sábado, 11 de junho de 2011

FREGUESIA DE VERDERENA

rEGIÃO               LISBOA
SUB  REGIÃO      PENINSULA DE SETUBAL
DISTRITO         SETUBAL
CIDADE           BARRADA
FREGUESIA  Verderena



 Com apenas 1 km2 de área total, a freguesia é, actualmente, a zona mais densamente povoada do concelho do Barreiro, com 13.500 habitantes.






Está limitada a Norte pelo rio Tejo, a Sul pela via-férrea (incluindo a estação da CP), a Este pela Vala das Ratas, marinhas do Lavradio e a Rua Miguel Bombarda, a Oeste pelo rio Coina.


Criada a 4 de Outubro de 1985, foi uma zona rural, marcada também por uma indústria corticeira. Teve grande expansão em meados do século XX, com a explosão demográfica da área Metropolitana da Grande Lisboa e com o crescimento da cintura industrial da Margem Sul.


Considerada ainda muito nova, em termos de existência, o património cultural é por isso em número reduzido, mas com algum valor histórico. Refira-se o edifício do Bonfim, situado na rua Armindo de Almeida e, o edifício onde funciona a Escola Primária nº3, antiga Escola da Verderena.

Os grupos desportivos e recreativos Verderena, “Os Pantufas”, Unidos da Recosta e do Bonfim, são as colectividades que tomam a iniciativa de organizar as festas da região, nomeadamente as festas dos santos populares, celebradas no mês de Junho.
O artesanato e a gastronomia não são específicos desta freguesia, sendo que existem alguns ateliers de pintura e artes decorativas que ministram cursos nesta área à população.
O termo Verderena já aparece citado em documentos do Séc. XV, bem como na carta de D. Manuel I de 16 de Janeiro de 1521 na qual é constituida  Vila do Barreiro: ... fazemos do dito local do Barreiro Vila e queremos que daqui em diante se chame Vila Nova do Barreiro e a tiramos e desmenbramos do termo da dita vila de Alhos Vedros e lhe damos por termo assim como vai o caminho que vai do Lavradio direito ás casas da Verderena; assim com vai o dito caminho e das ditas casas, assim como vai o caminho entestar na marinha de João Roiz, ficando a dita marinha e os moinhos de Gaspar Correia dentro da termo da dita Vila do Barreiro...

O crescimento da Verderena procede a par com os desenvolvimentos do Barreiro e do país: a zona pecuária e agrícola, bem como a actividade piscatória e a exploração das marinhas de sal, posteriormente o transporte para Lisboa de todo o tipo de produtos para abastecimento da Capital e das naus dos descobrimentos antecedem o grande crescimento industrial, a linha do caminho de ferro, a indústria corticeira, a Central Eléctrica Bonfim, a Fábrica de Chocolates Tágides.

Hoje a Freguesia da Verderena caracteriza-se por ser uma zona urbana, com 11514 habitantes (Censos 2001) e menos de um quilometro de extensão em linha recta. Na sua área está em marcha o Projecto Polis que irá requalificar todas esta zona e permitir uma melhoria da qualidade de vida da sua população.

D. Afonso Henriques ou Henrique I – O Conquistador
1106 a 8 de Dezembro de 1185, Coimbra.
Filho do Conde D. Henrique de Borgonha e da Infanta Dª Teresa de Castela, arma-se cavaleiro a si mesmo em 112 na Sé de Zamora. Em 1128 vence os partidários de sua mãe na batalha de São Mamede. Em 1139 após a vitória contra os mouros na Batalha de Ourique passa a designar-se Rei de Portugal, Afonso I, sendo reconhecido como tal pelo Rei de Castela,  Afonso VII em 1143 e pelo Papa em 23 de Maio de 1179.
Conquista Lisboa aos mouros em 1147, conquista ainda Almada e Palmela no mesmo ano e Alcácer em 1160.
Do seu reinado destacam-se ainda a Fundação do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra em 1143.
Casou por volta de 1145 com D.ª Mafalda tendo os seguintes filhos: D. Henriques (morre na infância); D. Sancho; D. João; D.ª Urraca (Rainha de Leão); Dª Mafalda; D.ª Teresa e D.ª Sancha. O monarca teve ainda os seguintes filhos bastardos: D. Fernando Afonso; D. Pedro Afonso; D. Afonso e Dª Urraca.

















Convento da Madre

de Deus
da Verderena

 
Com a morte de seu marido, Álvaro Mendes de Vasconcelos, na batalha de Alcácer Quibir, Dona Francisca que não voltou a casar nem teve descendentes, dedicou parte importante da sua vida e fortuna pessoal, a uma obra com a qual deixaria o seu nome ligado à história do Barreiro: o Convento da Verderena.


A construção do Mosteiro da Verderena, o décimo sétimo da Província de Santa Maria da Arrábida, teve o seu início formal a 18 de Dezembro de 1591, dia consagrado pela Igreja Católica à expectação do parto de Nossa Senhora e daí a designação do orago: Nossa Senhora da Madre de Deus.
O edifício só ficaria concluído 18 anos depois, em 1609. A fundadora do Convento, Dona Francisca de Azambuja, descendia de uma das mais ilustres famílias barreirenses, cujas referências datam de finais do século XV.




Com a morte de seu marido, Álvaro Mendes de Vasconcelos, na batalha de Alcácer Quibir, Dona Francisca que não voltou a casar nem teve descendentes, dedicou parte importante da sua vida e fortuna pessoal, a uma obra com a qual deixaria o seu nome ligado à história do Barreiro: o Convento da Verderena.
A tipologia deste Convento inseria-se perfeitamente no contexto das edificações dos Franciscanos Arrábidos, cujo rigor imposto pelos Estatutos da Província, enunciavam com precisão e minúcia, todas as características arquitectónicas que as mesmas deveriam possuir, que privilegiavam as fórmulas de simplicidade e austeridade, procurando conciliá-las com soluções utilitárias e económicas.
Ao longo dos séculos, o edifício sofreu profundas alterações que lhe modificaram, sensivelmente, a fisionomia.
Do convento concluído nos primeiros anos do Século XVII, poucos são os elementos presentes, para além do pórtico da fachada Sul; entrada principal do estabelecimento; algumas cantarias (porta de acesso ao coro alto e outra para o exterior da cela), e um conjunto bastante variado de fragmentos azulejísticos, bem representativos deste período.


No início do Século XVIII, o edifício conventual foi todo remodelado por D. João António de La Concha, Contratador Geral do Tabaco, nos anos de 1707/1708, construindo-se então a Capela do Senhor dos Passos ou Capela pequena, como ficou conhecida. Após a extinção das Ordens regulares masculinas, ocorrida em 1834,

o Convento foi integrado nos Bens Nacionais e, depois de ter ido à praça por três vezes, foi arrematado em hasta pública em 1843, pelo Conselheiro Joaquim José de Araújo, por 965$00 rs. Muitos dos elementos do formulário decorativo religioso são «mascarados» e emparedados por forma a secularizar o antigo
edifício monástico, e o convento é então adaptado a palacete, de modo a corresponder às suas novas funções: residência e veraneio.

O imóvel manteve-se na posse desta família até ao princípio do Século XX, transitando então, para Guilherme Nicola Covacich, industrial têxtil barreirense.Em 1969, o Convento da Madre de Deus da Verderena é adquirido pelo município do Barreiro, já em estado de degradação. Depois de 25 de Abril de 1974, o Convento é utilizado para actividades de índole cultural.
Em 1995, a Câmara Municipal do Barreiro delibera a aprovação de obras de remodelação do Convento e integração paisagística dos terrenos circundantes, com vista à instalação no local de um espaço de múltiplas valências culturais. O projecto de restauro e recuperação do Convento da Madre de Deus da Verderena teve em consideração duas preocupações prioritárias – recuperar o traçado original do edifício e adaptá-lo a novas funcionalidades.

Desse modo, procurou-se criar um espaço aberto e dinâmico onde se cruzam as actividades culturais, a informação e o lazer. Instalou-se um Pólo da Biblioteca Municipal que dispõe de um Núcleo Multimédia e espaço Infanto-Juvenil. O antigo Refeitório dos monges é agora o Restaurante do Convento, onde os visitantes e utilizadores podem desfrutar de uma refeição num ambiente calmo e agradável. O Auditório, antiga Capela, é um espaço destinado à realização de conferências, reuniões, espectáculos, exposições, etc.,. No exterior, os jardins convidam ao encontro, conversa e lazer. Refira-se, ainda, a existência de um núcleo museológico.
Gastronomia
Farrafuza

 


Ingredientes:
- 2 dl azeite
- 2 cebolas
- 2 dentes de alho
- ½ kg de tomate
- Ovos
- Sal - q.b.
- Pimenta - q.b.
Preparação:


1.  Leva-se ao lume uma frigideira grande com as cebolas cortadas às rodelas e o azeite até a cebola ficar translúcida.
2.  Juntam-se então os alhos picados.
3.  Pelam-se os tomates e tiram-se as pevides, cortam-se aos bocados e juntam-se à cebolada.
4.  Depois de tudo cozido, colocam-se os ovos a escalfar, por cima da tomatada.
Acompanha-se com batatas cozidas.

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