segunda-feira, 25 de junho de 2012

FREGUESIA DE BALTAR



REGIÃO                   NORTE
SUB REGIÃO            TAMEGA
DISTRITO                 PORTO
CIDADE                    PAREDES
FREGUESIA             BALTAR

Brasão: 

Escudo de ouro, cruzeiro de azul realçado e lavrado de prata, entre um cacho de uvas de púrpura folhado de verde e uma espiga de milho de vermelho folhada de verde; em quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro:
"VILA DE BALTAR".

Bandeira: 
Verde. Cordão e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.
Selo: 
Nos termos de Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Baltar - Paredes".

História
A origem etimologia da palavra Baltar, foi explicada de forma bem diferente, por diversos autores.
Pinho Leal disse que era uma junção de duas palavras célticas - balt (água) e aar (corrente). Para o Dr. Pedro Ferreira, Baltar deriva de walter, nome germânico pessoal que também esteve na origem de nomes como Gualter, Balteiro, etc.
Segundo o "Arqueólogo Português", Baltar é um nome geográfico já documentado em 1087.
A antiguidade do povoamento de Baltar deve atribuir-se à época romana, testemunhada pelos restos de fortificação castreja e construções dolménicas.
No lugar do Padrão, foi encontrado também, em tempos, um dólmen de dimensões extraordinárias, onde se pode observar as suas decorações profundas, que o tornavam uma verdadeira Capela Mortuária. Entre as tradições populares ligadas ao dólmen, figurante inevitáveis lendas de tesouros escondidos e uma curiosa narrativa de que ali fora enterravam a caixa do correio no tempo das invasões francesas.
Durante a idade média, Baltar pertenceu ao Concelho de Aguiar de Sousa. Em 1386, D.João I, escondeu-lhe o título de Honra e doou-a ao seu vassalo João Rodrigues Pereira. Este, por sua vez, trocou esta recém-criada Honra com o seu primo D.Manuel Álvares pereira. Esta troca aconteceu em 30 de Outubro de 1401.
Passou assim Baltar para posse do Condestável, o qual por sua vez a doou à sua filha e marido, os condes de Barcelos e primeiros Condes de Bragança.
Com Foral próprio, Baltar tinha Câmara com dois Vereadores, Juizo Ordinário, Tribunal, Cadeia, Forca e Pelourinho. E estava sujeito à justiça superior de Barcelos.
Elevada à categoria de Vila, Baltar tinha a partir daqui enormes direitos, só comparáveis às maiores povoações do Reino. D. João VI. A 6 de Março de 1723, confirmou esses privilégios.
Paredes
Até ao século XIX, Baltar pertenceu então à casa de Bragança. Em 1834, fruto do prestígio alcançado ao longo dos séculos, formou concelho próprio, que no entanto teria uma curta duração, pois foi extinto em 1837.
Deste efémero Concelho, faziam parte nove freguesias: Baltar, Cete, Vandoma, Astromil, Gandra, Sobrado, São Martinho do Campo, todas as outras seriam posteriormente integradas no Concelho de Paredes.
Em termos económicos, foi importante, durante a idade Moderna, a Feira de Baltar.
Segundo as "Memorias Paroquiais" de 1758, a importante Feira da freguesia, mensal, começara a realizar-se em 1755 e decorria no dia 16 de cada mês. O requerimento às entidades competentes tinha sido em 1746, mas só nove anos depois, curiosamente, foram pagos os emolumentos, muito provavelmente, em Julho ou Agosto de 1755. Em Fagilde, coração da Freguesia, tinha lugar uma feira de gado e artigos domésticos.
A tradição comercial teve sempre grande peso na vida da freguesia. Ainda no século XIX, havia uma grande casa comercial, conhecida por "Loja do Brasileiro", onde as pequenas lojas e o povo se iam abastecer. Havia também, nessa Altura mercearias, padarias, doçarias, lojas de fazenda, farmácia etc. Progresso assinalável, e precoce, aquele que se verificou em Baltar.
Os almocreves desempenharam também, até certa altura, papel de destaque. Em relação a eles, diz José do Barreiro: "Houve uma importante colónia de almocreves, que faziam o serviço de recovagem entre o Potro e várias terras do país, por meio de números arreatadas ou récuas de soberbos machos espanhóis e alentejanos.
Os Capelas, de Fagilde, eram os recoveiros reais para Vila Viçosa; os Sás, o lugar da Gandarinha, faziam o serviço para Bragança; os Violas, de Figueira da Porta, faziam recovagens entre o Porto e Vila real; os Ermidas, do lugar da Ferida d´Água, trabalhavam para Vila Flor; O José Bernardo, do lugar da Feira, para Murça; e outros mais. Com o sistema de locomoção moderna, tudo isso acabou, mas ficou na gente da terra o génio trabalhador."
Actualmente, ficaram para trás os almocreves, e Baltar é uma freguesia de grande movimento, comercial e industrial. Uma vasta diversidade de estabelecimentos comerciais é acompanhada pelas inúmeras oficinas e pequenas fábricas de mobiliário

PATRIMONIO
Arqueológico


Dólmen ou Anta do Padrão- Imóvel de Interesse Público
Localização: Padrão – Baltar
Enquadramento cronológico: Pré-história
Decreto n.º 67/97, Diário da República 301 de 31 de Dezembro de 1997
Historiografia:
O Dólmen do Padrão é um dos monumentos megalíticos mais importantes do Noroeste peninsular pelas pinturas, existentes nos seus esteios, a vermelho e preto com linhas onduladas, representação esquemática da figura humana e figura astral ou solar.
Em 1926, foi visitado por Mendes Corrêa, altura em que o monumento estava a ser vandalizado. 
A observação e o registo científico que efectuou, permite-nos, hoje, compreender o carácter de excepção do monumento, encontrando-se todos os elementos recolhidos, incluindo os fragmentos dos esteios pintados, depositados no Museu de História Natural da Faculdade de Ciências do Porto.
Actualmente, o monumento, apesar de se encontrar bastante danificado, continua a impor-se na paisagem e a demonstrar relevância científico – arqueológica.
Descrição:
Monumento megalítico com motivos ondulados ou serpentiformes, onde se pode ver também, uma figura antropomórfica estilizada com braços e pernas arqueados. A decoração apresenta-se bicolor, vermelha e negro, ao contrário de outros dólmens encontrados noutras regiões.
Necrópole do Tanque
Localização: Tanque: Baltar
Enquadramento cronológico: Romano
Depósito do espólio: Particular
Descrição:
Descoberta em 1982 durante a abertura de alicerces para a construção de uma casa.
Dos numerosos fragmentos cerâmicos recuperaram-se dois exemplares, uma tigela e uma cantarinha.
Mamoa de Ramos
Localização: Ramos – Baltar
Enquadramento cronológico: Pré-história
Descrição:
Monumento situado em zona de pinhal, de grandes dimensões e apresentando no centro uma cratera de violação. Do lado Noroeste encontram-se várias pedras soltas e imbricadas.
Serra do Muro de Vandoma/Baltar
Castro da Serra do Muro Vandoma/Baltar – Cruzeiro
Acesso: A 4 / E.N. 15
Localização: Serra do Muro de Vandoma/Baltar

Enquadramento cronológico
Proto-história/Medieval
Historiografia: A Serra do Muro de Vandoma
aparece designada em documentos medievais por mons Benidomaou Bendoma representando uma referência fundamental ao território circundante. Este local, a uma altitude máxima de 519 metros, tem condições naturais de defesa e um domínio visual de grande alcance.
Os vestígios arqueológicos apontam para uma ocupação desde a proto-história até à Idade Média.
O topónimo Serra do Muro advém da existência de uma muralha com cerca de 4 metros de largura e 3.927 metros de perímetro, num circuito contínuo mas irregular. É construída por silhares assentes em seco, constituída por dois paramentos paralelos preenchidos interiormente com pedra miúda. Nos troços mais bem conservados não ultrapassa um metro de altura, à excepção de um local que mantém ainda cerca de dois metros com uma saliência rectangular de 0,40 metros. No interior do recinto amuralhado aparecem à superfície fragmentos de cerâmica e tégula.
Considera-se um marco patrimonial por excelência para o qual se prevê um projecto abrangente quanto à conjugação das diferentes valências patrimoniais de modo a criar um foco de fruição turística, cultural e patrimonial


Arquitectónico

Igreja Matriz
 Nome: Igreja Matriz ou Igreja Paroquial
Data de construção: 1745 – Séc. XVIII
Localização: Lugar da Igreja
Padroeiro da Freguesia:  São Miguel.
Descrição:
A frontaria foi totalmente revestida a azulejo, inclusivamente a torre sineira. 



Um painel também de azulejo, acima da porta.
Fachada simples, frontão triangular e pináculos rematando o telhado e a torre. Escadaria ao gosto Barroco, terminada por dois volumes que rematam o muro envolvente do espaço exterior da Igreja.




Capela da Sr.ª da Piedade

Nome: Capela da Sr.ª da Piedade/Quintã

Localização: Lugar da Quintã – Baltar
Época: Medieval.
Descrição:
A Capela da Sr.ª. da Piedade é uma pequena capela medieval, contém uma porta principal e lateral com arcos ligeiramente quebrados. Na sua capela-mor possui pequenas frestas e um friso a rematar a linha do telhado.
Na cornija possui uma cara esculpida e na fachada encimada por pequeno campanário.
Esta capela  foi restaurada recentemente, é uma pequena ermida românica de evocação de Nossa Senhora da Piedade.
Tem origem românica e foi modificada no século XVII.
Toda a pequena nave e a fachada com a sua sineira, mantém, no entanto, a sua traça original.
No interior, salva-se o arco triunfal, ainda de volta redonda, assente em pés direitos com impostas decoradas. Tem de vão 2,55 metros de altura 2,85 metros. A espessura do arco é de 65 centímetros.



Capela Senhor dos Aflitos

Nome: Capela Senhor dos Aflitos
Localização: Capela das Almas – Baltar

Está situada no lugar da Capela das Almas. Segundo informação recolhida junto do Senhor António Maria Dias Fernandes Ferreira, morador no lugar do Carvalho, que diz ter ouvido contar a seu pai, David Fernandes Ferreira, que no lugar onde está a Capela, existiam umas Alminhas muito antigas, e que por volta de 1890/1900, o Senhor Firmino Coelho Pereira, mandou construir, em terreno seu, a Capela em honra de Nosso Senhor dos Aflitos; as Alminhas foram embutidas na parede da fachada, junto à porta da Capela. O nicho é em granito e no interior tem um painel, que parece ser em ardósia, pintado com a imagem de São Miguel o Arcanjo e o Purgatório; está protegido por uma porta em ferro.
Na década de 1940, os Senhores: David Fernandes Ferreira, Alberto Ferreira “pato” e Joaquim Ribeiro “Laudo”, tiveram uma iniciativa de formar uma comissão de festas, e dar inicio à festa em honra do Senhor dos Aflitos, que se realiza no mês de Junho. Em 1949, com autorização do Senhor Padre Albano Ferreira Almeida, a comissão mandou construir um cruzeiro e colocá-lo em local próprio, de modo que, o percurso de procissão, fosse da Capela ao cruzeiro, circulasse à volta deste, e de regresso à Capela, passasse por todo o lugar. 

O Alpendre da Capela, não é de raiz. O Senhor António Carneiro informou que o alpendre foi construído no ano de 1953, por iniciativa da comissão de festas, da qual fazia parte seu pai, Silvino Moreira Carneiro, que foi residente no lugar do Tanque, e que orientou e trabalhou nesta obra. O Senhor David Fernandes Ferreira ofereceu a sineta para a Capela. Desde essa data que a Família Fernandes, se encarrega de zelar a Capela, durante todo o ano.



Capela Nossa Senhora Necessidades

Castro da Serra do Muro Vandoma/Baltar – Cruzeiro


Nome: Castro da Serra do Muro Vandoma/Baltar – Cruzeiro
Localização: Serra do Muro de Vandoma/Baltar 
Acesso: A 4 / E.N. 15
Enquadramento cronológico: Proto-história/Medieval
Historiografia: A Serra do Muro de Vandoma aparece designada em documentos medievais por mons Benidomaou Bendoma representando uma referência fundamental ao território circundante. Este local, a uma altitude máxima de 519 metros, tem condições naturais de defesa e um domínio visual de grande alcance.
Os vestígios arqueológicos apontam para uma ocupação desde a proto-história até à Idade Média.
O topónimo Serra do Muro advém da existência de uma muralha com cerca de 4 metros de largura e 3.927 metros de perímetro, num circuito contínuo mas irregular. É construída por silhares assentes em seco, constituída por dois paramentos paralelos preenchidos interiormente com pedra miúda. Nos troços mais bem conservados não ultrapassa um metro de altura, à excepção de um local que mantém ainda cerca de dois metros com uma saliência rectangular de 0,40 metros. No interior do recinto amuralhado aparecem à superfície fragmentos de cerâmica e tégula.
Considera-se um marco patrimonial por excelência para o qual se prevê um projecto abrangente quanto à conjugação das diferentes valências patrimoniais de modo a criar um foco de fruição turística, cultural e patrimonial.

Natural e Paisagístico

A Serra do Muro/Cruzeiro em Vandoma/Baltar, foi construído em 1940, com o objectivo de comemorar o centenário da Independência de Portugal



Solares

Casa do Areal
Senhorial e brasonada com Brasão d’Armas Reais foi construída em 1769, é brasonada, e nela esteve hospedado o rei D. José I.
Desde 1594 até 1622 foi habitada pelo padre Afonso Faião, pároco da freguesia de Baltar. Afonso Faião era filho de D. Teodósio I, V Duque de Bragança.
Deu hospedagem a um rei;Foi saqueada e incendiada pelos franceses em 1810, sendo posteriormente reedificada. Hoje pertence aos herdeiros de
António Vicente da Silva. Está situada no lugar do Areal, junto à antiga estrada romana, também chamada, estrada real



ASSOCIAÇÕES
Associação Clube de Jazz de Baltar
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Baltar
Associação Musical e Cultural de Baltar
                   Centro Social e Paroquial de Baltar
Conferência de S. Vicente de Paulo
EMAÚS – Associação de Apoio ao Deficiente Mental
                Unidade de Saúde Familiar de Baltar
LAUS - Liga dos Amigos da Unidade de Saúde Familiar de Baltar
Liga dos Amigos

   União Sport Club Baltar


GASTRONOMIA
Regueifa
Ingredientes: 
140 ml de leite morno(substituí por água)
1 pau de canela
3 ovos batidos + 2 gemas(usei ovos biológicos)
70 grs de margarina amolecida(usei de margarina de soja para cozinha)
1/2 colher (café) de sal
raspa de 1 limão
1 colher(sopa) de sumo de limão
200 grs de açúcar(usei amarelo/demerara)
770 grs de farinha de trigo T55
50 grs de fermento fresco de padeiro(adquirido em padaria)
Preparação
(Máquina de fazer pão):
1)Ferva por alguns minutos a água com o pau de canela. Meça o conteúdo e acrescente mais água se necessário. Deixe esfriar até o líquido ficar morno. Rejeite o pau de canela e use no lugar do leite.
2)Colocar na cuba da máquina de fazer pão os ingredientes pela ordem acima referida, e programar no AMASSAR- massas levedadas ( Na minha máquina é o nº 6), que demora cerca de 2 horas. Cerca de 10 minutos antes de terminar o programa, ligue o forno em temperatura mínima por uns minutos, até que fique levemente quente, mas não demasiado e desligue. 
3)Findo o programa colocar a massa sobre uma mesa cheia de farinha e fazer 2 rolos (ou 4), depois entrelace-os e faça uma rosca(ou 2). Coloque-as no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal, cubra com um pano e coloque no forno, sem ligar, mas que está levemente quente pelo pré aquecimento realizado.
A massa pronta, lisa e homogénea (não cola nas mãos)
Transferir para uma mesa enfarinhada
Dividir em 2 partes, para 1 regueifa grande ou em 4 partes, para 2 regueifas pequenas
Fazer os rolos, esticando a massa
Formar 1 ou 2 roscas
4)Deixa-se levedar pelo menos por 1 hora ou mais, até que a massa dobre de tamanho.
O resultado, depois de aproximadamente 2 horas a levedar
Pincelar com leite(no meu caso leite de arroz)
Pincela-se com um pouco de leite (usei leite de arroz) e vai ao forno pré-aquecido a 200ºC, por 10 minutos(ou menos), passado esses 10 minutos coloca-se sobre a regueifa um bocado de papel alumínio e volta a assar mais alguns minutos até cozer na totalidade (teste do palito). Esta etapa depende do forno de cada pessoa, o ideal é vigiar atentamente pois a temperatura é alta e mais um instante poderá ser fatal! Já fiz por duas vezes e ficaram levemente tostadas, embora por dentro estivessem boas.
Preparação
(Tradicional):
1) Idem à preparação anterior.
2) Desfaça o fermento no líquido morno obtido do ponto 1 e misture com 100grs de farinha. Tape e deixe levedar 30 minutos(escolha um local sem correntes de ar, pode ser o forno). Peneire a restante farinha para dentro de uma tigela. Abra uma estanca e junte a massa fermentada e os restantes ingredientes. Amasse bem, utilizando as mãos. Faça uma bola e marque uma cruz com a mão. Tape com um pano e deixe levedar em local quente. Pré aqueça o forno como no ponto 2) da preparação anterior. A massa deve duplicar de tamanho.
3) e 4) Idem à preparação anterior

Nota: Se o tempo estiver quente, não é necessário fazer a levedação da massa no forno.

















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