quarta-feira, 29 de junho de 2011

PASTEIS DE FEIJÃO - DOCES CONVENTUAIS

Pasteis de Feijão

Ingredientes:
Massa:
  • 300 g de farinha
  • 250 g margarina para folhados
  • Sal e água
Ou poderá usar massa folhada comprada pronta, nesse caso, só terá que estendê-la e forrar as pequenas formas conforme o indicado
Recheio:
  • 1/2 L de natas ou creme de leite
  • 9 gemas
  • 10 colheres (sopa) de açúcar
    preparação:
Preparação:
1.  Misture a farinha, o sal e a água e trabalhe a massa até se unir.
2.  Divida a margarina em 3 porções.
3.  Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete.
4.  Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina.
5.  No final deixe descansar 20 minutos.
6.  Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm de espessura, e coloque cada quadrado sobre uma forma lisa própria para madalenas ou muffins. 
7.  Leve ao fogo em banho-maria as gemas batidas com o açúcar e as natas até o preparado engrossar.
8.  Deixe amornar e coloque uma colher (sobremesa) do preparado dentro de cada forma.
9.  Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados.
10.             Podem ser comidos mornos ou frios.
11.             Para facilitar pode utilizar o mesmo processo, forrando uma forma grande e fazendo uma torta; deve tentar não fazer a massa muito grossa, pois quanto mais fina, mais deliciosa.

CANARINHO - LICOR

Canarinho
Ingredientes:4 pêssegos (8 metades de pêssegos em lata, escorridos)
1 dose de Cointreau
1 dose de conhaque
Calda do pêssego
1 garrafa de champanhe

Preparo:
  1. Coloque todos os ingredientes (menos o conhaque) e bata.
  2. Distribua por 10 taças e complete com champanhe

REGRESSO A FUGA - AL BERTO


REGRESSO À FUGA
 
a noite de escuros voos apanhou-me
com a cabeça acesa numa teia de tinta
é sempre uma mentira existir
fora daquilo que está no fundo de mim
abro
o livro das visões
e uma cidade são todas as cidades trituradas
na memória calcinada do homem nómada
 
canto
ó resplandecentes águas ó murmúrio quieto
das areias
um pulso que se abre e estremece violento
ó dor da árvore ó surdo ruído do coração
onde a seiva das bocas brilha derramando-se
sobre o corpo
que na asa do migrante pássaro navega
ávido de mundo e desolação

FREGUESIA DE PAÇOS DE GAIOLO

rEGIÃO               norte
SUB  REGIÃO      tamega
DISTRITO         pOrto
CIDADE           marco de canaveses
FREGUESIA  Paços de Gaiolo
Caracterização da Freguesia:


Orago:
S. Clemente






Actividades económicas:  
Agricultura, mobiliário, carpintaria e serralharia


Festas e Romarias:
S. Clemente (26 de Novembro), Nossa Senhora da Livração (último domingo de Maio)









Património cultural e edificado:
Capela de S. Martinho,







 igreja matriz, Casa Grande, Casa Gaiolo e Casa Buzio



Gastronomia:
Anho assado
Ingredientes:- cebola
-dentes de alho
-folhas de louro
-vinho branco
-limões
-pimenta
-sal
-óleo
-cravinho
-Anho
-Batatinhas para assar

 
Preparação:
1.  Coloque o anho em água temperada de sal, juntamente com a pimenta, o louro, os alhos,  e os limões,cortados em rodelas.
2.  Reserve de um dia para o outro.
3.  Numa caçarola deite  o óleo, a pimenta,o cravinho e um pouquinho de colorau e, reserve.
4.  Forre o fundo de um tabuleiro com cebola cortada em rodelas e, por cima, disponha o anho, aí deite por cima  o molho anterior.
5.  Leve ao forno a 220º.
6.  Quando o anho estiver quase pronto, junte batatinhas cozidas e passadas pela certá.
7.  É só para dar o gostinho do assado.
8.  Sirva com arroz e uma boa salada.



Artesanato:
Tecelagem











Colectividades:
Fanfarra Cultural Recreativa de Paços de Gaiolo e Futebol Clube de Paços de Gaiolo



Historia

A freguesia de S. Clemente de Paços de Gaiolo, situa-se na zona sul do concelho e é de criação recente, apesar de se conhecerem documentos que citam este topónimo já no século XII. No entanto, foi Fandinhães quem historicamente se sobrepôs, limitando-se Paços de Gaiolo a ser um curato de Fandinhães, até que no século XVIII as posições se inverteram, passando Fandinhães a ser um lugar desta freguesia.
   
Esta vila de Fandinhães era uma das mais antigas e mais importantes dentro do Território da Anégia.
Da Idade Média, encontraram-se recentemente no Monte do Castelo, perto de Fandinhães, uns pedaços de calçada da via que ligava a vila ao exterior. Existe uma lápide sepulcral do século XII, com cruz latina no adro da Capela de S. Brás.

Ao que parece, houve nesta região uma rede de "villas" rústicas de origem germânica, algumas das quais derivaram de algumas paróquias ou lugares que sobreviveram ao tempo. Uma delas seria a "Vayolo", um sobrenome que no século XII servia para um indivíduo chamado D. Paio Vaiolo, se é que o nome da freguesia não anda, como reza a lenda ligado à princesa Gaia, irmã do príncipe mouro Gaiolo que se vingou do rapto que o rei Ramiro fez da irmã, roubando por seu lado D. Urraca, a mulher de D. Sancho.
Mais importante que tudo isso, parece ser o facto de Paços de Gaiolo ter sido uma das poucas beetrias portuguesas que se manteve com a autonomia e o privilégio da escolha do senhor ao qual queria ater-se, pelo menos até ao reinado de D. Sebastião. Foi nessa altura criada a paróquia de Paços de Gaiolo, autónoma da de Fandinhães, cuja Matriz era a Capela de S. Brás, situada nas faldas da serra de Montedeiras e que no início teria sido uma igreja românica. O corpo da igreja foi desfeito em 1726 e dele só resta a cabeceira. Desta longa e rica história, resta este património de que a população se orgulha, apesar dos poucos meios de que dispõe para preservar e divulgar.
De facto, a freguesia, com cerca de 730 ha, tem pouco mais de 1.000 habitantes, mas as condições de vida aqui não têm sido as melhores. Veja-se por exemplo, como entre 1981 e 1991, a freguesia teve um decréscimo populacional da ordem dos 3,6%. Muitos foram os que emigraram na busca de melhor sorte.
   




Outro índice é a taxa de analfabetismo que em 1991 era de 14,4%, bastante acima da média concelhia (10,4). Nesse mesmo ano (1991), o sector primário ainda ocupava 31,5% da população activa, enquanto a média concelhia, mesmo alta, já era só da ordem dos 12,5%. O sector secundário, apenas era responsável por 54% do emprego e o terciário não ia além dos 14,6%. As principais actividades do sector secundário andavam e andam ligadas às oficinas de mobiliário, carpintarias e serralharias, enquanto que a agricultura difícil e de fraca rentabilidade quase só funciona para auto-sustento de algumas famílias ou como complemento da economia familiar.



Os naturais de Paços de Gaiolo gostam de lembrar esse passado e de chamar a atenção para os valores rurais que apreciam e nos quais esse passado se fundamentou. E mostram-no com natural orgulho e com uma autonomia perante tudo, que nos faz lembrar os tempos em que era o povo quem escolhia o senhorio que muito bem queria. Quanto aos valores rurais, esses herdaram- nos do tempo em que Fandinhães era uma vila rústica que os invasores germânicos aqui retomaram aos descendentes dos hispano-romanos, tal como se fez em Ambrões.
O topónimo Paços ai está para lembrar como nas margens do Douro, por entre encostas elevadas e difíceis de trabalhar, há séculos que há gente de trabalho e gente de nobreza. Aliás, tudo leva a crer que esta "beetria" de Paços de Gaiolo pertenceu a D. Pedro, filho bastardo de D. Dinis, que não deixaria também de por aqui vir de quando em vez.
   
Muito tempo mais tarde, os de Gaiolo escolheriam o Infante D. João (o rei D. João II) e depois dele, o Infante D. Afonso, herdeiro do Reino. É que, apesar de pertencerem ao concelho de Benviver, para questões de foro criminal, no foro civil e em tudo o mais, prezavam muito a sua liberdade de serem pertença de gente que os compreendesse e defendesse.


E não faziam por menos; escolhiam os Infantes herdeiros, pois que mais vale ir logo a Deus que aos santos intermediários. Paços de Gaiolo só perdeu os seus privilégios quando o Corregedor do Porto, já na segunda metade do século XVI, imbuído de ambição centralizadora, fez com que D. Sebastião exigisse que os de Gaiolo apresentassem documentação escrita a provar o que sempre tiveram. Como nada estava escrito...















terça-feira, 28 de junho de 2011

PTN - NOTICIAS DE PORTUGAL E DO MUNDO

AGOSTINHO DA SILVA - POETA


AGOSTINHO DA SILVA

Dizendo que é só amor
fazes Deus menor que Deus
cercas o ilimitado
dos limites que são teus.

Deixa de estufar o peito
quando fazes tuas rondas
talvez teu cérebro seja
só um bom detector de ondas.

Do que é o Espírito Santo
só diga quem fique mudo
que palavra há que me leve
àquele nada que é tudo.

E venha filosofia
teologia que farte
o que se pense de Deus
é só de Deus uma parte.

Nunca voltemos atrás
tudo passou se passou
livres amemos o tempo
que ainda não começou.

É só bem dentro de nós
que o projeto se anuncia
se retoma se reforma
e se volta à luz do dia.

É o mundo que nos coube
perpétua ronda de amor
do criado ao incriado
por sua vez criador.

Mais longe estás se houve início
mais perto se o tempo finda
e a rosa que em ti abriu
é em mim botão ainda.

Mais que a teu Deus sê fiel
ao que tu sejas de Fé
talvez o Deus que te crias
oculte o Deus que Deus é.

Mais que tudo quero ter
pé bem firme em leve dança
com todo o saber de adulto
todo o brincar de criança.

O mundo é só o poema
em que Deus se transformou
Ele existe e não existe
tal a pessoa que sou.

Todo momento que foge
a eternidade encerra
só atingirás o céu
por cuidado passo em terra.

Talvez seja isto somente
o de mais perfeito ensino
ter homem a liberdade
de se entregar ao destino.

Divino espírito santo
senhor do imprevisível
me toma pois da verdade
só quero o que for incrível.

Como durmo sossegado
sabendo que por mim vela
uma coisa que sonhando
vivo me tem dentro dela.