sábado, 21 de abril de 2012

FABIO JUNIOR - A CUMPLICE

BOLO REI

Bolo Rei
Colaboração de José Botão
Técnico de Pastelaria
Ingredientes:
Para o fermento:
      
  • 250grs de farinha s/fermento
  • 60grs de levedura (fermento de padeiro)
  • 125grs (+-) de água
  • 1000grs de farinha s/fermento
  • 200grs de açúcar
  • 200grs de margarina
  • 200grs(+-2dl) de água ou leite magro
  • 300grs( 6 ) ovos
  • 15grs de sal
  • 100grs de bebidas ( rum, porto aguardente, etc.)
  • 600grs de fruta cristalizada sortida picada
  • 150grs de frutos secos (noz, pinhão amêndoa, etc.)
  • 250grs de sultanas
Confecção:
1.   Amassar os ingredientes referidos 1º, fazer uma bola e tapar. 
2.   Bater o açúcar com a margarina juntar os ovos aos poucos a água ou leite, as bebidas e o sal,
3.   juntar a farinha e amassar bem +-10 minutos,
4.   juntar o fermento feito anteriormente e amassar até que a massa ganhe liga (elastecidade). 
5.   Deixar a massa repousar +-5 minutos. 
6.   Juntar as frutas e amassar só o necessário para envolver bem as frutas. 
7.   Deixar levedar pelo o menos 1 hora tapado com um plástico. 
8.   Dividir em peças\com o peso desejado ex: 500grs enrolar em bola e deixar repousar 10 minutos tapados. 
9.   Colocar o cotovelo no centro da bola e carregar,
com as mãos fazer uma argola não muito fina,
10.               colocar em tabuleiro levemente untado, pintar com ovo batido, 
11.               polvilhar com pinhão ou amêndoa granulada ou outro, 
12.               decorar com as frutas habituais e deixar levedar no tabuleiro +- uma hora,
13.               cozer á temperatura de +-180º-200º tempo de cozedura para peças de +-500grs 25-30 minutos. 
14.               Ao sair do forno pintar com brilho(geleia) e colocar montinhos de açúcar em pó.

OBSERVAÇÕES: quando me refiro a farinha s/fermento refiro-me ás que não contêm fermento em pó.
FERMENTO EM PÓ  - fermento quimíco (Banking power).
LEVEDURA -fermento de padeiro =fermento biológico.
E quando coloco +- é porque há farinhas que absorvem mais líquido que outras por isso não juntem logo a totalidade de água ou leite nas massas juntem +-80% e depois se precisar deitem o resto
.

RUI LAGE - MORAL DA HISTORIA


Moral da história

Deixamos passar o outono, o inverno,
a primavera, o verão,
e fazemos de conta que lhes sobrevivemos
como se tudo não passasse
de inofensiva e reversível
sucessão.

Passeamos de mãos dadas,
temos filhos e casamos,
pedimos a reforma,
partilhamos o gelado na praia
junto à rebentação,
apertamos o casaco na gola
quando as folhas se deitam,
pisamos papoilas em caminhos
de aldeias abandonadas,
olhamos a água no tanque
quando levamos o cão à rua
de madrugada,
e dizemos: é isto a vida, é isto
o real
(e assim nos enganamos)
como meninos
livres para brincar junto do poço
enquanto a mãe não está a olhar
ou fala ao telefone,
ou prepara o almoço. 
RUI LAGE

FRAPÊ MANGA ADEM

Frapê Manga Adem

Ingredientes

·         Para cada litro de leite gelado
·         1 manga de aproximados 300g sem fiapos (adem, tommy...)
·         1 lata/caixinha de leite condensado
·         1 formada de gelo de leite*
·         Açúcar se necessário

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador até que amanga e o gelo estejam bem triturados.

Informações adicionais

* Sempre colocar uma forma de gelo com parte do leite a ser usado na receita no congelador para evitar usar gelo de água e aguar o frapê... Garanto que fica mais gostoso, mas caso queira usar gelo comum, use, não haverá prejuízo à receita.

PTN - NOTICIAS DE PORTUGAL E DO MUNDO



sexta-feira, 20 de abril de 2012

FREGUESIA DE NAVE DE HAVER

REGIÃO              CENTRO
SUB REGIÃO       BEIRA INTERIOR NORTE
DISTRITO            GUARDA
CIDADE             ALMEIDA
FREGUESIA        
NAVE DE HAVER
Heráldica
Brasão: 
Escudo de azul, dois pares de bandarilhas de prata, guarnecidas de vermelho, passadas em aspa; em chefe, saco de contrabandista de prata, atado de vermelho; em campanha, bocal de poço de prata, lavrado de negro, com ferros e corda do mesmo. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «NAVE de HAVER».


Bandeira: 
Branca. Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.


Selo: 
Nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Nave de Haver - Almeida».

Historia
 Nave de Haver localiza-se na margem direita da Ribeira de Tourões, da qual se encontra a 3,5 Km aproximadamente. Esta freguesia dista 25 Km do concelho de Almeida, 8 Km de Vilar Formoso e 45 Km da Guarda. 
Outrora, Nave de Haver fora curato de Vilar Maior. No século XVIII, Poço Velho, lugar anexo a Nave de Haver, fora termo de Castelo Bom e Bispado de Pinhel. Nave de Haver possui uma área de 80 Km2, aproximadamente. Esta freguesia do concelho de Almeida encontra-se limitada pelas freguesias de Malhada Sorda, Freineda, Batocas, Vilar Formoso, Fuentes de Oñoro, Espeja e Almedilla del Chozo (do lado de lá da raia). 

A origem do topónimo Nave de Haver admite várias interpretações. O substantivo “nave” remete para a origem vasconça “nabe”, através do português arcaico e do castelhano “nava(s)”- Nave(s), tendo como significado, planície ou planura cercada de montanhas. 
Relativamente à palavra castelhana “haberio”, esta remete-nos para a actividade agrícola, visto significar animal de carga, gado ou conjunto de animais domésticos à disposição do seu senhor. 



Na região de Salamanca, a palavra “averar” tinha grande uso, significando a condução de gado pela beira dos campos cultivados. No que toca ao nascimento desta freguesia raiana, é possível que tenha surgido no século XII, embora nem sempre tenha conservado a actual denominação. 

Nave de Haver tem por orago São Bartolomeu. Segundo a voz do povo, este Santo aparece associado ao diabo, visto ser o único dos doze apóstolos de Cristo com poderes absolutos de o dominar, libertando o "moço" (nome por que é conhecido o diabo) apenas a 24 de Agosto (dia de São Bartolomeu), com o intuito de evitar a sua revolta por estar preso todo o ano. Acredita-se ainda que no dia do Santo acontecem muitos acidentes e por isso os crentes procuram fazer apenas trabalhos menores e pouco perigosos. São Bartolomeu é o Santo padroeiro dos objectos perdidos, esposas enganadas e outros milagres extraordinários. Aquando de uma oferta ao Santo, o povo nunca se esquece do "moço", por receio de que, menosprezando-o, este se possa ofender e vir a vingar-se. No imaginário e na memória dos habitantes de Nave de Haver perduram as histórias do tempo do contrabando e da emigração, sendo estas confirmadas por alguns contos da freguesia. Algumas destas narrações já foram publicadas no Boletim Paroquial “Nordeste”, entre elas destacam-se: O conto dos cachorrinhos de oiro; Manuel Hilário e Emigrantes.
Em Nave de Haver faz-se há anos atrás a exploração de volfrâmio por processos artesanais e com a mercantilização a ser objecto de contrabando. Relevo especial merecem as "arcoses" de Nave de Haver, onde há uma formação superficial de aluviões que apresenta uma concentração de minério (cassiterite e limonite) que justifica a sua exploração. Era famosa  a produção de telha artesanal e aqui localizavam-se os únicos telhais do concelho que mobilizam muitas famílias. 
Nave de Haver é 4ª freguesia mais populosa do concelho de Almeida, com 41,14 km² de área e 358 habitantes (2011). Densidade: 8,7 hab/km².
 Integra também a freguesia de Nave de Haver.
Situa-se junto à raia, a cerca de 3,5km da margem direita da ribeira de Tourões, afluente da margem esquerda do rio Águeda. Dista 22km de Almeida e 8km de Vilar Formoso.
 A igreja paroquial é sob a invocação de São Bartolomeu Apóstolo. Em 1940 contava com 1521 habitantes, mas a sua população tem vindo a sofrer um acentuado decréscimo, cifrando-se o volume actual de 358 habitantes. Resta ainda referir a localidade anexa de Poço Velho, que no século XVIII foi termo de Castelo Bom e Bispado de Pinhel.
 Nesta freguesia, todos os anos na 2ª semana de Agosto vão muitos turistas e familiares das pessoas que lá vivem, para verem a festa tradicional dessa mesma freguesia. Essa festa começa de manha por volta das 7:30h, que é quando as pessoas,residentes dessa freguesia, turistas e familiares, vam buscar os touros que estam acompanhados por cabrestos(toros maços)ao lameiro.
No caminho para a praça os touros são levados por cavalos que os rodeiam. Ao "lado" dos cavalos vão tractores e motos.
Depois de irem buscar os touros ao lameiro soltam-nos numa praça que está à entrada da freguesia. Na hora do almoço as pessoas costumam comer e beber nas barracas que abrem a porta da praça, de dia e de noite. Enquanto que a maior parte das pessoas come e bebe, outras estam a cubir os chires dos touros com tropeções, para não aguar as pessoas a quem marrarem.
Depois do almoço voltam todos para a praça, para verem a largada. Ai as pessoas "brincam" com os touros, saltando por cima e passando por frente deles.

Património
Património Edificado:
 Praça de Touros – Urbano / séc. XXI (2003)
Fontanário e Tanque – Urbano / séc. XIX
Património Religioso:


Igreja Matriz – Urbano / séc. XVI / XVII (Maneirista)
Igreja de N. Sr.ª da Conceição em Poço Velho / séc. XVII (Maneirista)


Capela de S. Pedro – Urbano / séc. XVIII (Conjectural)
  • Capela do Santo Cristo – Urbano / séc. XVIII (Conjectural)
  • Capela de St.ª Bárbara – Urbano / séc. XVIII (Conjectural)
Património Natural e Lazer:








“Arcoses” Minerais (Cassiterite e Limonite) - Rural


Biótico de Carvalho Negral na Zona do Carril - Rural
Tradições
Adicionar legenda

Festas e Romarias
Santo António (13 de Junho)
Santíssimo Sacramento (Julho)
Nossa Senhora de Fátima (15 de Agosto)
Santa Bárbara (4 de Dezembro)
Imaculada Conceição (8 Dezembro)
S. Bartolomeu
Gastronomia
Cabrito
Borrego assado
Enchidos
Doce de Abóbora
Salada de Meruges.
Pão de Ló,
Marmelada,
o Doce de Tomate e Cereja,
a Bola Doce e a Bola Parda.
Gastronomia

DOCE DE ABÓBORA
Ingredientes:
1 kg de abóbora amarela sem casca nem pevides
750g de açúcar
raspa de 1 laranja
1 pau de canela
Preparação:
1.   Deita-se dentro de uma panela a abóbora bem lavada, sem casca, nem pevides e cortada em pedaços pequenos.
2.   Junta-se-lhe o açúcar, a raspa de laranja e o pau de canela.
3.   Mexe-se para misturar tudo e leva-se a lume brando para cozer lentamente.
4.   De vez em quando mexe-se com uma colher de pau (cuidado porque tem tendência a salpicar), para não pegar ao fundo e
5.   deixa-se atingir o ponto de estrada (quando se deita um pouco de doce num prato e ao passar com a colher de pau, forma-se uma "estrada").
6.   Retira-se do lume e deixa-se arrefecer, deita-se dentro de frascos.
É óptimo servido com nozes.
Artesanato
Cadeiras em vime