domingo, 12 de junho de 2011

FREGUESIA DE URRA

rEGIÃO               ALENTEJO
SUB  REGIÃO      ALTO ALENTEJO
DISTRITO         PORTALEGRE
CIDADE           PORTALEGRE
FREGUESIA  Urra




Brasão
 Escudo de prata, uma infusa de vermelho entre uma espiga de trigo à dextra e um ramo de sobreiro à sinistra, ambos de verde; em chefe, uma vieira de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro em maiúsculas : “ URRA “.


Símbologia
A vieira - Representa Santiago – orago da freguesia.
A infusa - simbolizando a dádiva do leite na noite de Santo António.
A espiga de trigo e o ramo de sobreiro - Simbolizando as culturas de cereais e vegetação da região.


Também existem vestígios da presença romana, com cerâmicas à superfície. O padre Sotto Maior fala em terem sido encontradas moedas do tempo de Júlio César em São Tiago de Caiola. A igreja da São Tiago de Caiola data do século XVI e sofreu posteriores remodelações.

Bandeira
De verde, cordões e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.





A Urra é uma freguesia portuguesa do concelho de Portalegre, com 129,56 km² de área e 2.117 habitantes (2001). Densidade: 16,3 hab/km².


Monte dos Apóstolos

Referências históricas
O nome deriva, provavelmente, do latim horreum, que significa tulha, celeiro. Resultou da fusão das freguesias de Urra e de Caiola. Nesta freguesia encontram-se alguns dos mais antigos testemunhos da ocupação humana, concretamente exemplares da indústrias líticas (de pedra) na estação paleolítica do Monte da Faia e da Tapada do Falcão, e as antas de Entre-as-Ribeiras, do Campino da Abrunhosa, dos Fajardos e das Cabeceiras.

Também existem vestígios da presença romana, com cerâmicas à superfície. O padre Sotto Maior fala em terem sido encontradas moedas do tempo de Júlio César em São Tiago de Caiola. A igreja da São Tiago de Caiola data do século XVI e sofreu posteriores remodelações.
Monte dos Apóstolos

Estilo, história, qualidade e tranquilidade são, entre muitos outros, atractivos suficientes para visitar e permanecer no Monte dos Apóstolos. Casa apalaçado do início do século XIX cheia de estilo, situa-se na tranquila Freguesia de Urra onde a atmosfera acolhedora permite escapar às preocupações da vida citadina e apreciar uma paisagem de grande beleza natural.

No limite sul da área urbana da Freguesia de Urra localiza-se o Monte dos Apóstolos. Um monte familiar herdado, em 1965, por Manuel Elias Romão Martins que, desde os anos 90, reabilitou todo um importante conjunto arquitectónico de elevado valor patrimonial, dotando-o de óptimas condições para a actividade turística.


Como recorda o proprietário e obreiro desta unidade de turismo rural, comecei por preservar a parte agrícola que hoje alimenta 130 vacas e 150 ovelhas, e também o edifício para não ruir.





Alguns anos depois, e já na reserva, o capitão regressou às suas origens e decidiu avançar com o projecto de turismo rural que já tinha em mente. No S. Martinho de 2000 o turismo rural do Monte dos Apóstolos é inaugurado como uma aposta no contexto de uma complementaridade à actividade agrícola.
Nesta casa apalaçada onde é possível apreciar uma paisagem de grande beleza natural constituída pelo seu imenso sobreiral encontramos, no edifício principal, uma suite e cinco amplos quartos. Aqui, os quartos foram baptizados com nomes dos familiares do proprietário, e apenas um fugiu à regra. Manuel Elias foi buscar a designação a um episódio passado no Monte, e atribuiu a este quarto o nome do poeta José Régio.
Note-se que houve a preocupação de proporcionar a circulação de deficientes, com rampas no rés-do-chão, elevador e quarto com WC adaptado.
Já no local onde em tempos existiu uma antiga malhada de porcos situam-se dois quartos e duas suites, cujos nomes estão relacionados com as tonalidades com que as habitações foram decoradas.







O Monte dos Apóstolos dispõe ainda de duas amplas salas de convívio; um bar onde existe ainda um antigo forno a lenha, e uma piscina de água salgada, adequada para adultos e outra para crianças.




Com uma área muito extensa, há muito para fazer no Monte dos Apóstolos, sendo que os hóspedes podem usufruir de passeios pedestres, equestres e de moto4 pelo monte, circuitos pedestres, de bicicleta ou de trem.




Para ter capacidade de resposta para casamentos, Manuel Elias Martins investiu ainda numa cozinha semi-industrial, até porque no seu Monte existe uma capela muito antiga, que serviu de armazém desde a quedada Monarquia, e que agora recuperou com vista a poder também realizar matrimónios. Tentamos criar aqui as melhores condições possíveis dentro das limitações das possibilidades financeiras para atrair e fidelizar os clientes, assegura o proprietário, realçando que o seuturismo rural tem a vantagem de estar no campo sem ter o seu inconveniente que é o isolamento.

Nesta casa repleta de estilo e onde a atmosfera acolhedora permite escapar às preocupações da vida citadina, respira-se tranquilidade e bem-estar. As portas estão abertas para bem receber quem queira conhecer este monte que já foi pertença da Monarquia.


















Gastronomia
Sopa de Sarapatel
Ingredientes:

Fressuras de borrêgo
Sangue de borrêgo cozido (facultativo, quase impossível de obter)
Banha de Porco
Azeite Virgem
Cebola
Alho
Louro
Colorau
Pimenta em grão
Piri-piri
Hortelã
Cominhos
Vinagre
Pão
Vinho branco


Preparação:
1.  Faz-se um refogado com banha, azeite, cebola picada, alho, louro, colorau, pimenta em grão, piri-piri em baga, a gosto, um ramo de salsa e as fressuras de borrego cortadas em pedacinhos muito pequenos.
2.  Depois de tudo estar bem refogado, rega-se com vinho branco e água, põe-se ao lume em panela tapada até as carnes estarem bem cozidas (vê-se pela tenrura do coração),.
3.  Assim que tudo estiver cozido, tempera-se com um ramo de hortelã, cominhos esmagados e um golpe de vinagre,
4.  deixa-se ferver mais um pouco e adiciona-se, se tiver sido possível arranjar, o sangue do borrego, previamente cozido e esfarelado.
5.  Entretanto, corta-se o pão às fatias para uma terrina e, por cima, colocam-se novos raminhos de hortelã e algumas rodelas de laranja cortadas finas e com casca, regando-se tudo com o caldo preparado.
6.  Abafa-se bem e, no momento de servir, enfeita-se a superfície com mais rodelas de laranja.

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