe por cima um pouco de açúcar queime-o com a pá de torrar leite creme
Informações Adicionais
  • Obs.: O leite creme deve ser queimado.
    Algumas receitas dizem que se pode colocar caramelo por cima.
    O que deixa o leite creme saboroso é exatamente o açúcar queimado por cima.














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