sexta-feira, 8 de julho de 2011

FREGUESIA DE CACHOPO

rEGIÃO               ALGARVE
SUB  REGIÃO      ALGARVE
DISTRITO         FARO
CIDADE           TAVIRA
FREGUESIA   Cachopo


Orago - Santo Estevão
Área - 197,28 Km2
Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 08/11/2002

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História

Perdida entre vales e montes, Cachopo, antigamente denominado Vale de Cachopo, é conhecido como a aldeia mais típica do Nordeste Algarvio.
Pertence ao Concelho de Tavira e situa-se na Serra do Caldeirão.


Diz a história que Cachopo pertenceu à coroa e já existia em 1535 como sede de freguesia, fazendo parte, nessa época, do Concelho de Alcoutim. Foi em 1836, por força do decreto de 6 de Novembro desse ano que a referida freguesia passou a pertencer ao concelho de Tavira. Com isto, surgiu a necessidade de criar uma ligação da povoação de Cachopo à sede do seu novo concelho, demorando este processo cerca de 150 anos.


Ofícios
Convivendo com as gentes da Serra na "lida" do quotidiano, descobrimos a riqueza cultural que os envolve e o prazer com o qual desempenham as suas tarefas diárias, tarefas essas que variam de acordo com a época do ano, nomeadamente a ceifa que os ocupa durante o Verão e a colheita da azeitona no Inverno.
quando da realização destas actividades, este povo humilde e cristão faz transparecer a sua alegria e as suas crenças, cantando e invocando os santos protectores das culturas e dos animais.

Para além da ceifa e da colheita da azeitona, estas gentes também se dedicam à pecuária, ao artesanato, à apicultura, à pastelaria, à colheita de ervas aromáticas, à produção de enchidos e aguardentes, entre outros.
Embora a maior parte do tempo destas gentes seja ocupado na labuta da agricultura, quando as condições climatéricas os impedem de realizar o seu trabalho, dedicam-se a actividades lúdicas nomeadamente ao artesanato, que engloba uma diversidade de tarefas, como é o caso da tecelagem, fabrico de cestos, produção de pequenos objectos em latão, criação de arranjos ornamentais, rendas, tratamento do linho e produção de albardas.

Património

História
A criatividade deste povo não se restringe apenas à época em que vivemos, pois os vestígios do passado que existem na região provam que, desde os primórdios, esta população criou os seus próprios utensílios, fazendo, deste modo, a sua história.
Percorrendo a freguesia de lés a lés, encontram-se ruínas dispersas por montes e vales, mostrando a riqueza cultural de um povo, que desde sempre se destacou pela sua originalidade.

Alguns exemplos mais flagrantes são a Rocha da Moura, a Antas da Masmorra, a das Pedras Altas, a Fonte Férrea, os Moinhos de Vento e as Casas Circulares. 



Santo Estevão
Santo Estevão foi um dos sete primeiros Diáconos, nomeados e ordenados pelos Apóstolos. Este fazia prodígios e grandes sinais entre o povo, levando este a não resistir à sabedoria e ao espírito com que ele falava. Santo Estevão morreu apedrejado pelo povo, dizendo, "Senhor, recebe o meu espírito", "Senhor, não lhes contes este pecado". O dia deste Santo é a 26 de Dezembro. No entanto, devido a uma promessa feita pela população motivada pela ameaça de uma praga de gafanhotos que se aproximava da região, no segundo Domingo de Setembro, celebra-se uma festa como agradecimento ao padroeiro.
Paróquia de Santo Estevão
Segundo dados históricos, sabe-se que a Paróquia de Santo Estevão de Cachopo já existia no ano de 1535, embora a sua construção ainda não estivesse concluída.

 Antigamente, era composta por cinco altares (tendo o altar a invocação de Santo Estevão, nosso padroeiro), duas naves e sete confrarias. Devido ao estado de degração da igreja, esta foi reconstruída na década de 50, desaparecendo o seu aspecto arquitectónico e a sua valiosa talha dourada.


Anta das Pedras Altas e Anta da Masmorra

Localizadas a cerca de 1 Km do sítio da Mealha, estes túmulos que datam, provavelmente do 4º e 3º milénio a.C., são formadas por uma câmara de grandes pedras (anta ou dólmen) coberta em tempos passados por um monte de terra e pedra (mamoa). Deduz-se que eram utilizadas como sepulturas colectivas das pequenas comunidades sedentárias ou semi-sedentárias e que exerciam funções de âmbito religioso-social.
A “Anta das Pedras Altas” situa-se a cerca de 400 metros de distância da Mealha, localizada no topo de um serro onde é necessário ir a pé na parte final do caminho. A “Anta da Masmorra” situa-se antes de chegar à Mealha, na direcção de Alcarias de Pedro Guerreiro, continuando até aos Moinhos de Vento da Masmorra.

Arquitectura Serrana
As pequenas povoações da freguesia de Cachopo concentram-se em vales ou descem as encostas em socalcos. Não são montes de latifúndios, nem montes de lavradores. Não há ostentação de riqueza nem sinais de diferenciação.

De grande beleza é também o efeito produzido pelo contraste entre o branco ofuscante das paredes caiadas e a cor natural da pedra.
Em termos arquitectónicos as habitações de Cachopo são compostas de um só andar, de paredes construídas em xisto e pintadas com cal branca, nalguns casos surgem outras cores ou barras decorativas coloridas em redor das portas e janelas.
O telhado de duas águas é feito com traves de madeira, sobre os quais é disposto um forro de canas e sobre estas apoiadas as telhas.
Muitas das habitações da freguesia possuem lareiras ou fornos.
As chaminés características desta região, apresentam uma diversidade de formas, cores e decorações.

Casas Circulares
Conhecidas vulgarmente por palheiros, são edificações de pedra e com telhados de palha. Estas edificações de origem Pré-Histórica, servem para os agricultores guardarem a alimentação dos seus animais.

Podem ser visitadas no sítio da Mealha.





Moinhos de Vento
Construções típicas em que se aproveita a energia do vento para moer cereais (actualmente poucos há com essa função, pois, ou estão em ruínas ou convertidos em habitações).

Fonte Férrea                    Os gostos mudaram e por isso a Fonte Férrea deixou de ser local de lazer para os algarvios abastados fartos de viver à beira mar, que a procuravam pelas suas águas férreas em casos de anemia, escrofulismo e dismenorreia. É hoje um espaço agradável de visitar, possuindo uma piscina e espaço reservado a mesas para piquenique. À sua volta podemos observar sobreiros, palmeiras, oliveiras e vegetação silvestre.

Gastronomia



Sopa de Vagens (de feijão verde)

Ingredientes:
Feijão verde,
azeite,
batatas,
cenoura,
cebola,
alho,
batata doce,
sal
e frade.
Preparação:

1.  Põe-se ao lume uma panela com água, três ou quatro batatas descascadas.
2.  Depois um bocado de frade, cebola, um dente de alho, uma batata-doce, um pouco de sal e azeite.
3.  Põe-se a cozer e depois passa-se tudo pelo passe-vite e arranjam-se as vagens de feijão verde cortadas aos bocadinhos depois de bem lavadas.
4.  Coloca-se tudo na panela com os alimentos já ralados.
Verificam-se os temperos e deixa-se cozer lentamente em lume brando.

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