Apresenta um clima temperado mediterrâneo caracterizado por invernos amenos e curtos e verões longos, secos e quentes.
Aspectos Geográficos
A freguesia de Albufeira, concelho de Albufeira, situa-se no distrito de Faro, na região do Algarve. É limitada por 3 freguesias: a oeste Guia, a este Olhos de Água, a Norte Ferreiras e a sul pelo Oceano Atlântico, ocupando uma superfície de 30,7 km2.
O natural ou habitante de Albufeira denomina-se albufeirense.
Apresenta um clima temperado mediterrâneo caracterizado por invernos amenos e curtos e verões longos, secos e quentes.
História
Albufeira é marcada pela sua longa história, que remonta ao período neolítico e à idade do bronze. O nome de Albufeira provém da designação árabe "Al-Buhera", diminutivo de "Baron", que significa Castelo do Mar, aquando da invasão árabe na região. No entanto, segundo estudos, a primeira povoação de que há memória na região de Albufeira é a dos Romanos. Esta primeira civilização, cujo nome inicial era Baltum, introduziu o conceito de organização administrativa e desenvolveu uma intensa actividade agrícola, mineira e comercial, tendo sido construídos aquedutos, estradas e pontes, dos quais ainda existem alguns vestígios. Quando da invasão árabe em 716, que aqui permaneceram durante cinco séculos, existiu na região uma grande prosperidade com o desenvolvimento da agricultura tornando-se Albufeira num importante porto comercial com as trocas realizadas com o Norte de África.

A herança deixada por estes e a sua influência ainda resistem no presente, como as famosas e tradicionais chaminés Algarvias, as casas brancas com janelas características bem como uma série de culturas, técnicas e formas de viver. Foi a partir do final do séc. XII que se iniciou a conquista cristã da região.
Após décadas de conflitos, a tomada da vila aos mouros deu-se definitivamente em 1249 com os Cavaleiros da Ordem de Santiago no reinado de D. Afonso III, e doada à Ordem Militar de Aviz, tornando-a assim parte do reino de Portugal e dos Algarves. A 20 de Agosto de 1504 (data em que se comemora o feriado municipal) D. Manuel I concedeu o Foral à Vila de Albufeira, sendo regida pelas leis do resto do país. A catástrofe que ocorreu com o terramoto de 1755 e as vagas do maremoto provocado por este deixou a povoação de Albufeira praticamente destruída, provocando 227 vítimas, tendo sido necessárias várias décadas até Albufeira começar a sair da miséria.
Em 1833, durante a guerra civil entre absolutistas e liberais, Albufeira foi cercada e atacada pelos soldados do Remexido: um chefe popular absolutista que danificou profundamente a vila e executou grande número dos seus habitantes. Resistiu durante quatro anos contra as tropas regulares do governo. No início do século XIX a economia de Albufeira estava demasiado frágil com a actividade piscatória em decadência e agricultura a passar por maus anos agrícolas. No entanto ocorreu alguma expansão urbana com o nascimento de novas ruas.
A partir de meados do século XIX, paralelamente ao resto do Algarve verificou-se em Albufeira um crescimento da actividade piscatória, que se iria intensificar no início do século XX, com o aparecimento da Industria Conserveira. Este crescimento, teve o período áureo de 1922/24 com o pescado a atingir valores elevados reflectindo-se numa fase de prosperidade para toda a actividade ligada à pesca. Os anos entre 1930 e 1960 foram tempos complicados em que a abundância deu lugar à miséria, devido à decadência das embarcações e ao encerramento de fábricas o que motivou o abandono de metade da população de Albufeira tornando-se a pesca numa actividade de subsistência.
A partir de 1960, o turismo começou a florescer e tem estado em franco desenvolvimento até aos dias de hoje tendo-se tornado num dos destinos turísticos preferidos da Europa.
Toponimia:
Toponímia é uma das divisões da onomástica que estuda os topónimos, ou seja, nomes próprios de lugares, da sua origem e evolução. A palavra é derivada dos termos gregos τόπος (tópos), lugar, e ὄνομα (ónoma), nome, literalmente, o nome de um lugar. Além dos nomes de localidades
(cidades, vilas, municípios, províncias, países etc.), a toponímia estuda oshidrónimos, nomes de rios e outros cursos de água; os limnónimos, nomes de lagos; os talassónimos; nomes de mares e oceanos; os orónimos, nomes dos montes e outros relevos; os corônimos, nomes de subdivisiões administrativas e de estradas, entre muitos outros. De acordo com a lei em vigor, compete às Câmaras Municipais a atribuição e a denominação das Avenidas, Ruas, Travessas, Becos, Pracetas e Largos das povoações, bem como a numeração dos seus edifícios.
Gastronomia
Centro Internacional, Albufeira prima por uma culinária rica e diversificada. A grande variedade de restaurantes oferece-lhe, desde pratos regionais às mais refinadas especialidades da cozinha Francesa, Italiana, ou Alemã.
Região ligada ao mar, os pratos de peixe e marisco constituem uma presença marcante na gastronomia. A sardinha, o linguado, o robalo, são sempre frescos e deliciosos. A lagosta e as gambas, um verdadeiro "Manjar dos Deuses". A caldeirada, mistura dos mais variados peixes com batatas, pimentos e salsa é um dos pratos mais apreciados e primorosamente confeccionado pelos pescadores.
As amêijoas na cataplana, o arroz de marisco, os choquinhos com tinta e a salada de polvo são especialidades a que não deve resistir!
O atum, abundante na costa até princípios da década de 70, destacou-se há muito na gastronomia algarvia, sendo cozinhado de diversas formas.
Isto não esquecendo o Xerém (papas de milho) as favas e as ervilhas à algarvia, com um bom vinho algarvio a acompanhar.
No final da refeição, não deixe de experimentar todos os doces confeccionados à base de amêndoas, gila e figos, mas prove também os bolinhos de alfarroba e os famosos D.Rodrigos.
D. Rodrigo
Ingredientes:
· ½ dl de água
· 250 grs de açúcar
· 250 grs de fios de ovos
· 4 gemas
· 50 grs de miolo de amêndoa ralada
· canela em pó q.b.
Confecção:
1. Leve ao lume 200 grs de açúcar coberto de água e deixe formar ponto de pérola. 2. Retire do lume e misture as amêndoas.
3. Deixe que fique morno, junte as gemas e leve novamente ao lume, mexendo até engrossar.
4. Polvilhe com um pouco de canela em pó.
5. Com o restante açúcar e água faça uma calda em ponto de fio. 6. Coloque a calda numa frigideira e leve ao lume.
7. Quando ferver, deite os fios de ovos e, sobre estes, a mistura feita com o açúcar, as amêndoas e as gemas.
8. Com a ajuda de duas espátulas, enrole os fios de ovos em volta do recheio, envolvendo-o completamente.
9. Deixe alourar e retire da frigideira.
10. Corte 6 quadrados de folha de papel cristal e outros tantos de papel prata colorido com uma dimensão ligeiramente superior.
11. Separe a preparação em quantidades iguais pelos quadrados, una as pontas de cada um e enrole-as, dando forma de uma pirâmide tosca.
12. Depois de frios, os Dom Rodrigos estão prontos para fazer as delícias de todos… BOM APETITE!
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Albufeira antiga
Marina

Marina

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N. S, do Orago

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