sexta-feira, 4 de março de 2011

FREGUESIA DE FATIMA




 

BRASÃO: escudo de azul, imagem de Nossa Senhora de Fátima, com auréola de ouro, entre e a áurea è dextra e um de azinheira, de ouro, à sinistra. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda e negro, em maiúsculas «FÁTIMA».
BANDEIRA: esquartelada de azul e amarelo. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.  
SELO BRANCO: nos termas da lei, com a legenda «Junta de Freguesia de Fátima: Ourém».




IMAGEM: Nossa Senhora apareceu, foi vista por três crianças e foi pela descrição delas que foi feita a imagem. Não pode haver símbolo mais forte para representar a Freguesia de Fátima, no seu brasão e na sua bandeira. Por isso a imagem aparece no centro do escudo, ligeiramente abaixada para significar a "descida" de Nossa Senhora à Terra, figurando a imagem no lugar principal do escudo.
É de branco (termo correcto em Heráldica: Prata), a cor natural e predominante da imagem que está no Santuário. Não tem espaço por cima ocupado, para indicar que veio de "cima", ou seja do Céu. Habitualmente a imagem de Nossa Senhora de fátima é representada com a coroa real, de ouro, e com os três pastorinhos ajoelhados. Em rigor Heráldico, a imagem a quem compete a coroa é a Nossa Senhora de Vila Viçosa, a quem El-Rei D. João IV ofereceu a coroa. Não consta que os pastorinhos tenham visto "uma Senhora coroada"


FUNDO DO ESCUDO: É de azul, também cor de Nossa Senhora na Herádica.
COROA MURAL: Compete coroa mural de prata de quatro torres, por a Freguesia ter sede em Vila.
LISTEL: É de branco. O conjunto coroa mural de branco e imagem de branco, aponta para que o listel seja também de branco. Nele consta apenas a palavra "FÁTIMA", uma alusão subtil àquela que se diz ter dado o nome ao lugar: Fatema ou Fatma, a moura nobre que foi cativa do Cavaleiro Templário Gonçalo Hermingues, com que se casou depois de se converter ao catolocismo, tomando o nome de Oriana ou Ouriana (dando origem ao nome de Ourém, nome do Município a que a Freguesia de Fátima pertence), donde proveio uma senhora que, pela sua conversão e pelo seu casamento, se tornou portuguesa de pleno direito


BANDEIRA: Está dividida em oito quadrados. Tem de se tirar a cor ou as cores de algo contido no escudo. Foi escolhida a cor amarela/azul, aquela que estéticamente, liga melhor com a cor do escudo. De acordo com as regras, o cordão (à volta da bandeira/estandarte) e as borlas, são de ouro e azul. por lei, a haste e lança são de ouro.

Fátima é uma cidade que pertence ao concelho de  Ourém, situada em pleno Maciço Calcário Estremenho, nos contrafortes da Serra de Aire, a cerca de 300 metros acima do nível do mar. O seu clima é caracterizado por alta pluviosidade (cerca de 1.400 mm de média anual), verões quentes e secos.

RAMO DE AZINHO: Tem três significados, no primeiro para simbolizar a azinheira onde a Virgem "pousou", no segundo para simbolizar o orágo da Freguesia, Santo António, que em Heráldica se representa por um dos seus atributos: uma cruz com doze cascudos de azinho, e no terceiro a par com a rosa heráldica, simboliza a agricultura e a ruralidade da Freguesia.
ROSA HERÁLDICA: Na parte de cima, à esquerda de quem olha, está uma rosa Heráldica, figura que simboliza a agricultura e a ruralidade da Freguesia, e também Nossa Senhora a Rosa Mistica. Neste caso simboliza a "Rosa de Ouro", uma oferta raramente concedida, por grande dignidade, pela Santa Sé, que galardoou o Santuário com a mencionada "Rosa de Ouro", que simboliza e representa também a Basílica, as Igrejas, as Capelas, e mais lugares de oração, recolhimento e estadia religiosa de Fátima. Não há forma consagrada em Heráldica para representar templo, por fachada, por exemplo. Equilibra-se com o azinho. Convida à oração e sugere os famosos sinos da Basílica, cujo som é transmitido para todo o Mundo pela Rádio e TV.

BANDEIRA: Está dividida em oito quadrados. Tem de se tirar a cor ou as cores de algo contido no escudo. Foi escolhida a cor amarela/azul, aquela que estéticamente, liga melhor com a cor do escudo. De acordo com as regras, o cordão (à volta da bandeira/estandarte) e as borlas, são de ouro e azul. por lei, a haste e lança são de ouro.
A Freguesia de Fátima foi fundada em 1568, após a sua desagregação da Colegiada de Ourém. Até 1917, Fátima era uma aldeia desconhecida que nasceu num descampado, voltada para a pastorícia e para a agricultura de sequeiro. Tornou-se mundialmente conhecida pelas aparições marianas aos três pastorinhos (Lúcia, Francisco Marto e Jacinta Marto) que aí tiveram lugar entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.


 A cerca de um quilómetro de Fátima, fica Aljustrel, a pequena aldeia onde nasceram os três pastorinhos. Para ocidente, próximo de Aljustrel, ergue-se a Loca do Cabeço, minúsculo aglomerado de rochas onde, em 1916, o Anjo apareceu, duas vezes, aos três pastorinhos.
Dois quilómetros a oeste de Fátima, estende-se uma das muitas depressões chamada Cova da Iria, o lugar onde Nossa Senhora apareceu cinco vezes aos videntes. Noutro pequeno vale chamado Valinhos, entre Aljustrel e a Loca do Cabeço, fica o sítio, onde a Virgem apareceu também uma vez.





A construção do Santuário de Fátima trouxe desenvolvimento ao local, logrando ser elevada a cidade em 12 de Julho de 1997. Actualmente, houve um movimento na freguesia, movido pelo sector económico desejando a criação de um município autónomo do de Ourém.
No entanto, o projecto de criação do dito concelho, liderado pelo engenheiro Júlio Silva (ex-presidente da Junta de Freguesia), foi vetado em Julho de 2003 pelo Presidente da República Jorge Sampaio, o que não causou na altura grande discordia por parte da população.
A história de Fátima está permanentemente associada à existência de três crianças: Lúcia e seus primos, Francisco e Jacinta Marto, que a 13 de Maio de 1917, guardavam o rebanho à sombra das azinheiras de um lugar chamado Cova da Iria e vislumbraram um clarão, a aparição de uma “Senhora vestida de branco”, onde agora se localiza a Capela das Aparições.


Aparecendo às crianças, a Abençoada Virgem Maria disse que havia sido enviada por Deus com uma mensagem para cada homem, mulher e criança no nosso século. Apareceu num momento em que a civilização estava a ser castigada pela guerra e a violência sangrenta,
 Ela prometeu que o Céu daria a paz a todo o mundo se os seus pedidos de oração, reparação e consagração fossem escutados e obedecidos.


Nossa Senhora de Fátima explicou às crianças que a guerra é um castigo do pecado e advertiu que Deus seguiria castigando o mundo pela sua desobediência ao Seu Desejo através da guerra, da fome e da perseguição da Igreja, do Santo Padre e dos fieis católicos.
 A Virgem pediu-lhes que rezassem muito pelo bem do mundo, e anunciou que voltaria durante os próximos meses, a todos os dias 13. A última Aparição ocorreu no mês de Outubro, sendo presenciada por cerca de 70.00 peregrinos que assistiram ao Milagre do Sol.

A Mensagem de Nossa Senhora ao mundo baseia-se no que se tem vindo a chamar o "segredo", que ela confiou às três crianças videntes em Julho de 1917. O segredo realmente consiste em três partes. A primeira parte do segredo foi uma horrível visão do inferno "aonde vão as almas dos pobres pecadores". A segunda parte do segredo profetizou especificamente o início da Segunda Guerra Mundial.


A última parte do segredo (muitas vezes chamada o "Terceiro Segredo") foi escrita por Lúcia dos Santos, em 1944 e está na posse da Santa Sé desde 1957.
Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.



Para assinalar o local das Aparições construiu-se um arco de madei ra com uma cruz.
A pequena árvore a pouco e pouco foi desaparecendo levada por peregrinos.













Em 6 de Agosto de 1918, com as esmolas dos fiéis iniciou-se a construção de uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora, feita de pedra e cal coberta de telha com 3,30 metros de comprimento , 2,80 metros de largura e 2,85 metros de altura. Foi a primeira construção do actual recinto de oração.

Fátima é hoje por muitos considerada como o Altar do Mundo, onde cheira a promessas e velas queimadas e onde acorrem milhões de peregrinos movidos pela maior força do mundo: a fé.
Fátima, cidade da Paz. Terra de Milagres e Aparições

PATRIMONIO

























Gastronomia
Couves de Azeite
Ingredientes
Couves
Água
Sal
Batata
Feijão branco ou manteiga
Azeite
Modo de Preparo
1. Cortam-se as couves bem miúdas
2. Cozem-se em água e sal
3. Adicionam-se pedacinhos de batata, feijão branco ou manteiga
4. Num prato fundo miga-se broa a mão
5. Por cima coloca-se as couves escorridas
6. Adubam-se com azeite abudantemente
7. Comem-se com azeitonas, uma isca de bacalhau assado ou umas petingas assadas ou fritas






 


quinta-feira, 3 de março de 2011

Ditoso seja aquele que somente - CAMOES

Ditoso seja aquele que somente
 

Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.
                            Luís de Camões

PTN - NOTICIAS DE PORTUGAL E DO MUNDO

FREGUESIA DE ENXARA DO BISPO














REGIÃO               centro
SUB  REGIÃO   GRANDE LISBOA    
DISTRITO         LISBOA
CIDADE            MAFRA
Freguesia  Enxara do Bispo



Enxara do Bispo é uma freguesia portuguesa do concelho de Mafra, com 17,96 km² de área e 1.647 habitantes (2001). Densidade: 91,7 hab/km².

História
Dominada pela silhueta majestosa da Serra do Socorro, a história desta freguesia remonta à origem, que se crê muito antiga, da povoação de Enxara dos Cavaleiros, que recebeu foral de D. Manuel I em 1519.

Pertencia ao Concelho de Enxara dos Cavaleiros, extinto em 1855, pelo qual passou para o de Mafra.

Património
A paisagem é dominada por uma ruralidade muito acentuada, sendo notável o património edificado, especialmente o religioso.
 Como principais templos apontam-se a Igreja de Nossa Senhora da Assunção e a Capela do Espírito Santo, em Enxara do Bispo, a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, em Enxara dos Cavaleiros, a Capela de Santa Comba, em Vila Pouca, e a Ermida de Nossa Senhora do Socorro, na Serra do Socorro.
Apesar de não se saber ao certo a data de construção da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, dá-se quase como certo pertencer ao período manuelino, como indica a inscrição existente no exterior, que data a sua sagração de 1534 pelo Bispo D. António. Devido ao terramoto de 1755 ruiu a abóbada da única nave.


 

Apresenta azulejos setecentistas na capela-mor, representando cenas da vida de Nossa Senhora, e ainda um arco quinhentista no acesso ao baptistério, uma pia baptismal e duas de água benta manuelinas.
Capela do Espírito Santo

A Capela do Espírito Santo foi Igreja Matriz quando esta ruiu em 1755. Possui duas portas de estilo manuelino, sendo a principal quadrilobada, com animais fantásticos, elementos vegetativos e cordame. O seu interior alberga uma pia de água benta igualmente manuelina.











Gastronomia
Filetes de Garoupa
Ingredientes:
  • 2 kg. de garoupa
  • 200 grs. de manteiga
  • 3 dl de vinho branco
  • 2 cebolas médias
  • 5 tomates grandes ou 2 chávenas de polpa de tomate
  • 200 grs. de cogumelos frescos
  • 1 colher de sopa rasa de farinha de trigo
Modo de Preparo:
1.  Corta-se a garoupa às postas.
2.  Corta-se a posta de peixe ao longo da espinha, separa-se da mesma.
3.  Cada posta é cortada ao meio, a metade que se obteve é cortada em duas.
4.  Vão-se dispondo os filetes num tabuleiro, previamente untado com manteiga ou margarina e temperam-se com sal e pimenta.
5.  Regam-se com o vinho branco, tapam-se com papel vegetal untado também com margarina e levam-se ao forno, que deve estar quente, cerca de 15 minutos para cozer.
6.  Enquanto os filetes estão no forno, pica-se a cebola e aloura-se com 75 grs. de margarina sobre lume médio para não queimar.
7.  À parte, escaldam-se os tomates, tira-se-lhes as peles e grainhas e juntam-se à cebola, cortados aos bocados.
8.  Deixa-se estufar lentamente, até se transformar em puré, e nessa altura acrescentam-se os cogumelos cortados às fatias finas.
9.  Quando os filetes estiverem cozinhados, escorre-se a calda da cozedura, a qual se junta ao preparado de tomate e se leva novamente ao lume.
10.             Rectificam-se os temperos, liga-se o molho, deitando dentro a colher de farinha misturada com cerca de 50 grs. de manteiga, e mexe-se sempre com uma colher de pau, até o molho ferver.
11.             Deita-se o molho sobre os filetes e leva-se ao forno para gratinar.
12.             Sirva acompanhado de puré de batatas.